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sexta-feira, 31 de julho de 2015

A UM AMIGO

 
Quando você nasceu
Eu nem bem tinha nascido
Mas desconfiava que já havia entendido

O tempo seguiu o seu impiedoso curso
Como um furacão que precisa levar tudo o que está por vir

Dialogamos, refletimos, brigamos e sempre nos salvamos
Juntos na árdua caminhada sobre a areia fofa da utopia
Nos reencontramos sob a luz que ilumina sua estada a cada dia

A necessária provocação se alia à interminável rebeldia
O brilho nos olhos que reflete em todos não é produzido mas simplesmente recebido
Por cada um que tem o privilégio de cruzar as suas não cruzadas 

A existência nos apresenta surpresas necessárias
Tão necessárias quanto descobrir desde sempre no irmão um amigo

Digo, dizem, digam DIGA!


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ÉTICA E EDUCAÇÃO




Desde os primórdios o ser humano se depara com uma reflexão acerca do significado da palavra ética. Até que ponto a respeitamos e a deixamos de respeitar? Parece-me oportuna essa questão no âmbito educacional, principalmente, no momento histórico em que vivemos.

A ética se propõe a respeitar limites do que se estabelece como bom ou mau sob o prisma da condição humana que se reconhece abraçada a princípios universais e morais. Ela norteia a conduta do homem na sociedade. Mas tal percepção se mostra em constante conflito no tocante a uma das mais importantes áreas da vida humana; a educação que se vê voltada a um sistema que trata consciência como mercadoria. O que prevalece e dá sentido às relações políticas, econômicas e sociais são os conceitos de competitividade, qualidade total, eficiência e eficácia. Tudo englobado em um paradigma que forma pessoas para a conquista do sucesso.

Esse sistema tem como foco o mercado e, literalmente, vende a idéia de que o lucro será a salvação para todos. Ocorre que não há como unir seres humanos e suas necessidades mais básicas com a competitividade que finge lembrar de temas fundamentais para a existência de uma sociedade saudável.  

A educação se apresenta dominada pela ética capitalista e vejo esse fato sinônimo de caos. A educação deve seguir à risca a busca da prática da liberdade de pensamento sem imposições. Imposições essas que o mercado entende como válidas. A liberdade de pensamento deve ser estimulada através de reflexão e conhecimento e não através de produtos e lucro. 

Verifica-se aqui a dualidade citada na obra de Paulo Freire entre a pedagogia dos dominantes, onde a educação existe como prática da dominação (ética capitalista), e a pedagogia do oprimido que tenta se libertar dela (ética educacional).

Nesse cenário a ética educacional dá lugar à mera condução conveniente ao sistema do que se propõe a ensinar e a aprender. Uma posição de interesse mercadológico e não mais no interesse da qualidade do ensino.

Essa percepção é assustadora porque não apenas a escola passa a perder qualidade em seu corpo docente, mas também no seu corpo discente que, por sua vez, passa a dar maior importância a assuntos que o sistema dominante lhe impõe fazendo com que o caminho para a libertação do pensamento via filosofia, sociologia e história se tornem assuntos enfadonhos porque tais temas não são vendidos todos os dias como inúmeros produtos que prometem o “céu na terra”. A ética capitalista é a da competitividade e se constrói na corrida para atender a necessidades do mercado. A ética da educação é a da não competitividade e se constrói lentamente para atender as necessidades humanas.

A escola deve utilizar a pedagogia para conseguir transmitir ao aluno o, efetivo, exercício da cidadania defendendo os direitos humanos, as diferenças de cor, credo e religião, liberdade, igualdade de oportunidade e a dignidade humana, mas o que se verifica é que nenhum desses fatores é transmitido uma vez que a educação sucumbiu a uma fria relação de custo-benefício. 

A experiência educativa não pode ser simplesmente treinamento técnico. É necessário ter o caráter formador. Ensinar exige aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação, exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural, exige consciência de que nada está acabado e sim que tudo recomeça, exige respeito à autonomia, exige humildade; ou seja, tudo o que a práxis do mercado não reconhece.

A ética na educação deve enxergar o ser humano enquanto ser inconcluso, ou seja, sempre em busca do aperfeiçoamento da verdadeira condição humana e não a que se refere o capitalismo que busca nessa palavra apenas mais um caminho para o crescimento do lucro aprisionando a pessoa no mundo do TER retirando-a do mundo do SER.

As pessoas passam a ter importância apenas para a produção do sistema hegemônico evitando que tenhamos a noção de que a possibilidade de se fazer mudança reside em cada um de nós. A nossa relação com o mundo deve se dar por nós mesmos e não por terceiros. 

