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sábado, 16 de junho de 2012

DEZ FATOS SOBRE A "LIBERDADE" CAPITALISTA DOS EUA

País tem a maior população prisional do mundo. Em cada 100 norte-americanos, um está preso.

Do Opera Mundi

1. Maior população prisional do mundo
Elevando-se desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controle social: à medida que o negócio das prisões privadas alastra-se como uma gangrena, uma nova categoria de milionários consolida seu poder político. Os donos destas carcerárias são também, na prática, donos de escravos, que trabalham nas fábricas do interior das prisões por salários inferiores a 50 cents por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar chicletes. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas, sobretudo, os negros, que representando apenas 13% da população norte-americana, compõem 40% da população prisional do país.

2. 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza.
Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças norte-americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade econômica para satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.

3. Entre 1890 e 2012, os EUA invadiram ou bombardearam 149 países.
O número de países nos quais os EUA intervieram militarmente é maior do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelo país só no século XX. Por trás desta lista, escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, recipiente do Nobel da Paz, os EUA conduzem neste momente mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo. O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, superando de longe George W. Bush.

4. Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade.
Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos por cada empresa, é prática corrente que as mulheres norte-americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes ou depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia.

5. 125 norte-americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de plano de saúde.
Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de norte-americanos não têm), então há boas razões para temer ainda mais a ambulância e os cuidados de saúde que o governo presta. Viagens de ambulância custam em média o equivalente a 1300 reais e a estadia num hospital público mais de 500 reais por noite. Para a maioria das operações cirúrgicas (que chegam à casa das dezenas de milhar), é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e, como o nome indica, terá a oportunidade de se endividar e também a oportunidade de ficar em casa, torcendo para não morrer.

6. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo norte-americano.
Esqueçam a história do Dia de Ação de Graças com índios e colonos partilhando placidamente o mesmo peru em torno da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições atuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmos imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA iniciaram um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito em idioma que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo oficializar esterilizações forçadas como parte de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e, mais tarde, contra negros e índios.

7. Todos os imigrantes são obrigados a jurar não ser comunistas para poder viver nos EUA.
Além de ter que jurar não ser um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do Partido Comunista, se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada terrorista. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, será automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco carácter moral”.

8. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 mil dólares.
O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente, todos os estudantes têm dívidas astronômicas, que, acrescidas de juros, levarão, em média, 15 anos para pagar. Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel prazer, sem o consentimento ou sequer o conhecimento do devedor. Num dia, deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juros e, no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes norte-americanos cresceu à marca dos 1,5 trilhões de dólares, elevando-se assustadores 500%.

9. Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada dez norte-americanos, há nove armas de fogo.
Não é de se espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com outras partes do mundo: no restante do planeta, há uma arma para cada dez pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada dez. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, algo em torno de 275 milhões. Esta estatística tende a se elevar, já que os norte-americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.

10. Há mais norte-americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin.
A maioria dos norte-americanos são céticos. Pelo menos no que toca à teoria da evolução, já que apenas 40% dos norte-americanos acreditam nela. Já a existência de Satanás e do inferno soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos norte-americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-pré-candidato republicano Rick Santorum, que acusou acadêmicos norte-americanos de serem controlados por Satã.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

O IMPÉRIO CONTRA-ATACA





Mais um episódio do entretenimento mórbido, praticado desde sempre pela grande e velha mídia mundial, é exibido ao mundo na data de hoje.

Segundo o PIG norte-mericano e seguido pelos seus discípulos nos quatro cantos, o líder islamita Osama Bin Laden (vendido por eles como terrorista e procurado pelo "Tio Sam" vivo ou morto) foi assassinado na noite de ontem por uma equipe de soldados estadunidense na capital do Afeganistão.

