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sábado, 18 de maio de 2013

DEBATE: A VALA CLANDESTINA DE PERUS

 

Na próxima segunda-feira, (20/05), a Comissão da Verdade de São Paulo “Rubens Paiva” realizará uma audiência pública para discutir a situação das ossadas da Vala de Perus e também o “Dia Estadual em Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos”, celebrado no dia 4 de setembro, data em que, em 1990, foi aberta esta conhecida vala clandestina, localizada no Cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus, na capital paulista.
 


A lei 14.594, sancionada em 20 de outubro de 2011 e de autoria do deputado Carlos Giannazi (Psol) foi criada com o objetivo de preservar a memória dos que foram mortos e desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985). A audiência, de iniciativa de Adriano Diogo, deputado estadual (PT) e presidente da Comissão da Verdade “Rubens Paiva” e do professor Carlos Giannazi, ocorrerá a partir das 15 horas, no Auditório Teotônio Vilela, no 1º andar da Assembleia Legislativa de São Paulo- Avenida Pedro Álvares Cabral, 201- Ibirapuera.


Na época da abertura, em 1990, durante o governo de Luiza Erundina, foram encontradas 1049 ossadas sem identificação. A prefeitura determinou a apuração dos fatos e fez um convênio com a Universidade de Campinas (Unicamp) para a identificação das ossadas. Com a interrupção desse trabalho, em 2001 as ossadas são guardadas numa ala do Cemitério do Araçá, próximo ao Instituto Médico Legal (IML) e ficam sob responsabilidade deste órgão e da Universidade de São Paulo (USP). Algumas das ossadas foram identificas, entre elas a de Flávio de Carvalho Molina e Luis José da Cunha, também conhecido como Comandante Crioulo.


Em recém visita ao país, peritos da equipe de Antropologia Forense da Argentina analisaram parte das ossadas da Vala de Perus e concluíram que estavam mantidas em condições precárias, que não foram devidamente lavadas quando retiradas da vala, favorecendo o crescimento de fungos dificultando ou até mesmo impossibilitando a identificação de DNA. Na ocasião, também será apresentado o andamento da investigação das ossadas do Cemitério de Vila Formosa.

 
20/05, segunda-feira, 15h

Auditório Teotônio Vilela, 1º andar
Assembleia Legislativa de São Paulo
Av. Pedro Álvares Cabral, 201- Ibirapuera
Informações: 55 11 3886-6227 / 3886-6228



TRANSMISSÃO AO VIVO PELA INTERNET
Todas as atividades realizadas na Assembleia Legislativa de São Paulo têm transmissão ao vivo pela internet. Acesse o link www.al.sp.gov.br/a-assembleia/tv-web* e escolha no box o Auditório onde ela está sendo realizada.*Atenção - é necessário utilizar o navegador Internet Explorer


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quarta-feira, 13 de junho de 2012

COMISSÃO DA VERDADE PAULISTA É INSTALADA


 A viúva de Vlado ao lado da escultura que ficará na Praça da Divina Providência e que passará a levar o nome de Vladmir Herzog (Foto: Mario Henrique de Oliveira)

Trabalhos vão auxiliar as comissões estadual e federal nas investigações dos crimes cometidos na ditadura.

Do SPressoSP


Em uma solenidade realizada na Câmara Municipal de São Paulo na noite desta segunda-feira, 11/06, foi lançada a Comissão Municipal da Verdade, que levará o nome de Vladmir Herzog, jornalista morto pela ditadura militar em 1975. A cerimônia contou com as presenças de Ivo Herzog, filho de Vlado, e Clarice, sua viúva, que se mostrou bastante emocionada durante a exibição de um breve curta metragem sobre seu marido.

Além dos familiares, estiveram presentes os vereadores Ítalo Cardoso (PT), que será o presidente da Comissão, Eliseu Gabriel (PSB), que será o relator, Jamil Murad (PC do B) e Juliana Cardoso (PT). A mesa também teve a presença do presidente da Comissão da Verdade Estadual, o deputado Adriano Diogo (PT), e de Ivan Seixas, ex-preso político e representante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos da Ditadura.

De acordo com Ítalo Cardoso, as primeiras tarefas da comissão levarão em conta uma antiga CPI de 1990, quando uma vala comum com diversos corpos foi encontrada em Perus. “Nós temos todo um conjunto de informações coletadas ao longo dos anos. Tem o relatório da CPI de 90, tem a subcomissão criada aqui para acompanhar o processo de abertura dos arquivos da ditadura. Vamos pegar tudo o que temos agora, mandar para as comissões estadual e federal, já pedindo providências”, disse o vereador.

Ivan Seixas declarou a importância da instauração de uma comissão municipal após a estadual e nacional. “Em grande medida a repressão aconteceu aqui em São Paulo. Muito mais da metade do que tem para ser apurado sobre a época está aqui, a Operação Bandeirante começou aqui. Vai ser muito importante a colaboração dos trabalhos entre estado e município”, afirmou.

“A Comissão tem uma importância muito grande para investigar todos os aspectos dos crimes. Podemos dar apoio político, apoio logístico às comissões estadual e federal. É uma questão que vai além do país e do Estado, vai para as cidades também”, completou Eliseu Gabriel.

O filho de Vlado discursou sobre a importância da população, em geral, tomar conhecimento dos crimes que eram cometidos na época da ditadura. “Uma recente pesquisa feita pelo Centro de Estudos da Violência da USP revelou que 47% da população acha válida a tortura como meio para se obter uma informação. Isso só pode ser explicado porque eles não sabem o que é a tortura e o que ela significou”, destacou.

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