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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO COMO ATO POLÍTICO, DE PRODUÇÃO E DE CONHECIMENTO




O Encontro Educação como Ato Político, de Produção e de Conhecimento é uma homenagem ao educador Paulo Freire (1921-1997) no contexto dos seus 90 anos, comemorados no dia 19 de setembro de 2011. 

Este encontro também tem a intenção de contribuir para a formação de educadores interessados em dialogar sobre políticas públicas de educação, valendo-se das contribuições do legado freiriano para a disseminação de práticas e teorias educativas emancipadoras.

Comemorar os 90 anos de Paulo Freire significa dar continuidade ao seu legado, não repeti-lo, e seguir investigando o entendimento da educação como um ato político, permitindo, no século 21, a socialização cada vez mais ampla dos saberes produzidos por educadores do Brasil e de todo o mundo.

O evento é uma realização do Instituto Paulo Freire e da Faculdade de Educação da Universidade de Paulo, com o apoio da Universitas Paulo Freire (UniFreire), do Centro de Referência Paulo Freire (CRPF), da Editora e Livraria Instituto Paulo Freire (Ed,L), da Casa da Cidadania Planetária (CCP) e o patrocínio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
  
Programação - 10/11/2011

8h – Credenciamento (Entrada principal da Faculdade de Educação)

8h30 às 9h – Boas-vindas (Saguão do Bloco B / FEUSP)

9 às 12h30 – Círculos de Cultura. Temas: Educação Cidadã (Sala 141 / FEUSP), Educação Popular (Sala 147 / FEUSP) e Educação de Adultos (Sala 149 / FEUSP)

12h30 às 13h30 – Almoço

13h30 às 15h – Socialização das Sínteses dos Círculos de Cultura (Auditório do Colégio de Aplicação da FEUSP)

15h às 15h30 - Intervalo

15h30 às 17h30 – Homenagem aos 90 anos de Paulo Freire (com Moacir Gadotti, Celso de Rui Beisegel, Stela Graciani e José Estáquio Romão).

17h30 às 18h – Atividade Cultural de Encerramento

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PAULO FREIRE VIVE!



Geniais

Do Vermelho.org

Criador da pedagogia do oprimido, educador de genialidade reconhecida internacionalmente, preso e exilado político, Paulo Freire completaria 90 anos nesta segunda (19). Para homenageá-lo, a Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Editora da Universidade de Brasília (UnB), lançam na data de aniversário do pensador a versão atualizada de Comunicação e Cultura: as ideias de Paulo Freire, do professor de Comunicação da UnB Venício A. de Lima.


Educador e filósofo brasileiro, Paulo Freire destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política. Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático.

É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição ao que Freire denominada educação bancária, tecnicista e alienante.

O educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado.

Biografia


Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de Pernambuco, e de Edeltrudes Neves Freire, Dona Tudinha, Paulo teve uma irmã, Stela, e dois irmãos, Armando e Temístocles.

Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.

O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.

Do golpe ao exílio


Em 1961 tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, no mesmo ano, realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do Método Paulo Freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias.

Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num Plano Nacional de Alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os "círculos de cultura") pelo país.

Em 1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Em 1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, Educação como Prática da Liberdade, baseado fundamentalmente na tese Educação e Atualidade Brasileira, com a qual concorrera, em 1959, à cadeira de História e Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife.

Professor em Harvard

O livro foi bem recebido e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, que foi publicado em várias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970) e até o hebraico (em 1981). Não foi publicado no Brasil até 1974, quando o general Geisel assumiu a presidência do país e iniciou o processo de abertura política.

Com a Anistia em 1979, Freire pôde retornar à terra natal, mas só o fez em 1980. Chegando, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986.

Quando o PT venceu as eleições municipais paulistanas de 1988, teve início a gestão de Luiza Erundina (1989-1993) e Freire foi nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989 a 1991.

Atuação com PT

Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA – Movimento de Alfabetização, um modelo de programa público de apoio a salas comunitárias de Educação de Jovens e Adultos que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de governo.

Em 1986, sua esposa Elza morreu. Dois anos depois, em 1988, o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo, conhecida pelo apelido "Nita", amiga de infância e sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP.

Em 1991 foi fundado em São Paulo o Instituto Paulo Freire, para estender e elaborar as ideias de Freire. O instituto mantém até hoje os arquivos do educador e realiza numerosas atividades relacionadas com o legado do pensador e a atuação em temas da educação brasileira e mundial.

Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações em uma operação de desobstrução de artérias.