Após a confirmação realizada pelo poder midiático de que Bin Laden estava morto, inúmeras manifestações de alegria se sucederam. Primeiro foi a vez de Barack Obama (o "Obaminha morte e terror", prêmio nobel da "paz") em pronunciamento oficial, confirmar o assassinato e agradecer não apenas os seus soldados pelo sucesso da operação mas principalmente pelo bônus que receberá da opinião pública ajudando na sua popularidade abalada. Mais tarde senadores daquele país seguiram a mesma linha e ainda foi possivel verificar populares comemorando o feito em frente à sede do império (decadente mas ainda forte) afirmando que a "justiça foi feita". Foi feita para quem?

O argumento para os do Norte se deve em razão de se atribuir a Bin Laden a responsabilidade pelos ataques contra o World Trade Center e o Pentágono em 11 de setembro de 2001. Mas quem comprovou ter sido Bin Laden o responsável? Alguém lembra da relação da família Bin Laden com a do ex-presidente George Bush? Ou das inúmeras dúvidas sobre como exatamente ocorreram os ataques em 2001, como o "boeing" que foi jogado no pentágono?

Ainda que admitamos que Bin Laden tenha sido o mandante, comprovadamente, qual a noção de justiça possui seres humanos que ao serem vítimas entendem como justo a reprodução da violência? A morte dele acabará com o problema? Pelo contrário!

Basta o poder constituído, a mídia, o mercado, a indústria bélica e hollywood venderem a ideologia ou o fato como verdadeiro que será suficiente para que a guerra nunca termine. No país da "liberdade" e da pena de morte essa é a lógica. É preciso sempre criar o inimigo, posteriormente matá-lo (vide Saddam Hussein e tantos outros), e aguardar a retaliação criando um círculo vicioso de interminável fomento ao mercado da guerra.

É lamentável assistir a espetáculos bélico-midiáticos impondo ao mundo o conflito como algo válido sob o manto hipócrita de que todos querem paz.

A sociedade quer guerra (morte) e ela terá. É só aguardarmos para ver a resposta que virá e aí surgirá mais um personagem terrorista que passará a ser, igualmente, procurado e possivelmente morto para que se mantenha sempre ativa a roda dos senhores da guerra e do Deus mercado.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

HÉLIO LUZ: “O ESTADO CRIOU ESTES CARAS”


A entrevista que publico abaixo, realizada com Hélio Luz ex-chefe da Polícia do Rio de Janeiro (de 1995 a 1997) e publicada pelo Zero Hora ratifica a reflexão deste blogueiro no texto "NÓS, OS DERROTADOS". O problema é muito maior do que simplesmente retomar áreas da cidade que estão sob o comando do tráfico. Confira:

DO ZERO HORA

Hélio Luz, radicado em Porto Alegre, sua cidade natal e onde residem familiares, o ex-chefe da Polícia do Rio de Janeiro (de 1995 a 1997, durante o governo de Marcello Alencar) acompanha com interesse a situação lá. Delegado aposentado, Luz dirigia a Polícia Civil do Rio quando agentes prenderam o traficante Marcio Nepomucemo, o Marcinho VP, apontado como um dos líderes do tráfico no Complexo do Alemão – para onde fugiram bandidos armados expulsos da Vila Cruzeiro, na última quinta-feira.
A entrevista para o Zero Hora é de Carlos Etchichury; foi publicada em 28 de novembro de 2010.
A imagem de jovens esfarrapados, armados com fuzis, escopetas, metralhadoras e pistolas, não surpreende Hélio Luz.
– O Estado nunca teve uma política de segurança de médio ou longo prazo. O Estado sempre atuou com uma política de segurança imediata – diz.
Eis a entrevista.

Zero Hora — Como funciona o comando do tráfico no Complexo do Alemão?
Hélio Luz – Ele é diferente das demais favelas. É preciso voltar no tempo. Um dos fundadores do Comando Vermelho (CV), Rogério Lemgruber, o Bagulhão, foi preso na Ilha Grande, na época da ditadura, e conviveu com presos políticos.

