segunda-feira, 30 de setembro de 2013

ARTISTAS INJUSTIÇADOS NA COMEMORAÇÃO DA BIENAL DESTE ANO


Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Foto: José Moscardi

Artistas indignados, que fundaram e participaram de várias exposições desde a fundação da Bienal em 1951, criaram movimentos da arte, foram vanguarda, reinventaram, ganharam prêmios internacionalmente e consagrados pela mídia, concretizaram mudanças fundamentais do conceito contemporâneo na sociedade e na história em mais de meio século, foram excluídos da comemoração 30X Bienal.

Do Blog Arte Inclusiva 

A arte tem seus percalços e a injustiça neste segmento é uma exposição ainda invisível na sociedade. “O que deveria ter sido uma escolha respeitando a linha do tempo, fazendo jus à história, transformou-se num recorte com uma visão pessoal e tendenciosa de um só curador”, desabafa Kátia, filha de Ianelli (1922 – 2009).

Dentre os expoentes consagrados e familiares, estes pertencentes a artistas que deixaram vivas suas obras, reclamam o desrespeito à arte. Arcanjo Ianelli marcou a fase do figurativo ao abstrato. Em seu trabalho como pintor, escultor, ilustrador e desenhista brasileiro, que foi lembrado pelos seus familiares, participou de nove, com três salas especiais nas bienais. Concomitante às mostras de São Paulo, na mesma época, foi detentor dos primeiros prêmios da Bienal do México e de Cuenca. Ianelli, como era conhecido,  integrou o movimento da arte no Grupo Guanabara.

Outro destaque a este grupo foi o artista Manabu Mabe (1924 – 1997), pintor, desenhista e tapeceiro japonês. Naturalizado brasileiro, o imigrante Mabe teve uma infância pobre e começou suas atividades em seu ateliê adaptado no meio da lavoura do café na cidade de Lins interior de São Paulo, ele foi um pioneiro do abstracionismo no Brasil. Sua marca revela vivência nos campos com naturezas-mortas e paisagens. Obteve um grande êxito, em 1959, das várias exposições consagradas pelo público ao longo de sua vida, quando ganhou o prêmio como melhor pintor nacional da 5a Bienal de São Paulo e o de destaque internacional na Bienal de Paris.

Ciccilo (1898 - 1977), um dos principais responsáveis pela fundação e realização da Bienal de São Paulo. É lembrado como um ícone pela primeira edição, em 1951, na área do recém-demolido Trianon, na Avenida Paulista. Naquela época, outros eventos foram integrados à mostra como a Exposição Internacional de Arquitetura e o Festival Internacional de Cinema.

Ciccillo Matarazzo presidiu a Comissão do IV Centenário da cidade. O local escolhido para sediar a maior parte dos eventos foi o Ibirapuera, onde se planejava construir um grande parque, e para projetar o conjunto de edificações, em que na ocasião foi convidado o arquiteto Oscar Niemeyer (1907 - 2012).

Filha de Ianelli, Kátia se une a artistas para relembrar a história de seu pai, e sua importância no contexto tão aclamado pela crítica no passado. Ela diz que a geração de artistas, esquecida nesta comemoração 30 X Bienal, “fez nascer todo esse movimento naquele tempo, pois era rico e construtivo. Que explicação há para essas lacunas, essa omissão? As escolhas seguiram um critério duvidoso de honestidade”, indaga Kátia. 

Paulo Venâncio Filho único curador da Bienal, segundo artistas e familiares, não respeitou a linha do tempo, nem fez jus à história, transformou a exposição 30X Bienal num recorte com uma visão pessoal e tendenciosa de um só curador. Ainda uma pergunta. Qual é o conceito para releitura de mais de seis décadas de mudanças na arte brasileira? 

