segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

HÁ 42 ANOS





DA CUT

Os 42 anos do Ato Institucional N° 5 (AI-5) foram lembrados em manifestações realizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), nesta segunda-feira (13) em vários estados brasileiros. No Rio de Janeiro, a manifestação acontece na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com o lançamento do Prêmio CUT- Democracia e Liberdade Sempre. No Rio Grande Sul, foi realizado ato público em defesa da memória, liberdade e democracia, na Esquina Democrática, centro da capital gaúcha.
A Direção Nacional da CUT decidiu fazer a manifestação em “resposta à onda de ataques da mídia e dos setores conservadores da sociedade contra a geração de brasileiros e brasileiras que, com coragem e abnegação, resistiu à ditadura, muitas vezes com o sacrifício da própria vida”.

Segundo os dirigentes da entidade, “essa campanha difamatória atingiu o auge da manipulação e da distorção histórica durante a campanha eleitoral, quando a então candidata Dilma Rousseff, agora presidente eleita do Brasil, teve seu passado de heroína do povo brasileiro desrespeitado da forma mais vil e oportunista.”

E acrescenta que “desagravar Dilma Rousseff e todos os que enfrentaram o arbítrio significa resgatar a história de lutas do povo brasileiro, para a qual a CUT se orgulha de ter contribuído. Significa também reafirmar o compromisso democrático incontornável da CUT com os valores democráticos e com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.”

Rebeldia do povo

No Rio Grande do Sul, a entidade prestou homenagem a personalidades que combateram a ditadura. A CUT-RS entende que é fundamental lembrar aqueles que lutaram contra a ditadura militar e contribuíram para fazer do Brasil, um país livre e democrático.

O deputado estadual Raul Carrion (PCdoB) salientou que o AI-5 representa, também, a resisitência do povo brasileiro que combateu a ditadura. "O AI-5 veio porque os instrumentos usados até então não eram suficientes para acabar com a rebeldia do povo, que se organizava, que lotavam as ruas em protestos e manifestações. Éramos nós, o povo, que falava para o regime militar, que aquela atrocidade estava com os dias contados", declarou Carrion.

Os deputados Adão Villaverde (PT) e Carrion entregaram para o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski, a segunda edição da coletânea " Ditadura de Segurança Nacional no Rio Grande do Sul (1964-1985): História e Memória". O projeto, que tem prefácio do escritor Luis Fernando Veríssimo, conta com quatro volumes e a participação de 40 autores, que relatam os anos de chumbo no Estado e propõem um resgate histórico sobre o período entre a Campanha da Legalidade e o Golpe de 64.

No Rio de Janeiro, a solenidade marcada para às 18h30m lançará o Prêmio CUT- Democracia e Liberdade Sempre, com o qual a central sindical pretende homenagear, todos os anos, sempre no dia 13 de dezembro, personalidades e entidades destacadas na luta contra a opressão e em defesa da democracia.

Golpe dentro do golpe

A medida, considerada o golpe dentro do golpe militar, instituída pelo general Costa e Silva em 1968, autorizava o Presidente da República a decretar o recesso do Congresso Nacional, intervir nos estados e municípios, cassar mandatos parlamentares, suspender por dez anos os direitos políticos de qualquer cidadão, proibir manifestações e protestos que tivessem natureza política e decretar o confisco de bens considerados ilícitos.

Além da extinção dos direitos democráticos, o AI-5 determinou medidas consideradas de segurança, como a liberdade vigiada e a proibição de freqüentar determinados locais. Isso permitiu aos militares expandir, em nome da segurança, a perseguição, tortura e assassinato de opositores políticos, que na época eram feitos às escondidas pelo regime.

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