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domingo, 15 de dezembro de 2013

A CIDADANIA COMEÇA NA ESCOLA



No último dia 13/12, o AI - 5 completou 45 anos. O pior de todos os Atos Institucionais realizados pela ditadura militar no Brasil.

Na mesma data, duas escolas públicas (uma em Salvador e outra no Rio) resolveram por decisão dos alunos e professores, alterar seus nomes.

Em Salvador, a Escola Emílio Médici (Ditador e assassino) passa a ter o nome do baiano Carlos Marighella, assassinado pela ditadura foi deputado federal e fundador da Ação Libertadora Nacional (grupo de resistência ao regime de exceção). Já no Rio, a Escola Costa e Silva (Ditador e assassino) passa a ter o nome do falecido deputado federal, senador, ator, militante e poeta Abdias do Nascimento.

Independentemente da burocracia necessária para tais mudanças, é preciso ressaltar a importância de ações como essas.

Como entender uma grande quantidade de espaços públicos com nomes de milicanalhas? É preciso que essas mudanças, ou pelo menos, tentativas de mudanças nesse sentido se espalhem pelo país fazendo com que a sociedade passe a participar diretamente das escolhas dos nomes de espaços públicos bem como o fomento do conhecimento dos fatos históricos.

Sem a história não há como entendermos o presente e projetarmos o futuro.

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sábado, 24 de agosto de 2013

TUCANATO E PIG: TUDO A VER


O tucanato sabe muito bem como lidar com o apodrecido poder midiático. Só nas últimas semanas foram gastos quase R$ 4 milhões em assinaturas de veículos pertencentes ao PIG (Veja, Folha e Estadão).

Tudo isso para as escolas públicas de São Paulo. Fato que se repete há décadas, desde que a "tchurma" do rabo azul se instalou no governo do Estado.

Como se não bastasse o incentivo ao criminoso oligopólio midiático existente em um ambiente de educação, não existe licitação. Trata-se de mais uma comprovação da irresponsabilidade e malversação do dinheiro público por parte dos tucanos empoleirados no Palácio dos Bandeirantes.

A denúncia foi publicada no Blog Amigos do Presidente Lula.

Confira mais essa aberração da "Social Democracia" brasileira:


Alckmin torra R$ 3,8 milhões da educação em 15.600 assinaturas da Folha, Estadão e Veja

Não foi só a revista Veja que teve 5.200 assinaturas feitas pelo governo Alckmin (PSDB-SP) na calada da noite.

O governo tucano usou verba da educação para comprar um total de 15.600 assinaturas, dos jornais “Folha de São Paulo” e “O Estado de São Paulo”, além da citada revista Veja.

Foram 5.200 assinaturas de cada publicação, por seis meses, totalizando o valor de R$ 3.778.840,00 os três contratos.

Como desculpa para meter a mão nas verbas da educação, as assinaturas foram destinadas às escolas da Rede Estadual de Ensino, em um projeto chamado “sala de leitura”. Porém muitos educadores questionam a prioridade do uso destas verbas, e o melhor uso se direcionado a laboratórios digitais e bibliotecas multimídia, com muito mais diversidade informativa e conteúdo educativo mais rico disponível na internet.
A que interesses você acha que mais atende estas assinaturas?

1) Aos barões da mídia, donos dos jornalões e revistas, que compensam a queda de vendas e assinaturas avulsas com as compras governamentais paulistas;

2) Ao governador Alckmin, que ganha a gratidão dos barões da mídia, e é blindado no noticiário destas publicações;

3) Aos corruptos tucanos que receberam o propinão da Siemens e da Alstom, e os jornais e revistas não fazem jornalismo investigativo, se limitando a publicar só o que já é fato consumado em investigações oficiais;

4) Ao PSDB que acredita que o noticiário do PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem o poder de fazer lavagem cerebral nas cabeças juvenis dos estudantes, para eles se tornarem neoliberais reacionários lendo esta velha mídia.

5) Todas as anteriores.

