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sábado, 9 de maio de 2015
A MÃE MERCADO
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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domingo, 10 de agosto de 2014
PAI, MINHA ETERNA REFERÊNCIA
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| Até nos momentos de descontração lá estava o Médico |
A lembrança é infinita
Um trabalhador contumaz
Um trabalhador contumaz
De roupas sempre brancas
Para a prática dos seus intermináveis, inexoráveis e viscerais prazer e ofício: o de salvar vidas.
Desde os primeiros momentos em que tive a emoção, o orgulho e a honra de te conhecer pude observar, questionar, dialogar, aprender.
Sempre com um sorriso lindo para todos com o significado de que lutar pelo o que acreditamos e o que nos faz felizes são entendimentos imprescindíveis para a existência humana.
Você cresceu muito com a medicina e ela com a sua pureza e certeza de que a sua prática é inegociável. Não há valor para o cuidar de seres humanos.
A sua capacidade de entendimento da vida, física ou material, até o último momento foi absolutamente lúcida e tranquila.
Você, Doutor Marco, como era conhecido por seus(suas) queridos(as) pacientes, apesar de dispensar tal tratamento, é um dos responsáveis pela minha incorrigível crença na aventura chamada vida e nos seres que nos cercam.
Pai da salvação, pai do amor, pai da humildade, pai da honestidade, pai da grandeza, pai por tudo que foi e sempre será. E tenha certeza, estou bem e com a força que recebi de ti seguindo sem medo nas lutas que, assim como você, acredito.
Você permanece em todos nós em uma felicidade eterna.
Por tudo isso e muito mais, você merece parabéns sempre mas nunca vinculado em mais uma data como a de hoje onde o Deus Mercado impõe à nossa putrefata sociedade o patético Dia dos pais.
O seu dia é todo dia.
Obrigado pelos inúmeros exemplos de humanidade, que ninguém me contou, eu vi e agradeço à vida por essas oportunidades. Seguimos juntos com as nossas energias revigoradas a cada dia.
Te amo!
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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16:29
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domingo, 11 de maio de 2014
A MÃE MERCADO
Mais
um dia de consumismo. O Deus Mercado indica que hoje é "Dia das Mães".
Trata-se apenas de mais uma forma de manipulação e alienação para que a maior parte da população (também por influência do P.I.G., Partido da Imprensa Golpista, o braço forte da ideologia vigente) saia por lojas e shoppings na desenfreada busca por um presente para aquela pessoa que nos deu a vida.
Trata-se apenas de mais uma forma de manipulação e alienação para que a maior parte da população (também por influência do P.I.G., Partido da Imprensa Golpista, o braço forte da ideologia vigente) saia por lojas e shoppings na desenfreada busca por um presente para aquela pessoa que nos deu a vida.
Afinal, a cultura de massa afirma que é inadmissível deixar passar um dia tão "importante" como esse sem a possibilidade de praticar o fetiche da compra imposta e aceita pelas mentes humanas como algo saudável, que traz felicidade fazendo com que a desumana roda do voraz mercado nunca pare.
Os braços do sistema utilizam datas como essa com patético apelo emocional fazendo uma ligação entre afeto e amor com perspectivas materiais.
São milhões que vivem no senso comum sem consciência crítica sendo cooptados pela podre lógica capitalista. O amor do filho passou a ser medido pelo valor do presente dado.
Essas pessoas não percebem que como pano de fundo há a intenção de tornar apenas esse dia como aquele em que devemos lembrar da mãe. Ao focar uma data, o lucro nas compras de presentes é maior do que deixar que todos acreditem que o ano inteiro a mãe deve ser lembrada e celebrada. Mas aí, a arrecadação se dilui.
Hoje é o dia de apenas uma mãe. A mãe mercado!
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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sábado, 29 de dezembro de 2012
O ANO TERMINA. A RESISTÊNCIA NÃO

Mais uma temporada termina e nunca é demais refletir sobre ela.