É necessário encararmos a luta contra a ideologia fatalista vigente que afirma cinicamente que a sociedade que aí está é a única possível se negando a fomentar o sonho e a utopia; diferindo o trabalho (expressão da alma) do emprego (exploração da força de trabalho) e impondo a vontade imobilizadora. Para tanto é necessário nos reconhecermos como sujeitos éticos.

Cabe ao educador estimular no educando a percepção da liberdade e do poder de mudança que ele possui. Trata-se de uma árdua batalha uma vez que tal tentativa seguirá na contramão do que a sociedade do consumo registra na maior parte das mentes humanas, mas, sem dúvida, é uma batalha que nos dá a oportunidade de ensinar e aprender com o dia a dia da educação. 

Lutemos pela reflexão e libertação honrando e respeitando a enriquecedora relação entre educadores e educandos.

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domingo, 2 de setembro de 2012

IMAGEM DA SEMANA


O "Labirinto da Vida".
Na busca por uma Escola transformadora, a Dignidade venceu o desrespeito!

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO COMO ATO POLÍTICO, DE PRODUÇÃO E DE CONHECIMENTO




O Encontro Educação como Ato Político, de Produção e de Conhecimento é uma homenagem ao educador Paulo Freire (1921-1997) no contexto dos seus 90 anos, comemorados no dia 19 de setembro de 2011. 

Este encontro também tem a intenção de contribuir para a formação de educadores interessados em dialogar sobre políticas públicas de educação, valendo-se das contribuições do legado freiriano para a disseminação de práticas e teorias educativas emancipadoras.

Comemorar os 90 anos de Paulo Freire significa dar continuidade ao seu legado, não repeti-lo, e seguir investigando o entendimento da educação como um ato político, permitindo, no século 21, a socialização cada vez mais ampla dos saberes produzidos por educadores do Brasil e de todo o mundo.

O evento é uma realização do Instituto Paulo Freire e da Faculdade de Educação da Universidade de Paulo, com o apoio da Universitas Paulo Freire (UniFreire), do Centro de Referência Paulo Freire (CRPF), da Editora e Livraria Instituto Paulo Freire (Ed,L), da Casa da Cidadania Planetária (CCP) e o patrocínio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
  
Programação - 10/11/2011

8h – Credenciamento (Entrada principal da Faculdade de Educação)

8h30 às 9h – Boas-vindas (Saguão do Bloco B / FEUSP)

9 às 12h30 – Círculos de Cultura. Temas: Educação Cidadã (Sala 141 / FEUSP), Educação Popular (Sala 147 / FEUSP) e Educação de Adultos (Sala 149 / FEUSP)

12h30 às 13h30 – Almoço

13h30 às 15h – Socialização das Sínteses dos Círculos de Cultura (Auditório do Colégio de Aplicação da FEUSP)

15h às 15h30 - Intervalo

15h30 às 17h30 – Homenagem aos 90 anos de Paulo Freire (com Moacir Gadotti, Celso de Rui Beisegel, Stela Graciani e José Estáquio Romão).

17h30 às 18h – Atividade Cultural de Encerramento

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domingo, 18 de setembro de 2011

UM ANO DE VIDA





Há exatamente 1 ano nascia este Blog. Na madrugada do dia 18 de setembro de 2010 resolvi entrar definitivamente na luta pela democratização da comunicação social brasileira criando esse espaço progressista (dito "sujo" pelos "limpinhos").

A primeira publicação tinha como título ESTREIA e já explicitava a grave situação em que se encontrava a mídia nacional, sob o comando ditatorial de meia dúzia de famílias.

Apesar da dificuldade com o tempo (ele infelizmente é escasso), nesses doze meses foi possível escrever sobre diversas vertentes existentes na nossa sociedade como política, comunicação, cultura, direito, democracia, ditadura, educação e inúmeras outras questões que envolvem o cotidiano. E será dessa forma que esse espaço continuará.

É necessário o debate, a reflexão, a história, as ciências sociais para que seja possível planejarmos uma sociedade que se reconheça legitimamente brasileira e democrática.

Aos "limpinhos" que fomentam através do poder (mídia) a perpetuação de referências e valores do convívio humano baseado no Deus-mercado, o meu absoluto desprezo e a certeza de que sempre terão a minha luta para destroná-los.

O movimento Blogueiros Progressistas que nasceu em 2010 não para de crescer e trata-se apenas de uma questão de tempo para que a velha monarquia midiática tupiniquim veja o seu castelo de areia desmoronar.

Agradeço às dezenas de seguidores que nesse período o Mídia Caricata agregou.

A luta segue rumo à desarticulação do nefasto Partido da imprensa Golpista!



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