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quinta-feira, 12 de junho de 2014

COPA MOINHO VIVO: O PAGODE É NOSSO!

 

Nesta quinta feira, dia de abertura da Copa da FIFA, o Comitê Popular da Copa SP e o Movimento Moinho Vivo convidam todas e todos para uma intervenção lúdica: a Zona Livre e do Povo! A partir das 14h, vamos formar "quadrilha" pra dar um cacete no Ronaldo, tombar a FIFA e suas corporações, dançar pagode e forró, e exibir o jogo do Brasil do nosso jeito! Por outro futebol!

Vai ter: futebol, quadrilha, pagode, trabalhador ambulante, população de rua, moradores de ocupações, respeito às mulheres, brincadeiras pra crianças, debates sobre o direito à cidade: xs de baixo em suas muitas cores e lutas, juntxs e misturadxs!
Não vai ter: zona de exclusão, polícia, patrocinadores, operário morto, remoção forçada, exploração sexual, estádio elitizado, nem grades nem catracas!

VENHA FORMAR QUADRILHA CONOSCO, TRAGA UM PRATO DE DOCE OU SALGADO E VENHA VESTIDO A CARATER =)

A Favela do Moinho, atacada constantemente por policiais, vítima de incêndios criminosos nos últimos anos, resiste há mais de 25 anos como a última favela no centro de SP. É a nossa Palestina, encrustada entre um muro e uma linha de trem, numa zona de exclusão tão bem delimitada quanto às que a Fifa impõe à cidade por conta de sua Copa.

Que discurso sobre um megaevento pode se sustentar quando traz tem em seu projeto, oficialmente, zonas de exclusão?

A Copa da Fifa não é a Copa que queremos. Há 3 anos perguntamos, Copa pra quem? Hoje, a resposta já está mais do que clara. Pra quem luta, pra quem vive a cidade no seu dia-a-dia segregador e violento, pra quem pega metrô e ônibus lotado, pra quem trabalhou na construção das obras - e morreu nisso -, as portas da Fifa estão muito bem fechadas. Lacradas com o selo das três esferas de governo.

Mas não é por isso que não teremos as nossas copas. Neste 11 e 12 de junho, estaremos na Favela do Moinho pra abertura de uma outra copa, de todos e todas, para todos e todas, construída por todos e todas!

A Copa Rebelde do Moinho que se inicia hoje marca mais um momento de encontro entre pessoas que foram ensinadas a passar reto, não olhar no olho e seguir o ritmo de trabalho assassino da cidade, escancarado nas obras da Copa da Fifa.

Convidamos quem luta, quem ficou de fora da Copa deles, quem curte jogar e assistir futebol, a botar a mão na massa pra estar conosco. O futebol - o pagode e a festa junina - são nossos!

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segunda-feira, 1 de julho de 2013

IMAGEM DO DIA



Acabou! É campeão!

Assim foi o fim do domingo e início desta segunda-feira para o PIG e consequentemente para a massa que, mais uma vez, se delicia com o circo e compra a felicidade simulada pela indústria cultural ao ver a, privatizada, seleção brasileira campeã pela quarta vez da copa das confederações.

Como se vê na foto, tudo está no seu devido lugar seguindo a lógica do sistema vigente.

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sábado, 23 de março de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

MÁFIAS E ESPORTE


Da Carta Capital
 
Seriam 425 jogadores, árbitros, dirigentes e outros intermediários envolvidos no maior escândalo de manipulação de resultados na história do futebol. Nada menos do que 680 partidas disputadas principalmente no Velho Continente, mas também na África, Ásia e na América Latina, entre 2008 e 2011, teriam sido “compradas”, segundo a Europol.

A sede dessa rede mafiosa, em Singapura, teria ramificações mundo afora.
Segundo a rede noticiosa BBC, somente no campeonato alemão foram injetados 16 milhões de euros, para um retorno de 8 milhões de euros.

E o quadro é ainda pior do que parece. Rob Wainwright, o diretor da Europol, diz que as últimas revelações são “apenas a ponta do iceberg”.
A Europol é a polícia da União Europeia que combate a criminalidade organizada.

No esporte mais popular do mundo, o mais importante é o dinheiro fácil. E aqueles injustos cartões vermelhos e gols anulados fazem sentido nesse campo comandado pelas máfias internacionais.