A prática pedagógica de trabalhar as ciências sociais, especificamente a sociologia em sala de aula foi a mais forte e profunda que já presenciei. Tive, por um lado sorte por conhecer, efetivamente, Educadores de outras áreas e com eles realizar atividades coletivas junto a Educandos com reflexão e a percepção da necessidade de emancipação e autonomia diante de uma sociedade conformada com o Deus mercado. Mais uma vez ficou comprovado que ainda há inteligência e dignidade na Escola apesar do podre sistema de ensino praticado pelo governo tucano em São Paulo. No Labirinto da Vida nos deparamos aprisionados Entre Muros que conseguimos derrubar!
Por outro lado, também foi possível vivenciar tal podridão praticada por aqueles que deveriam dirigir e coordenar um ambiente público de educação mas se omitem criminosamente diante de diversas formas de violência praticadas não apenas pelo sistema mas por eles mesmos, supostos profissionais da "educação". Para essa gente, Pinochet tem mais valor do que Piaget. "Cidadãos" sem a menor noção de tempo e espaço. Uma realidade hipócrita que, com resistência e dignidade, não perdurará. O tempo é o senhor da razão!
Na Escola Superior de Advocacia da OAB/SP tive a oportunidade de mais uma vez coordenar e lecionar um curso que tem como objetivo levar o debate à sociedade acerca da necessidade de democratização da comunicação social e a criação da Lei de Mídia. Foi muito bom conhecer pessoas novas para essa luta e rever antigos(as) companheiros(as) de batalha.
Ainda no campo da trincheira midiática, o Mídia Caricata completou dois anos fazendo a sua parte na efetivação da democracia.
O (COADE) Coletivo Advogados para a Democracia(Conheça o nosso Blog) se fortaleceu na luta pelos Direitos Humanos e na indignação da prática ilícita do STF que chegou ao absurdo de rasgar a Constituição Federal condenando réus, do caso intitulado pelo PIG de "mensalão", sem provas. Fora a vergonhosa "coincidência" em realizar o julgamento exatamente no período de eleições municipais em todo o país. Uma indignidade para qualquer agrupamento humano que se reconheça democrático. Prática de um tribunal de exceção como nas ditaduras que a história da humanidade registra. Aliás o nome da maior Corte do sistema jurídico brasileiro deveria ser alterado para STE (Supremo Tribunal de Exceção). O certo é que muita água ainda passará debaixo dessa ponte e a Corte será recolocada no seu devido lugar mais cedo ou mais tarde.
Além disso, em junho representamos a editora abril junto ao Ministério Público por indução de crianças e adolescentes ao consumismo infantil (Relembre). A manifestação foi acatada e o processo foi aberto contra a empresa. Foi a primeira vitória de muitas que certamente virão!
O Coletivo inicia 2013 como uma Associação devidamente registrada. É uma honra poder participar desse grupo que luta por uma sociedade que leve dignidade a todos.
Foi mais um período de lutas importantes e aprendizados que são sinônimos de existência. E vem muito mais por aí. Juntos somos fortes.
Sigamos celebrando e respeitando a vida!
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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domingo, 13 de maio de 2012
A MÃE MERCADO
Mais um dia de consumismo. O Deus Mercado indica que hoje é "Dia das Mães". Trata-se apenas de mais uma forma de manipulação e alienação para que a maior parte da população (também por influência do PIG. Nunca é demais lembrar!) saia por lojas e shoppings na desenfreada busca por um presente para aquela pessoa que nos deu a vida.
Afinal, é inadmissível deixar passar um dia tão "importante" como esse sem a possibilidade de praticar o fetiche da compra imposta e aceita pelas mentes humanas como algo saudável, que traz felicidade. Ledo engano! É apenas a necessidade de que a roda do voraz mercado nunca pare.
Os braços do sistema utilizam datas como essa com patético apelo emocional fazendo uma ligação entre afeto, amor com perspectivas materiais. São milhões que vivem no senso comum sem consciência crítica sendo cooptados pela apodrecida lógica capitalista. O amor do filho passou a ser medido pelo valor do presente dado.
Essas pessoas não percebem que como pano de fundo há a intenção de tornar apenas esse dia como aquele em que devemos lembrar da mãe. Ao focar uma data, o lucro nas compras de presentes é maior do que deixar que todos acreditem que o ano inteiro a mãe deve ser lembrada e celebrada. Mas aí, o lucro se dilui.