A Justiça Federal, no Fórum Mundial de Educação Profissional de 2009, realizado em Brasília, fez o pedido de perdão post mortem à viúva e à família do educador, assumindo o pagamento de reparação econômica.

Livro homenageia aniversário

Para homenageá-lo, a Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Editora da Universidade de Brasília (UnB), lançam na data de aniversário do pensador a versão atualizada de Comunicação e Cultura: as ideias de Paulo Freire, do professor de Comunicação da UnB Venício A. de Lima.

A obra é a versão atualizada da tese de doutorado de Venício, publicada há 30 anos sobre Paulo. Uma atualização, aliás, que vem em bom momento. Um dos maiores especialistas em comunicação do país, Venício investigou a fundo o que Paulo escreveu sobre a área, sobretudo em relação ao direito à comunicação e a liberdade de informação.

A nova edição de Comunicação e Cultura conta, ainda, com análises atualizadas e também o prefácio da viúva de Paulo, dona Ana Maria Freire. Para Nita, como é chamada, a iniciativa de Venício coloca “de volta nas discussões acadêmicas o pioneirismo, a importância e atualidade do pensamento de Paulo, no que se refere à teoria da comunicação”. Se estiverem em Brasília, aproveitem para prestigiar o lançamento dia 19. Ele será às 19h, no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal.




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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

PAULO FREIRE VIVE!



Ao Mestre com carinho


Diversos movimentos sociais de Recife pretendem transformar a área do antigo Hospital Psiquiátrico da Tamarineira, em Parque Educador Paulo Freire através de um abaixo-assinado realizado por seus admiradores incluindo a educadora Ana Maria Araújo Freire, Nita Freire, viúva de Paulo. Nada mais justo para a memória deste que foi um dos maiores educadores da história brasileira. Triste é verificar que a maioria do povo brasileiro, que ele tanto respeitou e acreditou, mal sabe que ele existiu, afinal a velha comunicação social que temos nunca se importou em divulgar a importância do seu trabalho. Para essa velha mídia, pessoas como Freire são perigosas por apresentarem propostas de uma educação ética e emancipatória (HÁ 16 ANOS SERRA-ALCKMIM DESPREZAM A ÉTICA NA EDUCAÇÃO ).

PAULO FREIRE VIVE!

Abaixo-assinado Pedido de nomeação de “Parque Educador Paulo Freire”, no Recife.

Excelentíssimo Senhor Prefeito da Cidade do Recife
Dr. João da Costa

Nós, educadores,educadoras e militantes sociais das mais diferentes regiões do Brasil, queremos expressar a V. Excia, por meio desta Carta-Manifesto, nosso desejo e proposta de que se nomeie a área do antigo Hospital Psiquiátrico da Tamarineira de “Parque Educador Paulo Freire”.

Paulo Freire, cidadão do Recife que se fez cidadão do mundo, respeitado e acatado por intelectuais, por artistas, por lideranças políticas e religiosas, pela gente humilde, por universidades e governos de países dos mais diferentes matizes ideológicos e culturais, jamais se esqueceu de sua terra natal, onde cresceu, estudou e aprendeu a se solidarizar e lutar até o último dia de sua vida em prol da promoção política, social e cultural dos oprimidos e oprimidas, dos excluídos e excluídas.

Nada mais justo, entendemos, que a sua cidade natal acolha o seu nome num lugar que terá certamente a sua “cara”: um parque repleto de mangueiras, jaqueiras e caramboleiras, visitadas pelos pássaros cantantes, cenário decantado por ele em muitos de seus livros, pois deste convívio com a natureza, desde quando viveu seus primeiros anos de vida na Estrada do Encanamento, no Recife, ele nunca se apartou.

Queremos, em setembro de 2011, na data em que Paulo Freire faria 90 anos de seu nascimento, unir, indissoluvelmente, sua pessoa sábia e profética ao destino possível do Recife, como a cidade que valoriza os seus líderes e pensadores, que enobrece a boniteza de sua gente e a sua natureza tropical exuberante, legando à sua população, dentro do projeto de cidade voltada para o futuro e para o bem estar de seus cidadãos e visitantes, o “Parque Educador Paulo Freire”.

Contando com a sua enorme capacidade de entender a história com sua generosidade para com os que generosamente amaram a sua cidade, com sua sensibilidade e sua forte convicção de que o Recife tem tudo para voltar a ser a grande metrópole do Nordeste, e tendo a certeza de que as gerações futuras hão de reconhecer o valor histórico desta justa homenagem ao recifense que se tornou o maior educador brasileiro

Subscrevemo-nos.

13 de outubro de 2010.

Ana Maria Araújo Freire (Nita Freire)

Participe do abaixo-assinado.

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