Zero Hora — Qual a influência da convivência com os presos políticos?
Hélio Luz — Quando ele saiu da Ilha Grande, começou a se organizar e se juntou com outros líderes. Um deles era o Orlando Jogador, que era do Complexo do Alemão. O Comando Vermelho começou a tomar o espaço de outras favelas, mudando a relação com a comunidade. O pessoal que assumia não tinha respeito com a população, porque era de outra área. O Orlando Jogador cresceu naquela área até ser morto, em 1994. Em seu lugar, assumiu o Marcinho Nepomucemo, o Marcinho VP (Vila da Penha), que era o braço direito do Orlando. Ele era da comunidade, e isso fez toda diferença (mesmo preso, Marcinho VP continua dominando o Complexo do Alemão).

Zero Hora — As imagens da Rede Globo o surpreendem?
Hélio Luz – É uma situação antiga. Esta formação não foi feita em dois anos, cinco anos. Ela foi feita ao longo de 30 anos. Eles conseguem se sustentar no Complexo do Alemão, diferentemente de outras áreas, porque são de lá. Eles conhecem bem o terreno e a comunidade. Mas eles não constituem exército, milícia, coisa nenhuma. É um bando de garotos que não têm nada na cabeça. O fato de eles fugirem juntos supõe algum nível de organização de enfrentamento. Mas não têm.

Zero Hora — Qual foi o momento em que o Estado perdeu o controle da situação?
Hélio Luz – O Estado nunca teve uma política de segurança de longo prazo. Nem de médio prazo. O Estado sempre operou com política de segurança de resultados. Há duas causas para o que nós estamos vendo. Uma, mais remota, e mais grave, que é a questão social. Outra, mais próxima, é restrita à área de segurança.

Zero Hora — A impressão é de que se trata de um grupo organizado.
Hélio Luz -- Quando ocorre esta ação espetacular, você pensa que o Estado venceu e que nós estamos derrotando um inimigo. Mas eles não são inimigos do Estado, eles são integrantes do Estado, mas foram marginalizados. O Estado criou estes caras. É produto direto do que nós fizemos. Num nível mais direto da segurança é resultado da corrupção das polícias do Rio.

Zero Hora — A polícia do Rio é corrupta, como mostrou os filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II?
Hélio Luz -- É muito mais. Se fosse como o filme, seria ótimo. O grande problema é quantas vezes estes garotos foram presos e soltos? Foram para delegacia e liberados? Nem fichados são. Por quê? Porque tem acerto. Eles existem pela permissividade da polícia. Além disso, há questões de fundo. Eles prendem estes 200 que nós vimos fugindo, mas vão colocar aonde? E os outros, sei lá, 20 mil que têm no complexo com a idade deles? Tem política para eles? Vai ser proporcionada uma vida decente para eles? Como será feita a manutenção da área ocupada?

Zero Hora — Qual a opinião do senhor sobre as UPPs?
Hélio Luz — É interessante. Eu não entendo por que colocam recrutas para montar UPPs. Eles dizem que, na média, são uns 200 recrutas com um oficial. Nas 14 UPPs,  dá algo em torno de 2,8 mil recrutas, 3 mil recrutas. Então, 3 mil recrutas estão resolvendo a situação da criminalidade no Rio? Tem um contingente de 40 mil policiais, mais 10 mil na Polícia Civil, que não resolveram o problema da criminalidade. É isso que estão dizendo? Se é isso, estão confirmando que o problema é corrupção.

Zero Hora — Qual a solução para o Rio?
Hélio Luz – É desconcentração de renda. Quem tem de dar palpite sobre a segurança no Rio é aquele professor de Pernambuco, o Mozart Neves (ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, integrante do movimento Educação para Todos). O negócio é educação. Não tem saída.

Zero Hora — O senhor já participou de grandes operações no Complexo do Alemão?
Hélio Luz -- Já participei de operações, mas não de grandes operações. Não precisa. Claro que agora, com essa situação, são necessárias mobilizações. Mas os principais vagabundos do Rio foram presos sem dar um tiro. Tu prende o cara no asfalto.