No entanto, sabemos que a corrupção rola solta no futebol faz tempo. De fato, o senhor Sepp Blatter, presidente da FIFA, poderia estar envolvido em mais este caso de corrupção: qualificações para a Copa do Mundo fariam parte desse esquema mafioso desmantelado pela Europol.

E na semana passada, o semanário francês France Football revelou que houve pouca transparência por parte da Federação Internacional de Futebol ao confiar a organização da Copa de 2022 ao Catar.
É claro, essa corrupção a permear o futebol não é de hoje. Antes de Blatter tivemos outros nebulosos administradores, como o brasileiro João Havelange.

Mais trágico ainda é o fato de que não são somente entusiastas do futebol a sofrer com essas revelações. Escassos dias atrás, vimos o ex-ciclista Lance Armstrong admitir com sua cara de jogador de poker que sem coquetéis de drogas jamais teria vencido sete Tours de France.

Lavagem de dinheiro, drogas e partidas “compradas”. Nós, mortais, nem sequer nos identificamos mais com os superatletas, quase todas e todos super drogados.

Somente agora as organizações de tênis se deram conta que os tenistas também poderiam estar tomando coquetéis de drogas. Os testes para esses atletas não têm sido tão rigorosos.

Diante de materiais que aumentam a velocidade da bola, tenistas cada vez mais parecidos com super-heróis, os quais, após partidas intermináveis, se recuperam para jogar no dia seguinte (e eles não têm como evitar esse ritmo, dado o crescente número de torneios e patrocinadores), cabe a seguinte pergunta: o tênis, como o ciclismo, o futebol e outros esportes não estaria também mergulhado nesse mundo no qual o vencedor é o empresário, ou mafioso, e não o torcedor em busca daquela jogada que o coloca em estado de êxtase?

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

A COPA DA VERGONHA


Acabo de receber o e-mail abaixo sobre a manifestação que será realizada pela Frente de Luta por Moradia (FLM) junto ao Comitê Popular da Copa - SP contra a vergonhosa desorganização da copa do mundo no Brasil.
Participe!


Manifestação neste sábado,30 -10h: "A Copa acelera a repressão aos pobres e aos movimentos populares e a supervalorização fundiária"
Comitê Popular da Copa SP comunica:
Neste sábado, 30 de julho, acontecerá o sorteio das chaves da Copa do Mundo de 2014. Aproveitando a ocasião, os comitês populares da Copa – formados por organizações da sociedade civil em várias cidades – estão organizando manifestações sobre o processo de preparação do país para o mundial de futebol e os Jogos Olímpicos de 2016. Em São Paulo, um ato será realizado no próprio dia 30, às 10h, com concentração em frente à estação Itaquera do metrô.
Mais informações sobre o ato com Benedito Barbosa, através do email: dito_cmp@yahoo.com.br
Em várias cidades do mundo que já sediaram uma Copa, a pressão das corporações, a absoluta falta de transparência e as imposições da FIFA produziram balanços muito negativos do ponto de vista social e de direitos humanos. Inclusive, como Relatora da ONU para o Direito à Moradia Adequada, apresentei no ano passado, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, um relatório sobre este tema. No Brasil ainda é tempo de fazer diferente e é isso que as organizações estão cobrando.
Segue abaixo a carta do Comitê Popular da Copa – São Paulo.