Caciporé, um dos artistas excluídos da comemoração 30X Bienal, é o criador da escultura em aço “A coisa”. A obra é de exposição permanente no acervo do MAM  no Parque Ibirapuera, coincidentemente do lado externo da Bienal. Imagem: ARTEplex

Caciporé Torres (1935), de Araçatuba, escultor, desenhista e professor. Artista excluído da mostra. Viaja para a Europa através de bolsa de estudos que recebe na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, de 1951, e durante dois anos frequenta os ateliês de escultura de Marino Marini (1901 - 1980) e Alexander Calder (1898 - 1976). Retorna ao Brasil em 1953, participa de exposições, e posteriormente, regressa à Europa.


Em 1954, estuda história da arte na Sorbonne, Paris, e trabalha em ateliê durante 4 anos, período em que desenvolve obra de caráter abstracionista. Passa a construir formas maciças orgânicas e geométricas (veja a foto acima), utilizando peças metálicas de aparência industrial, como o aço, bronze e ferro. Muitas dessas esculturas são feitas em grandes dimensões e integram museus e espaços públicos de diversas cidades, como as obras na Praça da Sé, metrô Santa Cecília, e painel escultórico em Miami, Estados Unidos.


Entre 1961 e 1971, leciona escultura na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap e, a partir de 1971, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ambas em São Paulo. Em 1970, é eleito presidente da Associação Internacional de Artes Plásticas/Unesco, e, em 1980 e 1982, melhor escultor brasileiro pela Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA.

No jornal do Estadão, leia aqui, a jornalista Maria Hirszman destaca o ponto de vista do curador em seu artigo: para buscar um maior equilíbrio, o crítico criou para si mesmo algumas regras de conduta.


Como poderia ser evidente, todo esforço de síntese da história é excludente em uma opinião subjetiva de curador que defende meios ilícitos de galeristas. Reviver a história da arte sem a concretude de sua existência?

Na mesma ocasião celebridades se unem aos artistas indignados.  “ Nossa solidariedade ao Estadão, que fez justiça ao noticiar, na mesma edição em que foi capa a mostra 30 x Bienal, o boicote vergonhoso à artista plástica Maria Bonomi, internacionalmente reconhecida e uma das fundadoras da Bienal de São Paulo. Lamentável". Defende Aracy Balabanian e Denise Saraceni.

Cartaz da 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951)

Maria Bonomi enfatiza o reviver da história da arte. A artista que nasceu na Itália e chegou ao Brasil ainda criança, em 1946, definiu o país como o lugar de "todas as invenções". Bonomi inaugurou com Ciccilo a Bienal em 1951. Fundadora e participante de 12 Bienais lembrou-se da época da ditadura que viveu, sem ser aceita oficialmente pelo mercado da arte de seu país. Enquanto muitos artistas fizeram carreira sustentados pela ditadura, ela preferiu trabalhar na antiga Iugoslávia, na Eslovênia e em Praga.


No entanto, nunca deixou de viver no Brasil. "A ditadura era o momento de ficar, não de sair", comentou. Entre suas obras, a artista destacou uma primeira colaboração com o arquiteto Óscar Niemeyer, um projeto sobre os maus-tratos da população indígena brasileira pelos portugueses durante a colonização. 55 anos de carreira artística, com gravuras e esculturas em bronze, alumínio e latão, matrizes e instrumentos de trabalho. Ela recebeu em 1967 um prêmio na Bienal de Paris. 
Maria Bonomi foi um exemplo para as artes e na política. Durante a ditadura militar, a Bienal de São Paulo enfrentou o desconforto do poder político na época. A Fundação Bienal manteve suas relações com o Estado, sustentando regularmente os eventos a cada dois anos, e os artistas passam a procurar formas para contestar a situação. 


Conforme as formalidades já estabelecidas nas edições anteriores, autoridades políticas estavam presentes na Bienal de 1965. Castelo Branco, devidamente fardado, é surpreendido com uma carta, entregue por Maria Bonomi e Sergio Camargo, pedindo a revogação da prisão de intelectuais, entre eles Mário Schenberg. Iberê Camargo contesta a Fundação Bienal, “que, na verdade, vive das subvenções dos poderes públicos federal, estadual e municipal”.
Como já foi pesquisado e evidenciado por historiadores, a preparação do golpe militar no Brasil teve o apoio de elites brasileiras, sobretudo da burguesia econômica e industrial. Esta imposição da sociedade afastou a arte do símbolo da horizontalidade, prestigiando aqueles que detinham o poder. Contudo, a arte passou a fazer parte de um pequeno grupo, de uma elite interessada apenas no mercado industrial.


