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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MARCO CIVIL REGULATÓRIO DA INTERNET ESTARÁ NA CÂMARA NOS PRÓXIMOS DIAS


Da Agência Câmara de Notícias

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou nesta terça-feira que o marco civil da internet será encaminhado à Câmara nos próximos dias. Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, o ministro afirmou que o texto da proposta foi fechado no início da semana com a presidente Dilma Rousseff.

“Fizemos ontem a revisão. Ela [Dilma] olhou cada ponto. Nós percebemos que havia necessidade de fazer pequenas mudanças de texto. Portanto, o que vem para o Congresso com a mensagem da presidente é praticamente a redação que foi feita depois das duas consultas públicas”, explicou o ministro. “Eu acho que a semana que vem deve ser mandado para cá porque fechamos ontem. Ela inclusive disse que não precisa ver a redação final.”

Entre os principais pontos da proposta, Paulo Bernardo destacou a neutralidade da rede, as condições para provedores de acesso manterem registros de conexão dos internautas e regras diferenciadas para provedores de conteúdo.

Crimes cibernéticos
O objetivo do marco regulatório da internet é definir direitos e deveres dos usuários e das empresas que navegam na rede. Ativistas do movimento Internet Livre avaliam que antes de haver condenações por crimes cometidos na internet, é necessário que sejam estipulados, por código, os direitos e deveres dos usuários.

Outro argumento em favor da proposta é que os registros de conexão podem servir de prova quando um crime é cometido pela internet. Atualmente, não há nenhuma regulamentação que estabeleça por quanto tempo os provedores devem guardar esses dados e em que condições devem ser compartilhados.



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quinta-feira, 28 de abril de 2011

REUNIÃO DA FRENTECOM





Hoje de manhã tivemos uma reunião da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com o ministro Paulo Bernardo onde creio que a Frente abriu um importante canal de diálogo. O Ministro se mostrou aberto a esse contato.

As intervenções das entidades que compõem a #Frentecom e também dos deputados/as que compareceram à reunião foram excelentes.

Entregamos ao ministro os documentos constitutivos da Frentecom e o relatório da subcomissão especial de radiodifusão, elaborado em 2009, além de um documento com 78 resoluções prioritárias, dentre as 633 aprovadas na #Confecom.

Segue o link para baixar o Caderno de Resoluções da 1ª Cofecom.

Vamos avançar no debate!

Luiza Erundina

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

REGULAÇÃO DA MÍDIA SÓ SAIRÁ COM PRESSÃO





Do Blog do Miro

Sentindo-se em casa, o descontraído Paulo Bernardo, ex-bancário e atual ministro das Comunicações, participou na noite desta terça-feira (15) do debate sobre o “Plano Nacional de Banda Larga e outros desafios da comunicação”, no auditório do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Logo de cara, ele brincou que trataria apenas do PNBL, mas que já sabia que outros temas picantes seriam provocados pelos 140 presentes. Democrático, foi curto na exposição inicial para garantir mais tempo às polêmicas.

No que se refere ao PNBL, o ministro não deixou dúvida que esta é uma prioridade do governo Dilma Rousseff. Segundo explicou, as empresas de telefonia “não deram conta de massificar a banda larga no país. Foi uma opção de mercado, uma questão de retorno financeiro. Por isso o serviço é caro e para poucos”. Todo o esforço do governo será para superar este atraso. A idéia é forçar as empresas, através da recriação da Telebrás e da rede já existente de fibras óticas, a baixar os preços e expandir o serviço.

PNBL deslancha a partir de maio

Paulo Bernardo está confiante no sucesso do PNBL. Ele lembrou a viagem que fez a Manaus para inaugurar uma linha de fibra ótica proveniente de um acordo entre Venezuela e Brasil, firmado por Hugo Chávez e o ex-presidente Lula. Antes, o amazonense pagava R$ 412 pela banda larga; agora, pagará apenas R$ 39. Através de instrumentos e ações públicas, o ministro acredita que rapidamente as teles serão obrigadas a baixar os preços.

Ele citou dados de uma pesquisa oficial que indicam que o valor do serviço é o principal entrave ao crescimento da banda larga no país. “Derrubando os preços, é possível atingir 80% da população nos próximos quatro anos”. Ele acredita que as teles possam oferecer o serviço a R$ 35; com o corte do ICMS nos estados, o valor poderia chegar a R$ 29. Se esta estratégia de estimulo à concorrência der resultado, Paulo Bernardo avalia que o PNBL começa a deslanchar já a partir de maio próximo.

Dubiedade sobre o marco regulatório

No final da sua exposição, o ministro fez questão de relatar que o desafio da banda larga é uma decisão da presidenta. “Quando me convidou para o ministério, Dilma enfatizou duas coisas: resolver a questão das rádios comunitárias, agilizando as outorgas; e acelerar a massificação da banda larga no país... Não dá para ser a quinta maior economia do planeta, como muitos economistas projetam, sem avançar na internet numa sociedade do conhecimento”.

Se o ministro demonstrou firmeza ao tratar da banda larga – e, para surpresa de muitos, da questão das rádios comunitárias –, o mesmo não ocorreu quando foi “provocado” pelos presentes e internautas sobre a regulação da mídia. Neste ponto, ele deu uma no cravo e outra na ferradura. Para alegria de alguns, Paulo Bernardo afirmou com todas as letras que o governo não desistiu da discussão sobre o novo marco regulatório. Mas, para suspeita de outros, colocou vários empecilhos à solução do grave problema.

