Mostrando postagens com marcador Plano nacional de banda larga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plano nacional de banda larga. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de março de 2011

INSCRIÇÃO PARA O I ENCONTRO ESTADUAL DE BLOGUEIROS PROGRESSITAS DE SÃO PAULO





Nome:
Telefone: (DDD):
Cidade/Estado:

E-mail:
Endereço do blog: htpp://www.
Twitter@:
Ou outra rede social, caso participe:
Preencha todos com a URL completa

Caso queira participar e não tenha Blog, ou Twitter,
Liste três blogs ou outras redes sociais que mais acessa:
1.
2.
3.

Envie para o e-mail oficial do I Encontro de Blogueiros
Progressistas de SP: encontroblogsp@gmail.com

Taxa de Inscrição: R$ 100,00 e R$ 50,00 (estudante)
Centro de Estudos Barão de Itararé
Banco do Brasil
Agência 4300-1
C/C 50141-7
(Para depósitos via internet CNPJ 12.250.292/0001-08)
(Fazer o depósito e enviar comprovante
pelo e-mail oficial: encontroblogsp@gmail.com)

Comissão Organizadora

SIGA O BLOG NO TWITTER!

SÃO PAULO TERÁ O I ENCONTRO DE BLOGUEIROS PROGRESSITAS





SIGA O BLOG NO TWITTER!

sexta-feira, 4 de março de 2011

SEGUNDO ENCONTRO DE BLOGUEIROS SERÁ EM JUNHO




Do Centro de Estudos Barão de Itararé

Está definido: o 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 de junho, em Brasília. A escolha da data e do local respeita as resoluções do primeiro encontro nacional, realizado em agosto 2010, em São Paulo, que reuniu 330 blogueiros e twitteiros de 19 estados da federação.

Na ocasião, a plenária votou democraticamente que os encontros nacionais deveriam ser anuais, sempre precedidos de eventos estaduais preparatórios. Também foi aprovado que eles seriam feitos no primeiro semestre, fora do calendário eleitoral – para evitar contágios indevidos neste movimento plural e amplo.

Já na ficha de avaliação, a ampla maioria opinou que o segundo encontro deveria ser feito em Brasília – para facilitar o transporte das delegações do Norte e Nordeste. A ideia é que a cada ano o encontro ocorra num estado diferente [neste sentido, os candidatos ao terceiro encontro, em 2012, já devem se manifestar].

Eixos, programação e debatedores

A comissão nacional organizadora (CNO) já realizou os primeiros contatos para garantir a estrutura do evento em Brasília. A exemplo de São Paulo, a ideia é viabilizar auditório, logística, hospedagem e alimentação para todos. As despesas com transporte ficam por conta dos participantes, mas serão feitos contatos com companhias áreas para viabilizar descontos.

Quanto ao eixo, programação, dinâmica e debatedores dos 2º Encontro, a comissão nacional promoverá, em março, reunião ampliada com os estados para a sua definição. Desde já, ela está aberta às sugestões – que devem ser enviadas para contato@baraodeitarare.org.

Informações e esclarecimento

Passado o período de férias, vários estados já se movimentam para realizar seus encontros estaduais. O Pará deu a largada, num evento ocorrido no último sábado (26) que reuniu cerca de 40 blogueiros. Pelas informações disponíveis, já estão marcados encontros estaduais no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Ceará.

A CNO esclarece, ainda, que o 2º Encontro Nacional será aberto a todos interessados – blogueiros, twitteiros, internautas em geral, que se identifiquem com a luta pela democratização dos meios de comunicação, pela construção de uma nova mídia – plural e colaborativa – e por um país mais justo e democrático.

Nesse sentido, os encontros estaduais não deverão eleger delegados – o que verticalizaria artificialmente o nosso movimento. O objetivo é garantir o caráter democrático e amplo da blogosfera progressista.

SIGA O BLOG NO TWITTER!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

REGULAÇÃO DA MÍDIA SÓ SAIRÁ COM PRESSÃO





Do Blog do Miro

Sentindo-se em casa, o descontraído Paulo Bernardo, ex-bancário e atual ministro das Comunicações, participou na noite desta terça-feira (15) do debate sobre o “Plano Nacional de Banda Larga e outros desafios da comunicação”, no auditório do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Logo de cara, ele brincou que trataria apenas do PNBL, mas que já sabia que outros temas picantes seriam provocados pelos 140 presentes. Democrático, foi curto na exposição inicial para garantir mais tempo às polêmicas.

No que se refere ao PNBL, o ministro não deixou dúvida que esta é uma prioridade do governo Dilma Rousseff. Segundo explicou, as empresas de telefonia “não deram conta de massificar a banda larga no país. Foi uma opção de mercado, uma questão de retorno financeiro. Por isso o serviço é caro e para poucos”. Todo o esforço do governo será para superar este atraso. A idéia é forçar as empresas, através da recriação da Telebrás e da rede já existente de fibras óticas, a baixar os preços e expandir o serviço.