Celebrar uma época da história da arte, de várias exposições, ao longo dos 60 anos que atravessaram dois séculos na sociedade e foram contemplados em 30 bienais, é duvidoso se questionar uma comemoração quando exclui personalidades que fizeram parte desta história. A questão que implica nestes tempos, a arte poderia ter sofrido com a influência destas elites no poder, do conturbado histórico político que as artes enfrentaram no Brasil? Hoje a resposta para justificar a centralização de um único curador que defende os interesses de galeristas e exclui a passagem da história de artistas renomados.  


Maria Bonomi, que fez nascer todo esse movimento, observa uma desfiguração dos tempos, pelo subjetivismo, pelo ego, a dominação do dinheiro ou valor da arte. “A história foi para o lixo”, lamenta Bonomi.

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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

CAMPANHA DESEDUCADOSP ENTREVISTA PROFESSOR DEMITIDO

 
 Do COADE

A campanha DeseducadoSP criada pelo Coletivo Advogados para a Democracia para denunciar o descaso existente na educação pública no Estado de São Paulo entrevistou o professor Roberto de Andrade Caetano que leciona filosofia.

Roberto nos contou as dificuldades que existem para o professor de escola pública e a situação absurda em que se encontra.

Ele pertence a uma categoria de professores criada em 2009 pelo governo do Estado chamada "O" que precariza ainda mais a atuação dos profissionais da educação.

Por pertencer a tal categoria, Roberto foi demitido porque aderiu à última greve dos professores.

Confira: 


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terça-feira, 24 de setembro de 2013

USP COLABOROU COM A DITADURA

 Comissão da Verdade
Do COADE

A Universidade de São Paulo colaborou sistematicamente com a repressão do regime militar. A prática, segundo Ivan Seixas, coordenador da assessoria da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, era comum não apenas na Universidade de São Paulo, mas em todas as universidades públicas do País.

“Tanto é verdade que a USP tinha o que se chamava de AESI (assessoria especial de segurança e informação), assim como eram as ASIs (assessoria de segurança e informação), subordinada ao DSI (Divisão de Segurança e Informação) do MEC”, afirmou durante audiência pública da comissão. “Eram funcionários que faziam a vigilância de estudantes e professores considerados subversivos, que acabavam sendo expulsos e impedidos de estudar ou trabalhar em outras entidades educacionais.”

A colaboração da universidade é comprovada por meio de documentos oficiais, como um apresentado por Seixas, que data de 24 de novembro de 1975. O ofício saído do gabinete do reitor via AESI informa agentes do Dops sobre a Semana dos Direitos Humanos, realizada por centros acadêmicos e grêmios de 10 a 15 de novembro daquele ano, na Igreja São Domingos, em Perdizes, zona oeste de São Paulo. Traz ainda nomes de professores que teriam participado do evento organizado por estudantes da universidade.
Apesar de ter sido questionada sobre a existência dessa assessoria que colabora com a ditadura, Seixas disse que a USP ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso e não mostrou determinação de apurar a questão.

Presente na audiência, o deputado estadual Adriano Diogo (PT), presidente da comissão, lembrou que quando um estudante era preso e ia para a Operação Bandeirante (Oban), a reitoria da USP fornecia ficha, foto, assim como detalhes de sua vida pessoal e acadêmica. “O sistema de colaboração da USP era ‘online’”, ironizou o parlamentar.

