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sexta-feira, 16 de março de 2012

PROFESSORES SUSPENDEM PARALISAÇÃO EM SÃO PAULO




Os professores da rede pública do estado de São Paulo se reuniram na tarde de hoje em frente ao estádio do São Paulo Futebol Clube (o Morumbi) e decidiram cumprir o planejado suspendendo a paralisação de suas atividades que começou na última quarta-feira. A maioria dos cerca de 4 mil presentes resolveu conceder prazo até abril para que se cumpra o calendário de implantação do piso salarial, como afirma a lei.

Maria Izabel Noronha, presidenta da Apeoesp, afirmou que se dentro deste prazo o "governo" insistir em seguir no caminho da ilegalidade, haverá greve e não mais apenas uma suspensão das atividades com dias definidos. A paralisação de três dias teve adesão de 30% dos professores. Uma adesão vergonhosa para uma categoria que é tratada como lixo pelo criminoso governo tucano paulista. Classe desunida, despolitizada, acomodada e que adora reclamar mas no momento de votar, boa parte, escolhe os mesmos "doutores" que "governam" o Estado há duas décadas.

Os professores paulistas que pararam, engrossaram a paralisação nacional nesses três dias convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que também tinha previsão de encerramento hoje.

Ficou acertada nova paralisação para a realização de nova assembleia no dia 20 de abril na Avenida Paulista para avaliar o que foi realizado pelo "governo" e decidir sobre a realização de greve (sem tempo determinado para acabar) ou não.

E assim caminha a desumanidade em terras tucanas.

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terça-feira, 13 de março de 2012

PROFESSORES PARAM TRÊS DIAS




Da Rede Brasil Atual

Professores da rede pública devem parar as atividades em escolas de todo o país de quarta a sexta-feira desta semana para chamar a atenção quanto ao cumprimento da lei do piso nacional do magistério, ainda desrespeitada por municípios e estados, apesar do último reajuste, anunciado em fevereiro pelo Ministério da Educação. O valor do piso passou de R$ 1.187,97 para R$ 1.451 para jornadas de 40 horas semanais, após reajuste de 22%. Também são reivindicados o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no Plano Nacional da Educação – em trâmite no Congresso –, o fim das terceirizações na área da educação e plano de carreira dos docentes.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou suas 44 entidades para mobilizar a categoria nas regiões. Amanhã (13), os sindicatos filiados à confederação organizam também um “tuitaço” para aumentar a pressão antes da paralisação. De acordo com o presidente da entidade, Roberto Franklin de Leão, a greve é uma resposta da categoria aos estados que ainda descumprem a Lei 11.738, sancionada em 2008 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nossa greve é justa, vamos dar uma resposta aos governadores e prefeitos que não pagam o piso salarial do magistério, achatam a carreira dos trabalhadores, e se negam a ampliar a jornada de atividades extraclasse”, explicou.

Segundo ele, não há argumentos para descumprir a lei. Em 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou o pagamento do piso salarial legítimo, após Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada um por grupo de governadores. Eles alegavam restrições orçamentárias dos municípios para o pagamento previsto aos docentes. “Neste ano de eleições municipais, vamos fazer mural denunciando os inimigos da educação”, afirmou Leão. A CNTE pede aos professores que denunciem prefeitos que se recusam a pagar a quantia, enviando fotos do governante e informem o partido.

No caso do Rio Grande do Sul, a Justiça determinou no início de março que o governador Tarso Genro (PT) cumprisse a lei. Os professores gaúchos ganham atualmente R$ 791 por 40 horas semanais, quase metade do valor estabelecido pelo MEC neste ano para a mesma carga horária. O governo argumenta que terá de recorrer da decisão por conta do impacto nos cofres – segundo as contas de Genro, cerca de R$ 3 bilhões anuais. Uma proposta, rejeitada pelos sindicalistas, prevê o reajuste do salário mais básico para R$ 1.260 em 2014, quando o valor do piso estaria, graças ao reajuste anual, ainda maior do que a quantia atual.

Os professores também são contrários à articulação de governadores na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados para a mudança no critério de reajuste do piso do magistério. Atualmente, o índice tem como base a variação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de dois anos anteriores. No projeto contrário, o reajuste seria baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

“Não vamos aceitar só a inflação como política de reajuste. Exigimos valorização de verdade. Queremos carreira atraente, salário decente, que incentive os estudantes a escolherem a carreira de professor, que tanto nos orgulhamos”, disse o sindicalista. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), anunciou no início do mês que criará uma comissão para discutir o piso e tentar um acordo para o impasse.

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