Em tempo: antigamente os jornalões e revistas costumavam enviar exemplares de graça para as bibliotecas públicas. Não era apenas uma cortesia por generosidade. Era estratégia de marketing para formar público leitor, afinal estudantes, quando se tornavam profissionais, acabam assinando os jornais e revistas que adquiram o hábito de ler nas bibliotecas.

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terça-feira, 12 de abril de 2011

PROJETO AMPLIA BANDA LARGA NAS ESCOLAS PÚBLICAS


Banda larga nas escolas públicas pode ser votada esta semana

 Agência Brasil

O projeto de lei que (PL) amplia o uso da banda larga nas escolas públicas é o principal item da pauta de votações da Câmara dos Deputados esta semana, em sessões extraordinárias. O PL permite o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para o financiamento da implantação e manutenção dos serviços de internet de alta velocidade em escolas públicas.
 
A votação desse projeto está prevista para esta terça-feira (12) à noite. Na mesma sessão, os deputados devem votar o projeto que regulamenta o funcionamento de lan houses (lojas de acesso à internet). Na quarta-feira (13), os deputados devem votar o projeto de decreto legislativo que aprova o Tratado Constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).
 
A pauta das sessões ordinárias está trancada por 14 medidas provisórias (MP). Entre elas está a MP 514, que detalha novas regras para a segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida. Nessa fase está prevista a construção ou reforma de 2 milhões de moradias entre 2011 e 2014. A MP também estabelece prioridade de atendimento às famílias chefiadas por mulheres e às desabrigadas residentes em áreas de risco ou insalubres.
 
No entanto, a primeira MP a ser votada é a 512, que concede incentivos fiscais às indústrias automotivas instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que sejam vinculadas a novos investimentos e pesquisa de novos produtos ou modelos de veículos. A segunda MP a ser apreciada pelos deputados, de número 513, autoriza o Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) a assumir os direitos e obrigações do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação.

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domingo, 12 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DA RESISTÊNCIA À DITADURA MILITAR NAS ESCOLAS





Da Agência Brasil

Brasília – Oito mil escolas públicas de ensino médio de todo o país irão receber do governo federal um CD-ROM com a história de 394 mortos e desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985). O trabalho, feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio do Ministério da Educação (MEC) e sob a encomenda da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, foi apresentado hoje (10) em Brasília.

O CD-ROM foi elaborado a partir dos arquivos do projeto Direito à Memória e à Verdade da SDH e outros documentos. Além da biografia dos perseguidos políticos, o CD vai permitir aos professores e estudantes conhecer o contexto histórico e cultural do período com acesso à cerca de 4 mil fotografias e ilustrações, 300 vídeos e mais 300 canções que fizeram parte dos protestos e da resistência à ditadura.

“Essa juventude hoje não conhece os anos difíceis que o país passou”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, no lançamento. Segundo ele, o CD-ROM “será festejado como um instrumento de transformação”. Para Haddad, há um efeito pedagógico e cívico na iniciativa. “Democracia se apropria com a cultura. Não é nata do ser humano”, disse ao enfatizar que os valores democráticos precisam ser ensinados.

O ministro Paulo Vannuchi enfatizou que o CD ROM é uma experiência “absolutamente pioneira” em projetos de memória. “Não lembro de ter ouvido falar em outro país”, disse. SDH e MEC também são parceiros na elaboração das diretrizes curriculares nacionais para direitos humanos.

O CD-ROM deverá virar um site a ser desenvolvido pela UFMG. O trabalho foi coordenado pela professora Heloisa Maria Murgel Starling do departamento de história da UFMG e contou com a participação de 15 estudantes de várias áreas, entre elas, história, direito e comunicação.

Para a professora, o projeto é uma “batalha ganha” na recuperação da memória da época da ditadura. “Ao abordar a cultura, o CD-ROM traz uma dimensão de esperança e dimensão lúdica. O conhecimento da história se dá não apenas pela fase dura e dramática, mas também pela enorme criatividade que existia no período.”

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