Estrutura. O papel da USP como colaboradora foi destacado em audiência envolvendo as comissões da verdade estadual, municipal e também a nacional, representada por Rosa Cardoso. A sessão destacou ainda como funcionava a estrutura de repressão do Estado repressor. Documentos obtidos na Marinha mostram uma estrutura complexa, em que assessorias eram subordinadas aos DSIs e, consequentemente, ao SNI (Serviço Nacional de Informações). “O funcionamento mostra que os órgãos de informação não tinham poder de decisão. A estrutura não parava no sargento ou no investigador. Não havia os chamados porões da ditadura. Era uma estrutura completa”, explicou.

Segundo ele, todas as ações eram tomadas antecipadamente e subordinadas ao SNI. Os agentes também recebiam orientações e tinham de seguir ordens. “A cadeia de comando mostrava que não existia vontade própria. Se o torturador resolvesse matar não obedecendo àquela estrutura, ele era punido”, ilustrou. “Mostramos é que não existe uma escolha sem controle. A decisão de torturar e assassinar não era do torturador. Eram ações coordenadas e decididas por uma cúpula.”

Confira abaixo o documento apresentado:

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

HÁ 40 ANOS, ALLENDE E A DEMOCRACIA CHILENA ERAM ASSASSINADOS

Os leitores que acompanham este blog sabem que busco relembrar datas históricas que marcaram a humanidade e, em especial, a América Latina. Hoje volto a fazer isso.

Nunca é demais conhecermos o passado. É através dele que enxergamos o presente e vislumbrarmos o futuro. Só assim será possível identificarmos humanistas e terroristas.

Há exatos 40 anos, ocorria um golpe militar no Chile.

A mando do governo terrorista norte-americano, o assassino general Pinochet e seus, covardes e traidores, comandados derrubaram o governo de Salvador Allende Gossens, legitimamente eleito pelo povo e assassinaram o presidente chileno ao bombardearem o palácio presidencial.

A partir deste momento foi implantada uma ditadura militar sanguinária sendo uma das piores existentes naquele período na América do Sul.

Confira abaixo a transcrição do discurso de Allende à nação no dia do golpe.(Ouça Allende na íntegra).

Seguramente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Rádio Magallanes. Minhas palavras não têm amargura, mas decepção. Que sejam elas um castigo moral para quem traiu seu juramento: soldados do Chile, comandantes-em-chefe titulares, o almirante Merino, que se autodesignou comandante da Armada, e o senhor Mendoza, general rastejante que ainda ontem manifestara sua fidelidade e lealdade ao Governo, e que também se autodenominou diretor geral dos carabineros.

Diante destes fatos só me cabe dizer aos trabalhadores:

Não vou renunciar!

Colocado numa encruzilhada histórica, pagarei com minha vida a lealdade ao povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada definitivamente. [Eles] têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detém os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa e a fazem os povos.

Trabalhadores de minha Pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram em um homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou sua palavra em que respeitaria a Constituição e a lei, e assim o fez.

Neste momento definitivo, o último em que eu poderei dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reação criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição, que lhes ensinara o general Schneider e reafirmara o comandante Araya, vítimas do mesmo setor social que hoje estará esperando com as mãos livres, reconquistar o poder para seguir defendendo seus lucros e seus privilégios.

Dirijo-me a vocês, sobretudo à mulher simples de nossa terra, à camponesa que nos acreditou, à mãe que soube de nossa preocupação com as crianças.

Dirijo-me aos profissionais da Pátria, aos profissionais patriotas que continuaram trabalhando contra a sedição auspiciada pelas associações profissionais, associações classistas que também defenderam os lucros de uma sociedade capitalista.

Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e deram sua alegria e seu espírito de luta.

Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos, porque em nosso país o fascismo está há tempos presente; nos atentados terroristas, explodindo as pontes, cortando as vias férreas, destruindo os oleodutos e os gasodutos, frente ao silêncio daqueles que tinham a obrigação de agir. Estavam comprometidos. A historia os julgará.

Seguramente a Rádio Magallanes será calada e o metal tranqüilo de minha voz não chegará mais a vocês. Não importa. Vocês continuarão a ouvi-la. Sempre estarei junto a vocês. Pelo menos minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à Pátria. O povo deve defender-se, mas não se sacrificar. O povo não deve se deixar arrasar nem tranqüilizar, mas tampouco pode humilhar-se.

Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e seu destino.

Superarão outros homens este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se.

Saibam que, antes do que se pensa, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

Viva o Chile!

Viva o povo!

Viva os trabalhadores!

Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição.

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

MÚSICA DO DIA



Chipi Chipi (Trilha sonora de Diários de motocicleta) 
Maria Esther   

Amor, te voy a comprar un avioncito para volar,
en nuestra luna de miel.
Amor, te voy a comprar un trencito para viajar,
en nuestra luna de miel.

Escucha lo que dice al caminar..
Tu canta el chipi chipi para bailar..

Pichipi chipi, eh eh, Chipi chipi, eh eh,
aprende a bailar el ritmo del Chipi chipi.
Pichipi chipi, eh eh, Chipi chipi, eh eh,
aprende a bailar el ritmo del Chipi chipi.

Epaaaaaaa.. Opalaaaa.. Gózalaaaa

Así, aprende negro..

Amor, te voy a comprar un buquecito para pescar,
en nuestra luna de miel.
Amor, te voy a comprar un trencito para viajar,
en nuestra luna de miel.

Escucha lo que dice al caminar..
Nos canta el Chipi chipi para bailar..

Chipi chipi, eh eh.. Chipi chipi, eh eh,
aprende a bailar el ritmo del Chipi chipi.
Pichipi chipi, eh eh.. pichipi chipi, eh eh,
aprende a bailar el ritmo del Chipi chipi.


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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

MAIS MÉDICOS PARA O BRASIL

 
Do COADE

O Brasil possui historicamente enormes dificuldades para garantir o acesso à saúde de qualidade para todos os cidadãos. Trata-se de um problema gravíssimo que sempre existiu e que precisa ser resolvido com urgência.

Diante desse cenário surge o programa de contratação de médicos estrangeiros idealizado pelo governo federal chamado "Mais Médicos" para que tal defasagem deixe de existir. Para tanto é necessário que profissionais da medicina passem a prestar serviços nas inúmeras cidades carentes em diversas regiões do país.

O apoio à iniciativa é inequívoca para qualquer cidadão com o mínimo de percepção social. Não obstante, é importante ressaltar que o caos na saúde não existe apenas por falta de profissionais da área mas também devido à falta de infraestrutura e à manutenção do acesso restrito à formação acadêmica.

Nesse sentido, o vestibular seleciona os mais bem preparados para se formarem médicos nas universidades que, quase invariavelmente, são cidadãos de classes privilegiadas que ideologicamente não possuem qualquer vínculo com a luta por melhorias sociais. Fato que fará com que os futuros médicos não queiram devolver à sociedade a oportunidade que receberam dela, realizando atendimento aos cidadãos necessitados.

O "Mais Médicos" é um paliativo, porém necessário. É preciso que o programa seja o primeiro passo para a realização de uma transformação da saúde em nosso país.

Todo apoio aos médicos estrangeiros no Brasil.


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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O NECESSÁRIO RESPEITO À DIVERSIDADE

 
Do COADE

Os Advogados para a Democracia estarão presentes, nesta sexta-feira, no evento Tributo à Diversidade da Alma. Trata-se de um ciclo de palestras que irá fomentar a reflexão acerca de grupos esquecidos, discriminados e tratados como invisíveis  pela sociedade.

Entendemos que a iniciativa é fundamental para que a resistência diante da intolerância se fortaleça bem como a percepção de que o convívio em sociedade exige a assunção da pluralidade sem qualquer forma de aprisionamento ou constrangimento.

Qualquer agrupamento que se reconheça na condição humana, precisa perceber o diverso para poder praticar o entendimento e o respeito recíprocos fortalecendo a democracia.

Confira, abaixo, a programação do evento:

“Tributo à Diversidade da Alma”
Em Comemoração ao Dia da Visibilidade Lésbica
Data: 30.8.2013
Local: Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, nº 94, próximo ao Metrô Anhangabaú.