Hoje é o dia de apenas uma mãe. A mãe mercado!
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
MÚSICA DO DIA
Haiti
Caetano Veloso
Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
CHARGE DO DIA: A MAIS-VALIA
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
IMAGEM DO DIA
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
JORNALISTA POR OPÇÃO E NÃO POR FORMAÇÃO
O texto abaixo foi extraído do portal Comunique-se e levanta a tola polêmica sobre a necessidade de formação superior para a profissão de jornalista.
Escrevo tola porque o argumento de que é necessário ter diploma não cabe quando se trata do direito à liberdade de expressão e pensamento.
É um verdadeiro absurdo reconhecer o profissional do jornalismo e da comunicação social só depois de ele ter passado por uma universidade (isso sem entrar no mérito da discutível qualidade do ensino e na questão da desigualdade de acesso à mesma). Talvez, seja importante um rápido curso profissionalizante para aqueles que pretendem atuar na área. E só!
Aliás, isso ocorre com inúmeras outras profissões que foram abraçadas pela lógica do lucro sob a alegação de que é necessário obter o "canudo" para ser reconhecidamente um profissional.
Fato lamentável mas, absolutamente, esperado a partir do momento em que a educação se tornou mais um mero nicho de mercado.
Confira a matéria:
“Não importa qual sua formação, você pode ser um jornalista”, diz anúncio de jornal
Silvana Chaves
O jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto, decidiu contratar jornalistas sem graduação específica na área. Veja o anúncio abaixo, publicado ontem 04/07, no periódico do interior paulista:Silvana Chaves
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
CONAR: CAÇA ÀS "BRUXAS"?

O texto abaixo é do Instituto ALANA que combate o consumismo infantil fomentado pela podre publicidade nacional (salvo raras exceções) e vale ser lido para que reflexões sejam feitas acerca da prática do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) e do próprio ALANA.
Conheci o Instituto há alguns anos e deixar de reconhecer a importância da sua luta seria um engano. Porém, a instituição não se coloca contra o "Deus mercado". A sua postura é a de proteger a infância mas sem encostar na origem do consumismo. O que me parece impossível.
Por outro lado, o tal Conselho formado por profissionais do mercado desconsiderou uma denúncia do Instituto de forma rasteira e deixou claro o seu compromisso com a publicidade de uma rede mundial de fast food em detrimento da infância.
É preciso chegar à origem do problema e não à consequência dele. Caso contrário, os bruxos prevalecerão sobre as "bruxas".
Confira:
“Vale a fantasia de trocarmos o nome Instituto por outro mais característico – a bruxa Alana, que odeia criancinhas”. Essa frase resume a falta de seriedade e de compromisso do Conar com a ética e com a sociedade brasileira. Ela consta no parecer do conselheiro Enio Basílio Rodrigues sobre denúncia que o Projeto Criança e Consumo fez à entidade contra uma campanha do McDonald’s durante o trailer da animação infantil “Rio”.
A representação enviada ao Conar teve como base argumentos jurídicos, científicos e políticos para questionar a publicidade do McLanche Feliz com brindes do filme “Rio”, que falava diretamente com crianças menores de 12 anos. Ainda mostrava como a empresa feria seu próprio código de ética e o acordo de autorregulamentação firmado junto à Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) e à ABA (Associação Brasileiras dos Anunciantes), em 2010.
Segundo esse acordo, o McDonald’s não poderia anunciar nada, nenhum tipo de produto, para crianças menores de seis anos. Acontece que o filme “Rio” tinha classificação indicativa livre, e milhares de meninos e meninas pequenos foram impactados pela campanha. Vale lembrar que a tal publicidade chamava mais atenção dos brinquedos com personagens do filme do que do produto em si, induzindo a criança a querer o McLanche para ter os brindes.
A venda de alimentos com brinquedos vem sendo criticada em todo o mundo – e definitivamente não é uma bandeira só do Instituto Alana. No Brasil, o Ministério Público Federal instaurou inquérito em 2009 para investigar essa prática em três cadeias de fast food. A Assembleia de Belo Horizontre acabou de aprovar um projeto de lei que proíbe venda de lanches com brindes para crianças. Fora as várias proposições que tramitam no Congresso Nacional sobre essa questão.