“Não dá para resolver logo este assunto”

Conforme relatou, o ex-ministro Franklin Martins promoveu várias discussões sobre o tema e produziu um projeto inicial sobre a regulação dos meios de comunicação. A proposta não ficou totalmente pronta e foi repassada em dezembro passado. Segundo Paulo Bernardo, ela agora está sendo examinada em conjunto com outros órgãos, como a Secom e Ministério da Cultura. Depois, será encaminhada para exame da presidenta e, na sequência, a idéia é promover consultas à sociedade – durante 30 ou 60 dias.

O ministro fez questão de desmentir as manchetes dos jornais que comemoraram o enterro do projeto de Franklin Martins. “Nós devemos fazer a regulamentação da mídia”. Ele citou os quatro artigos da Constituição que até hoje não foram regulamentados. Mas, logo em seguida, usou o argumento da correlação de forças para dizer que batalha não será fácil. “Devemos nos preparar para uma batalha longa. Não dá para resolver logo esse assunto”.

Outros projetos que “foram enterrados”

Para ele, o desafio é conquistar ressonância na sociedade. “Existem muitos interesses contrários à regulação. Corre-se o risco do projeto ir para a gaveta. Você fala em regulação e logo surgem os que dizem que isto é censura”. Ele citou o projeto de iniciativa popular sobre moradia que demorou 15 anos para sair do papel. Lembrou até do ex-ministro das Comunicações de FHC, Sérgio Motta, que apresentou dois projetos sobre o tema que “foram enterrados”. Citou também a “derrota” do projeto da Ancinave.

Bem ao seu estilo pragmático, exercitado quando era ministro do Planejamento, Paulo Bernardo disse que não está disposto a “marcar posição” sobre o assunto. Brincou que não desejava colocar em seu currículo que foi autor de projeto de regulação da mídia, mas que ele “foi derrotado”. E, para bom entendedor, foi enfático ao afirmar: “Não é uma questão simples de resolver”.

“Feijão só fica bom sob pressão”

Resumo da ópera para esse mísero e “afoito” blogueiro: o governo Dilma Rousseff até trabalha com a possibilidade de apresentar um projeto de regulação da mídia, mas ainda avalia a real correlação de forças e a relação custo-benefício. O projeto em debate nas hostes palacianas, guardado a sete chaves, só sairá do papel com intensa e unitária pressão dos movimentos sociais.

Sem pressão social, um novo marco regulatório dos meios de comunicação – que restrinja a concentração do setor e a criminosa manipulação da ditadura midiática, garantindo a autêntica liberdade de expressão no país – será enterrado antes mesmo do seu nascimento. Aqui vale a lição de Frei Betto, um apreciador da boa culinária e das lutas sociais: “Feijão só fica bom sob pressão”.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CARTA ABERTA AO MINISTRO PAULO BERNARDO





O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé enviarão carta aberta ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
O documento solicita avanço na construção de um novo marco regulatório e reformulação de antigas leis do campo da comunicação social. Entidades interessadas em assinar podem enviar sua adesão para jornalista@sjsp.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Leia abaixo a íntegra da carta.

Carta aberta ao Ministro Paulo Bernardo

Para avançar no caminho do desenvolvimento econômico e social, o País necessita instituir novos marcos regulatórios e reformar antigas leis do campo da comunicação social, o qual, além de extremamente dinâmico do ponto de vista tecnológico, é essencial à vida moderna!
Em um estado democrático essa mudança de paradigma precisa ser construída dentro dos marcos da participação social, do espírito republicano e do direito público.
Tendo em vista que ao Estado cabe garantir a liberdade de expressão da população em geral, propiciar visibilidade às minorias, promover a livre circulação das ideias e zelar pela função social dos meios de comunicação como determina nossa constituição, queremos:
Um marco regulatório que garanta e incentive a pluralidade das vozes, que permita a competitividade justa entre empresas nacionais e estrangeiras e proteja do poder predatório dos grandes conglomerados a pequena empresa de comunicação;
Um arcabouço legal que propicie ambiente adequado para desenvolver a produção audiovisual e cultural, campo cujo potencial brasileiro é imenso;
O crescimento da economia criativa, desenvolvendo o mercado consumidor de cultura e comunicação com geração de emprego e renda;
A integração latinoamericana também no campo da comunicação, uma vez que vários países do continente irão compartilhar de um mesmo sistema de TV digital;
A inclusão digital de milhões de brasileiros, cidadãos hoje privados desse bem por decisão de operadoras que negligenciam seu papel social, pois estão focadas apenas no lucro;
Normas para o funcionamento da imprensa que garantam o direito de resposta aos ofendidos, promovam a liberdade de expressão e a verdade factual contra possíveis manipulações e regras impessoais para concessão e renovação de outorgas.
Em vista desses legítimos anseios da sociedade, que já vem debatendo publicamente todos esses itens, pedimos ao Ministério da Comunicação que submeta o anteprojeto da Lei de Comunicação Eletrônica à consulta pública e que o Executivo, posteriormente, envie o resultado desse importante trabalho ao Congresso Nacional para dar continuidade ao processo de modernização e democratização da comunicação no Brasil.

São Paulo, 11 de janeiro de 2001

– Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
– Centro Barão de Itararé

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