9h00 – Credenciamento

Mesa Trabalho: Emprego/Desemprego, Assédio Moral, Discriminação no Trabalho.
- Deputada Leci Brandão
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – ALESP

 - Dra. Cláudia Patricia de Luna
ONG Elas por Elas – Vozes e Ações das Mulheres

- Maria Rosani Gregoruti A. Hashizumi
Diretora da Secretaria das Relações Sindicais e Sociais do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e região.

Mesa Saúde: Direito ao Corpo, Atendimento Médico, Transgenitalização.
- Kátia Maria Barreto Souto
Coordenação-Geral de Apoio à Gestão Participativa e Controle Social – Ministério da Saúde.

- Valéria Melki Busin
Católicas pelo Direito de Decidir

 - Marcia Regina Galvão
Psicopedagoga e Escritora, autora do Livro “Mentes que Aprendem”.

- Janaína Leslão Garcia
Conselheira do Conselho Regional de Psicologia – CRP-SP.

Mesa Sustentabilidade: Direitos dos Animais à Vida e à Proteção e Meio Ambiente.

- George Guimarães
Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade - VEDDAS.

 - Márcio Moreira
Responsabilidade Social da Empresa Surya Brasil

Intervalo para Almoço (livre).

 Lançamento da Campanha “Olhos de Ver e Direitos de Sentir”

- Dra. Iolanda Mendonça
Projeto “Freedom by the Law”

Mesa Discriminação: Novas Famílias, Depoimentos das Comunidades, Homofobia.  

- Dra. Maria Cristina Reali Esposito
Conselheira de Desenvolvimento Sustentável do Município de São Paulo e Professora ESA Especialista em Direito Homoafetivo.

Depoimentos das Comunidades: Imigrante, Nordestina, Deficiente, Anã, Transexual, Cigana, Moradora de Rua, Presidiária, Idosa, Assexuada, Intersexo, Lésbica, Quilombola, Autista, Síndrome de Dow, sobrevivente da Ditadura, Indiana, Latina Americana, Caribenha, Africana, Afegã, Plus Size, Croiss Dressing, Doenças Raras, Negra, Índia, Oriental e Judia.

- Dra. Tatiana Lionço
Doutora em Psicologia, atualmente docente de graduação e mestrado em Psicologia no Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, trabalha com ênfase em Direitos Humanos e Direitos Sexuais e Reprodutivos.

 Sorteio de brindes.
17h30 – Encerramento


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sábado, 24 de agosto de 2013

BARBOSA E A DIFICULDADE DE ENTENDER O CARGO QUE OCUPA


Do COADE 

O Coletivo Advogados para a Democracia (COADE), Associação em defesa dos Direitos Humanos, vem a público manifestar repúdio acerca de mais um episódio lamentável protagonizado pelo Presidente da mais alta corte do Judiciário brasileiro (STF), Joaquim Barbosa, na sessão do dia 15 de agosto, quando dos julgamentos de embargos declaratórios na Ação Penal nº 470, conhecida como “Mensalão”.
Inconformado com a opinião de um colega de Tribunal, Barbosa, alterou a voz e de forma ofensiva afirmou que o colega faz “chicanas”. Além de um tratamento inadequado, ficou clara a postura de negar a prática fundamental ao debate e ao contraditório necessários ao Estado Democrático de Direito revelando o despreparo e o perfil autoritário do ministro. Manifestação digna dos tribunais militares onde todos devem se submeter diante da opinião autoritária daquele que conduz os trabalhos.
Tal atitude agride o princípio da urbanidade obrigatório ao magistrado bem como o dever de cortesia com seus pares.
A independência dos magistrados é condição sine qua non para a livre convicção, não podendo existir agressão por um colega, da mesma Corte, que divirja do entendimento do outro.
A divergência é saudável e fundamental desde que realizada respeitosamente.
Trata-se de uma clara manifestação de desprezo a opiniões diversas devendo ser rechaçada em defesa da jovem e, ainda, falha democracia que temos.