COPA PARA QUEM?
Carta Aberta à Sociedade, do Comitê Popular da Copa/SP, sobre o processo de organização da Copa do Mundo, a ser realizada no Brasil em 2014.
O futebol deixou de ser uma saudável prática esportiva. No lugar do espírito esportivo, foram impostos à organização desse esporte uma série de interesses econômicos e políticos. Futebol virou mercadoria e sua finalidade o lucro. A entidade máxima do futebol mundial, a FIFA, tem como seu objetivo verdadeiro aumentar seu já milionário patrimônio.
Uma série de escândalos tornou pública a forma corrupta como essa entidade age. É nesse contexto que o Brasil vai sediar a Copa de 2014. Com superpoderes, a FIFA impôs uma série de requisitos para ser cumprido. Essas exigências fazem parte da rentabilidade que a entidade e suas empresas parceiras terão com a realização do evento. Na prática, não deixarão nenhum legado social positivo. Pelo contrário, fatos históricos (África do Sul, entre outros) apontam para outra direção.
Nós, cidadãos e cidadãs, que trabalhamos e pagamos impostos, perguntamos: é justo uma entidade corrupta ditar o quê o país deve fazer? Deve o Estado brasileiro se submeter aos seus ditames? Vale gastar tantos recursos públicos em um evento que dura apenas um mês?
Fica cada vez mais evidente que quem ganhará com a realização da Copa é o setor imobiliário; as incorporadoras e as empreiteiras lucrarão com as obras e serviços a serem realizados e com a especulação imobiliária. Através de seu poder econômico e político, esses setores pressionam o Estado para usufruir enormes somas de dinheiro público em benefício próprio.
Observamos a repetição de histórias trágicas: superfaturamentos; falta de transparência; agressões aos direitos humanos; repressão aos pobres; despejos forçados e desrespeito com a população em geral.
A Copa acelera dois processos já em curso: a repressão aos pobres e aos movimentos populares e a supervalorização fundiária. Isso em todas as cidades-sede da Copa. A Copa não pode servir de pretexto para o aumento de políticas repressivas e contribuir para o agravamento de problemas como o da moradia. Temos problemas sérios como o assassinato de jovens da periferia, principalmente de jovens negros e negras, a violência generalizada contra as mulheres, os/as trabalhadores/as formais e informais e os movimentos sociais. Cabe lembrar que, durante a Copa realizada na África do Sul, houve um grande aumento do tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para a exploração sexual.
A Copa servirá para potencializar ainda mais estas formas de violência? Não podemos deixar que isso ocorra. Desde já denunciamos o turismo sexual em nosso país por causa da Copa.
Não concordamos que, sob o pretexto da realização da Copa, uma série de favorecimentos ocorra por parte do Estado brasileiro, como as licitações obscuras e a privatização dos aeroportos.
Também não queremos que a Copa seja a reprodução do Pan 2007, no Rio de Janeiro. O dinheiro utilizado para a realização daquele evento foi tirado da saúde, da educação, da moradia. Resultado: a falta de recursos provocou o caos nos hospitais, a epidemia de dengue e o desmoronamento de encostas.
No caso da cidade de São Paulo, é mentiroso o argumento de que o Estádio em Itaquera trará benefícios para toda a zona leste. O desenvolvimento da zona leste é obrigação do Estado, uma dívida histórica que este tem em prover saúde, educação, moradia, políticas para a infância e a juventude, desenvolvimento urbano e transporte de qualidade. Essas responsabilidades não devem estar atreladas à Copa, dado os interesses privados que esse evento comporta.
O Estádio é importante, mas é mais do que perverso se apropriar da paixão da torcida para justificar uma obra que só trará lucros a alguns setores; que o empenho para a construção do Estádio seja maior que o empenho para a construção da Universidade Federal da Zona Leste; que seja motivo para construir mais avenidas na região, com o transporte público, inclusive o metrô, já completamente saturados.
Ademais, repudiamos a valorização imobiliária da região e a imanente remoção de comunidades inteiras. A população local deve ter seus direitos respeitados.
O Comitê Popular da Copa/SP é formado por entidades e organizações populares. Como trabalhadores/as organizados/as, temos um projeto de sociedade e de cidade diferente do que está sendo imposto. Não admitimos desrespeito às leis, acordos obscuros e violação aos direitos humanos. Contamos com o apoio de todas as entidades, órgãos da imprensa e setores da população preocupados com os rumos que a organização da Copa está tomando.
Pelo fim dos despejos e das remoções!
Por moradia digna para toda a população!
Por políticas públicas para a população de rua!
Por políticas públicas para a juventude!
Pelo fim de todas as formas de violência e exploração das mulheres!
Pelo fim da violência policial e do genocídio da população negra e pobre!
Por trabalho decente e salário justo!
Pelo fim da perseguição aos trabalhadores informais!
Por educação pública, universal e de qualidade!
Pela universidade pública (UNIFESP – Jacu Pêssego) com cotas sociais e raciais!
Por transporte público, barato e de qualidade para toda a população!
Por saúde pública de qualidade pra toda a população!
Que todos possam usufruir o direito à cidade!
Por uma Copa com verdadeiro legado social!
Pela transparência e acesso à informação!
Pelo fim da elitização do futebol!

Comitê Popular da Copa SP
Julho de 2011
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