Zero Hora Esta é a situação mais crítica do Rio?
Hélio Luz --  Em 1994, havia 140 pessoas sequestradas no Rio. O problema era muito sério. Os empresários, na época, queriam sair do Rio. Eles faziam seguro com empresas americanas para ter segurança na cidade. Foi um período de caos. Acabou o sequestro no Rio. Por que acabou? Porque a polícia antissequestro parou de sequestrar.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

NÓS, OS DERROTADOS




Nos últimos dias a velha mídia nacional tem praticado a costumeira pirotecnia acerca dos conflitos existentes entre policiais, exército e o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Com os mesmos argumentos maniqueístas em manchetes e textos, é possível verificar a venda de uma suposta luta entre o bem (policiais e exército) e o mal (tráfico de drogas).

Vejo pela TV a cobertura de mais esse show midiático e ouço, como num jogo de futebol, comentaristas fazendo suas "apostas" sobre o que irá acontecer no momento seguinte até que um deles convoca a população para comemorar o feito da conquista do território inimigo, ou seja, mais uma vez a questão da violência é tratada de forma absolutamente irresponsável e simplista. Comemorar o que, servidor do PIG!? Acorde e veja a que ponto chegamos. Uma verdadeira guerra entre cidadãos brasileiros se torna entretenimento e o vencedor herói!? Esse herói está a serviço de quem? As respostas certamente estão no alto índice de audiência que o fato é capaz de captar e, a partir daí, engordar os cofres da emissora (concessão pública).

A questão que merece reflexão é a de que vivemos numa sociedade pautada por uma entidade maior com força e vontade próprias: o "deus mercado" (sim, esse deus existe!). Junto a ele o sistema capitalista que tem em suas vísceras, a tão "combatida" violência.

Assim como a morte para todo ser vivo, tal sistema tem como inexorável o objetivo do consumo ilimitado, de tornar a ganância algo aceitável bem como a eterna busca do privilégio e da diferenciação. Nós, seres humanos, fomos adestrados a aceitar o convívio em sociedade baseado em valores materiais e estéticos. Passamos diariamente por um processo de coisificação sendo transportados do mundo do ser para o mundo do ter.

Diante disso, não há nenhum espanto em verificar o crescimento do narcotráfico que passou a tomar o lugar do Estado nos locais onde este não quer chegar. O Estado sob a ética capitalista só reza na bíblia da barbárie! Nos acostumamos com a perversão.Ele assume o papel de conivente com o sistema de poucos e reafirma ideologicamente que a realização nunca é plena e há sempre o que ser conquistado através de muita competição e com isso, obviamente, o fomento do mercado. Não há a percepção de coexistência, apenas o individualismo. Não existe a garantia da dignidade a todos por simples desrespeito ao cidadão gerando marginalidade e miséria. Somos o resultado da mais-valia sofisticada com a máscara da indústria cultural.

Daí surge a verificação inequívoca de que se trata de uma sociedade caótica, sem perspectiva de futuro que empurra novas gerações, literalmente, ao fogo cruzado. O futuro é apenas o da exploração do homem pelo homem.

Para manter seus interesses o PIG e o Estado já comemoram a vitória do seu "bem" que não decide a guerra (ela não pode parar). O sistema capitalista e seus tentáculos não querem, efetivamente, acabar com o tráfico. Ao contrário. Ele continua pronto para reestabelecer novas lideranças que substituam as que foram derrubadas. O importante é que tudo funcione no seu devido lugar sem que se desrespeite fronteiras.

Enquanto o Estado que temos não for revisto, problemas como o do narcotráfico e da violência não terão solução restando aos brasileiros o fingimento de que vivemos numa sociedade saudável e democrática. O que se viu no último final de semana na capital fluminense foi a vitória da hipocrisia.

Não existem vencedores apenas derrotados.

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