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TUCANATO E PIG: TUDO A VER


O tucanato sabe muito bem como lidar com o apodrecido poder midiático. Só nas últimas semanas foram gastos quase R$ 4 milhões em assinaturas de veículos pertencentes ao PIG (Veja, Folha e Estadão).

Tudo isso para as escolas públicas de São Paulo. Fato que se repete há décadas, desde que a "tchurma" do rabo azul se instalou no governo do Estado.

Como se não bastasse o incentivo ao criminoso oligopólio midiático existente em um ambiente de educação, não existe licitação. Trata-se de mais uma comprovação da irresponsabilidade e malversação do dinheiro público por parte dos tucanos empoleirados no Palácio dos Bandeirantes.

A denúncia foi publicada no Blog Amigos do Presidente Lula.

Confira mais essa aberração da "Social Democracia" brasileira:


Alckmin torra R$ 3,8 milhões da educação em 15.600 assinaturas da Folha, Estadão e Veja

Não foi só a revista Veja que teve 5.200 assinaturas feitas pelo governo Alckmin (PSDB-SP) na calada da noite.

O governo tucano usou verba da educação para comprar um total de 15.600 assinaturas, dos jornais “Folha de São Paulo” e “O Estado de São Paulo”, além da citada revista Veja.

Foram 5.200 assinaturas de cada publicação, por seis meses, totalizando o valor de R$ 3.778.840,00 os três contratos.

Como desculpa para meter a mão nas verbas da educação, as assinaturas foram destinadas às escolas da Rede Estadual de Ensino, em um projeto chamado “sala de leitura”. Porém muitos educadores questionam a prioridade do uso destas verbas, e o melhor uso se direcionado a laboratórios digitais e bibliotecas multimídia, com muito mais diversidade informativa e conteúdo educativo mais rico disponível na internet.
A que interesses você acha que mais atende estas assinaturas?

1) Aos barões da mídia, donos dos jornalões e revistas, que compensam a queda de vendas e assinaturas avulsas com as compras governamentais paulistas;

2) Ao governador Alckmin, que ganha a gratidão dos barões da mídia, e é blindado no noticiário destas publicações;

3) Aos corruptos tucanos que receberam o propinão da Siemens e da Alstom, e os jornais e revistas não fazem jornalismo investigativo, se limitando a publicar só o que já é fato consumado em investigações oficiais;

4) Ao PSDB que acredita que o noticiário do PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem o poder de fazer lavagem cerebral nas cabeças juvenis dos estudantes, para eles se tornarem neoliberais reacionários lendo esta velha mídia.

5) Todas as anteriores.

Em tempo: antigamente os jornalões e revistas costumavam enviar exemplares de graça para as bibliotecas públicas. Não era apenas uma cortesia por generosidade. Era estratégia de marketing para formar público leitor, afinal estudantes, quando se tornavam profissionais, acabam assinando os jornais e revistas que adquiram o hábito de ler nas bibliotecas.

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

NOTA OFICIAL: CARANDIRU

 
Do COADE

Após uma espera de quase 21 anos, na madrugada do último sábado (03/08), foram condenados 25 policiais do batalhão de choque da Policia Militar do Estado de São Paulo conhecido como Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar).

Os réus receberam ao todo uma pena de 624 anos de prisão pela morte de 52 detentos do terceiro pavilhão do presidio do Carandiru, em 2 de outubro de 1992.

Entendemos que o fato é relevante para que, efetivamente, a Justiça brasileira inicie o devido enfrentamento diante da violência policial acabando com a impunidade que historicamente é registrada em nosso país. Além disso e apesar da demora, foi garantida a justiça para os sobreviventes, as vítimas e suas famílias.
Ao mesmo tempo é impossível não notar que certamente faltou alguém no banco dos réus: o ex-governador Luiz Antônio Fleury Filho, já que claramente foi ele quem deu a ordem final para que policiais altamente armados atacassem e matassem covardemente civis encarcerados e desarmados.

