Mostrando postagens com marcador 11 de setembro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 11 de setembro. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de setembro de 2011

11 DE SETEMBRO



Há trinta e oito anos, o governo norte-americano comandava no Chile a deposição de mais um governo eleito pelo povo, assim como ocorreu naquele período da história por toda a América Latina incluindo o Brasil. A vítima da vez foi o presidente Salvador Allende.

A partir daquele dia, mais de 40 mil chilenos (segundo estatísticas da época) foram torturados, assassinados e tidos como desaparecidos pela covarde força dos milicos comandados pelo ditador Augusto Pinochet por intermináveis 17 anos. Uma verdadeira carnificina patrocinada pela Casa Branca.

O ministro do exterior do governo terrorista, Henry Kissinger, na administração Richard Nixon, já reconheceu  a participação norte-americana em mais esse golpe de Estado. Além disso, é possível ter acesso a provas documentais sobre isso no livro "A Sombra do Ditador - Memórias Políticas do Chile sob Pinochet" do chileno Heraldo Muñoz.

A conhecida Operação Condor que tinha como objetivo extirpar a qualquer custo toda possibilidade de resistência ao "American way of life" na América Latina, mostrava novamente a sua face.

Não contente em realizar o golpe, os terroristas ainda destruíram a sede do governo chileno onde estava Allende e em seguida assassinaram o legítimo presidente que em sua última decaração ao povo chileno, na rádio Magallanes afirmou: "Não vou renunciar. Pagarei com a minha vida a liberdade do povo. Tenho certeza de que meu sacrifício não será em vão. Este é o meu testamento político."

Allende era democrata e socialista. Motivos suficientes para que a perversa ditadura capitalista agisse. Mais uma vez o Tio Sam bateu palmas para a sua rotineira cruzada contra a ordem democrática existente pelo planeta.

Atitude reproduzida pela velha monarquia midiática tupiniquim que publicou em jornalões, revistas, rádios e televisões o ato como uma faxina ideológica necessária exatamente como fizeram em 1º de abril de 1964.

Para enxergarmos o presente e vislumbrarmos o futuro é necessário conhecermos o passado. Só assim será possível identificarmos humanistas e terroristas.
 



SIGA O BLOG NO TWITTER!