PNBL deslancha a partir de maio

Paulo Bernardo está confiante no sucesso do PNBL. Ele lembrou a viagem que fez a Manaus para inaugurar uma linha de fibra ótica proveniente de um acordo entre Venezuela e Brasil, firmado por Hugo Chávez e o ex-presidente Lula. Antes, o amazonense pagava R$ 412 pela banda larga; agora, pagará apenas R$ 39. Através de instrumentos e ações públicas, o ministro acredita que rapidamente as teles serão obrigadas a baixar os preços.

Ele citou dados de uma pesquisa oficial que indicam que o valor do serviço é o principal entrave ao crescimento da banda larga no país. “Derrubando os preços, é possível atingir 80% da população nos próximos quatro anos”. Ele acredita que as teles possam oferecer o serviço a R$ 35; com o corte do ICMS nos estados, o valor poderia chegar a R$ 29. Se esta estratégia de estimulo à concorrência der resultado, Paulo Bernardo avalia que o PNBL começa a deslanchar já a partir de maio próximo.

Dubiedade sobre o marco regulatório

No final da sua exposição, o ministro fez questão de relatar que o desafio da banda larga é uma decisão da presidenta. “Quando me convidou para o ministério, Dilma enfatizou duas coisas: resolver a questão das rádios comunitárias, agilizando as outorgas; e acelerar a massificação da banda larga no país... Não dá para ser a quinta maior economia do planeta, como muitos economistas projetam, sem avançar na internet numa sociedade do conhecimento”.

Se o ministro demonstrou firmeza ao tratar da banda larga – e, para surpresa de muitos, da questão das rádios comunitárias –, o mesmo não ocorreu quando foi “provocado” pelos presentes e internautas sobre a regulação da mídia. Neste ponto, ele deu uma no cravo e outra na ferradura. Para alegria de alguns, Paulo Bernardo afirmou com todas as letras que o governo não desistiu da discussão sobre o novo marco regulatório. Mas, para suspeita de outros, colocou vários empecilhos à solução do grave problema.

“Não dá para resolver logo este assunto”

Conforme relatou, o ex-ministro Franklin Martins promoveu várias discussões sobre o tema e produziu um projeto inicial sobre a regulação dos meios de comunicação. A proposta não ficou totalmente pronta e foi repassada em dezembro passado. Segundo Paulo Bernardo, ela agora está sendo examinada em conjunto com outros órgãos, como a Secom e Ministério da Cultura. Depois, será encaminhada para exame da presidenta e, na sequência, a idéia é promover consultas à sociedade – durante 30 ou 60 dias.

O ministro fez questão de desmentir as manchetes dos jornais que comemoraram o enterro do projeto de Franklin Martins. “Nós devemos fazer a regulamentação da mídia”. Ele citou os quatro artigos da Constituição que até hoje não foram regulamentados. Mas, logo em seguida, usou o argumento da correlação de forças para dizer que batalha não será fácil. “Devemos nos preparar para uma batalha longa. Não dá para resolver logo esse assunto”.

Outros projetos que “foram enterrados”

Para ele, o desafio é conquistar ressonância na sociedade. “Existem muitos interesses contrários à regulação. Corre-se o risco do projeto ir para a gaveta. Você fala em regulação e logo surgem os que dizem que isto é censura”. Ele citou o projeto de iniciativa popular sobre moradia que demorou 15 anos para sair do papel. Lembrou até do ex-ministro das Comunicações de FHC, Sérgio Motta, que apresentou dois projetos sobre o tema que “foram enterrados”. Citou também a “derrota” do projeto da Ancinave.

Bem ao seu estilo pragmático, exercitado quando era ministro do Planejamento, Paulo Bernardo disse que não está disposto a “marcar posição” sobre o assunto. Brincou que não desejava colocar em seu currículo que foi autor de projeto de regulação da mídia, mas que ele “foi derrotado”. E, para bom entendedor, foi enfático ao afirmar: “Não é uma questão simples de resolver”.

“Feijão só fica bom sob pressão”

Resumo da ópera para esse mísero e “afoito” blogueiro: o governo Dilma Rousseff até trabalha com a possibilidade de apresentar um projeto de regulação da mídia, mas ainda avalia a real correlação de forças e a relação custo-benefício. O projeto em debate nas hostes palacianas, guardado a sete chaves, só sairá do papel com intensa e unitária pressão dos movimentos sociais.

Sem pressão social, um novo marco regulatório dos meios de comunicação – que restrinja a concentração do setor e a criminosa manipulação da ditadura midiática, garantindo a autêntica liberdade de expressão no país – será enterrado antes mesmo do seu nascimento. Aqui vale a lição de Frei Betto, um apreciador da boa culinária e das lutas sociais: “Feijão só fica bom sob pressão”.

SIGA O BLOG NO TWITTER!