Mas o conselheiro do Conar se limitou a dizer: “Da mesma forma que Suécia e Dinamarca tem por base evitar que suas crianças de olhos azuis fiquem gordinhas, o Brasil tem por base acabar com a desnutrição dos nossos meninos moreninhos”. E o que o Conar tem a dizer a respeito do dado do Ministério da Saúde de que 30% de nossas crianças estão com sobrepeso e 15% já estão obesas?
O parecer de apenas duas páginas tem distorções e ofensas que jamais foram vistas em cinco anos de atuação do Projeto Criança e Consumo. E vale ressaltar: mesmo com tantos absurdos, o Conselho do Conar votou por u-na-ni-mi-da-de a favor do parecer.
Por isso, pela total falta de respeito com que esse caso foi julgado, não reconhecemos mais o Conar como uma entidade séria e legítima para garantir a ética na publicidade brasileira. Entendemos que uma autorregulamentação como essa de fato não protegerá a infância brasileira dos abusos comerciais.
É preciso uma legislação específica que proteja nossas crianças desses abusos. De novo: essa não é somente uma preocupação do Alana, mas também de 76% dos pais brasileiros que afirmaram em pesquisa do Datafolha que a publicidade de fast food prejudica seus esforços na educação alimentar de seus filhos.
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
O IMPÉRIO CONTRA-ATACA

Mais um episódio do entretenimento mórbido, praticado desde sempre pela grande e velha mídia mundial, é exibido ao mundo na data de hoje.
Segundo o PIG norte-mericano e seguido pelos seus discípulos nos quatro cantos, o líder islamita Osama Bin Laden (vendido por eles como terrorista e procurado pelo "Tio Sam" vivo ou morto) foi assassinado na noite de ontem por uma equipe de soldados estadunidense na capital do Afeganistão.
Após a confirmação realizada pelo poder midiático de que Bin Laden estava morto, inúmeras manifestações de alegria se sucederam. Primeiro foi a vez de Barack Obama (o "Obaminha morte e terror", prêmio nobel da "paz") em pronunciamento oficial, confirmar o assassinato e agradecer não apenas os seus soldados pelo sucesso da operação mas principalmente pelo bônus que receberá da opinião pública ajudando na sua popularidade abalada. Mais tarde senadores daquele país seguiram a mesma linha e ainda foi possivel verificar populares comemorando o feito em frente à sede do império (decadente mas ainda forte) afirmando que a "justiça foi feita". Foi feita para quem?
O argumento para os do Norte se deve em razão de se atribuir a Bin Laden a responsabilidade pelos ataques contra o World Trade Center e o Pentágono em 11 de setembro de 2001. Mas quem comprovou ter sido Bin Laden o responsável? Alguém lembra da relação da família Bin Laden com a do ex-presidente George Bush? Ou das inúmeras dúvidas sobre como exatamente ocorreram os ataques em 2001, como o "boeing" que foi jogado no pentágono?
Ainda que admitamos que Bin Laden tenha sido o mandante, comprovadamente, qual a noção de justiça possui seres humanos que ao serem vítimas entendem como justo a reprodução da violência? A morte dele acabará com o problema? Pelo contrário!
Basta o poder constituído, a mídia, o mercado, a indústria bélica e hollywood venderem a ideologia ou o fato como verdadeiro que será suficiente para que a guerra nunca termine. No país da "liberdade" e da pena de morte essa é a lógica. É preciso sempre criar o inimigo, posteriormente matá-lo (vide Saddam Hussein e tantos outros), e aguardar a retaliação criando um círculo vicioso de interminável fomento ao mercado da guerra.
É lamentável assistir a espetáculos bélico-midiáticos impondo ao mundo o conflito como algo válido sob o manto hipócrita de que todos querem paz.
A sociedade quer guerra (morte) e ela terá. É só aguardarmos para ver a resposta que virá e aí surgirá mais um personagem terrorista que passará a ser, igualmente, procurado e possivelmente morto para que se mantenha sempre ativa a roda dos senhores da guerra e do Deus mercado.
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Rodrigo Sérvulo da Cunha
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