A condenação dos policiais que apertaram o gatilho é apropriada já que agiram em cumprimento de ordem manifestamente ilegal mas seria muito apropriada também a condenação do ex-governador Fleury, com a aplicação da "teoria do domínio do fato". Ironicamente no julgamento denominado "mensalão" houve uma verdadeira ginástica jurídica especialmente por parte do atual presidente do STF para aplicá-la. Atitude criticada pelo jurista alemão, Claus Roxin, autor da teoria usada pelos ministros. 

Os Advogados para a Democracia entendem que o massacre do Carandiru é um fato que reforça a necessidade de modificar a política de segurança pública vigente no Brasil se desmilitarizando a polícia, fazendo com que ela se humanize e tenha como foco apenas a defesa do cidadão.


COADE - COLETIVO ADVOGADOS PARA A DEMOCRACIA


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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O PIG E SEUS PODRES PODERES

Atriz denuncia esquema de prostituição na Rede TV!

Atriz denuncia esquema de prostituição na Rede TV! - Priscila Vilela

Do Hoje em Dia

A atriz e modelo Priscila Vilela, de 24 anos, que foi contratada pela "Rede TV" para viver uma sedutora no programa de João Kléber, "Teste de Fidelidade", denunciou um esquema de prostituição nos bastidores da emissora.

Em vídeo publicado na noite de domingo (4), a beldade ainda afirma que os quadros são armados, "gravados como uma novela", e que não recebeu o cachê pela participação que fez na atração. "A Rede TV! não me pagou, me roubou. Gente, estou assim, horrorizada! Eu quero o meu cachê! (...) Sofri assédio! Não aceitei fazer o 'Teste do Sofá'. Ele (o diretor do programa) não quis pagar meu cachê porque eu não saí com ele", disse.

Priscila revelou que nos bastidores rola um esquema chamado "Ficha Rosa", no qual as modelos que fazem parte da lista, também estão dispostas a fazer programas. Assim, a emissora dá preferência para as meninas que topam "qualquer parada".

A Rede TV! ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto, mas Priscila garante que vem sofrendo ameaças. Assista ao vídeo!



 Revolta no Facebook ‪

Em sua conta no Facebook, Priscila vem fazendo postagens contra a emissora. Confira o que ela já escreveu:

"To avisando Redetv!!! Vcs me contrataram pra fazer a SEDUTORA no dia 14/07/13 e no dia seguinte me chamaram de novo pra gravar no palco e até hoje não me pagaram!!!!!!! O diretor se nega a me pagar o dia trabalhado!! To avisando ou vcs pagam meu cache, ou vou gravar um video publico contando toda a verdade em detalhes do que rola de verdade no programa vou acabar com esse circo!!!!!!!! Coloteiros !!!!!!!!!!!!!!!!! Ou me pagam ou o publico vai saber toda a verdade!!!!"

"#‎Redetev‬ Eu quero que vcs paguem o meu cache seus malditos!! Do que adianta ficar falando de Deus a madrugada toda se a atitude de vcs é do diabo?? Eu sei muito bem pq vc Rafael Paladia (diretor do programa) não quer pagar meu cache!!! PQ EU NÃO ACEITEI FAZER O TESTE DO SOFÁ COM VC !!!!!!!!!! Tenho todas as suas mensagens no meu celular, o tempo todo dando em cima de mim e eu me esquivando, ficou com raiva pq eu não transei com vc??? Babaca !!!!!!! Como vc mesmo me disse que comeu todas as sedutoras, só que comigo vc se fudeu, pq eu não sou PUTA, não me vendo!!!!!!!!! ‪#‎TesteDeFidelidade‬"

"Pq vcs estão apagando tudo o que eu falo??? Acham que assim vão me impedir de contar toda a verdade??? Estão muito engados !!!! O publico vai saber toda a verdade!!!!!!!!!!!"

"O diretor acabou de me ligar dizendo que ia me pagar em troca eu tinha que tirar tudo o que escrevi alegando que eu estava "nervosinha"!! Sabe quando eu vou fazer isso??? NUNCA. Chega de farsa e manipulação!!!!!!!!!!!!!"


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