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sábado, 9 de maio de 2015

A MÃE MERCADO

 
Mais um dia de consumismo. O Deus Mercado indica que hoje é "Dia das Mães". 
Trata-se apenas de mais uma forma de manipulação e alienação para que a maior parte da população (também por influência do PIG. Nunca é demais lembrar!) saia por lojas e shoppings na desenfreada busca por um presente para aquela pessoa que nos deu a vida. 
Afinal, é inadmissível deixar passar um dia tão "importante" como esse sem a possibilidade de praticar o fetiche da compra imposta e aceita pelas mentes humanas como algo saudável, que traz felicidade. Ledo engano! É apenas a necessidade de que a roda do voraz mercado nunca pare.
Os braços do sistema utilizam datas como essa com patético apelo emocional fazendo uma ligação entre afeto e amor com perspectivas materiais. São milhões que vivem no senso comum sem consciência crítica sendo cooptados pela podre lógica capitalista. O amor do filho é medido pelo valor do presente dado.
Essas pessoas não percebem que como pano de fundo há a intenção de tornar apenas esse dia como aquele em que devemos lembrar da mãe. Ao focar uma data, o lucro nas compras de presentes é maior do que deixar que todos acreditem que o ano inteiro a mãe deve ser lembrada e celebrada. Mas aí, o lucro se dilui.
Hoje é o dia de apenas uma mãe. A mãe mercado!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PARA O PIG EXISTE ÁGUA EM SP

 O que é pior: o jornalismo de esgoto praticado pelo PIG ou o esgoto do volume morto ofertado à população pelo desgoverno de São Paulo?

No último domingo (23/11), o PIG através da Revista da Folha (publicada aos domingos junto ao jornalão Folha de São Paulo) trouxe aos leitores uma matéria de capa com o título "Existe água em SP". 
Seguindo a lógica de manipulação da opinião pública realizada desde sempre pelo criminoso oligopólio midiático brasileiro, a matéria afirma que não falta água em São Paulo segundo a percepção da quantidade de rios escondidos sob a selva de pedra. Afirma, indiretamente, que ao contrário do que dizem sobre a falta de água, ela sobra. Seria cômico se não fosse trágico!

É mais uma tentativa de aliviar os seus pares que continuam desgovernando São Paulo há décadas com a atual e alarmante situação de seca. Segundo a revista, a vazão das águas dos rios é compatível com uma Guarapiranga inteira. Mais uma vez, o PIG força tanto a barra para defender a sua turma que chega ao ridículo!

Como forma de comprovar a absurda tese, o texto cita um grupo de estudos sobre os rios paulistas além de blocos de carnaval que apontam para a situação criminosa praticada contra as águas que há séculos corriam a céu aberto e com o desordenado processo de crescimento da cidade passaram a correr escondidas sob o asfalto.

Não existe qualquer citação sobre a realidade da falta de água e as responsabilidades do governo do Estado e da SABESP fazendo com que não se contextualize de forma ampla a situação atual comprovando a má-fé, mais uma vez, do PIG.

Trata-se de uma verdadeira sopa de letrinhas para dar na boca da sociedade anestesiada e alienada fazendo com que a incompetência administrativa daqueles que governam São Paulo não apareça. 

domingo, 11 de maio de 2014

A MÃE MERCADO

Mais um dia de consumismo. O Deus Mercado indica que hoje é "Dia das Mães". 

Trata-se apenas de mais uma forma de manipulação e alienação para que a maior parte da população (também por influência do P.I.G., Partido da Imprensa Golpista, o braço forte da ideologia vigente) saia por lojas e shoppings na desenfreada busca por um presente para aquela pessoa que nos deu a vida. 
Afinal, a cultura de massa afirma que é inadmissível deixar passar um dia tão "importante" como esse sem a possibilidade de praticar o fetiche da compra imposta e aceita pelas mentes humanas como algo saudável, que traz felicidade fazendo com que a desumana roda do voraz mercado nunca pare.
Os braços do sistema utilizam datas como essa com patético apelo emocional fazendo uma ligação entre afeto e amor com perspectivas materiais. 
São milhões que vivem no senso comum sem consciência crítica sendo cooptados pela podre lógica capitalista. O amor do filho passou a ser medido pelo valor do presente dado.
Essas pessoas não percebem que como pano de fundo há a intenção de tornar apenas esse dia como aquele em que devemos lembrar da mãe. Ao focar uma data, o lucro nas compras de presentes é maior do que deixar que todos acreditem que o ano inteiro a mãe deve ser lembrada e celebrada. Mas aí, a arrecadação se dilui.
Hoje é o dia de apenas uma mãe. A mãe mercado!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O COTIDIANO DO PIG

O Partido a Imprensa Golpista (PIG) continua firme praticando o jornalismo de esgoto. De forma direta ou indireta, os membros do citado grupo que configura o oligopólio midiático criminoso existente no Brasil, agem de acordo com os seus podres interesses.

O "erro" da vez que chamou a atenção ocorreu no jornal Metro do grupo Bandeirantes. A manchete anuncia a falta de professores nas escolas da rede estadual de São Paulo e a foto que ilustra a matéria é a do prefeito Haddad.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

PIG: QUEM NÃO TE CONHECE QUE TE COMPRE

 


O segundo turno na capital paulista está definido e a disputa ocorrerá entre os candidatos Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) como já previam os tracking's (pesquisas internas da campanha petista) há dias e o PIG insistia na sua lógica de manipular a opinião pública.

Como sempre ocorre, os velhos meios de comunicação e suas "pesquisas" apontam resultados de acordo com os interesses do candidato (amigo) por eles escolhido e dessa vez não foi diferente.

Sem qualquer compromisso com os fatos e consequentemente com a democracia brasileira, o instituto Datafolha (ou seria DataSerra ou Datafalha?) e o Ibope, sempre apontaram, estranhamente, o candidato Haddad (inimigo para o PIG)  na terceira colocação e fora do segundo turno. Enquanto o último afirmou no dia da eleição empate entre três candidatos (colocando a possibilidade de Russomano ir ao segundo turno, o que nem de longe os números reais mostravam que poderia ocorrer), o da famiglia Frias foi além, dando 28% dos votos para Serra, 27% para Russomanno e 21% para Haddad. E assim que as urnas foram abertas os verdadeiros números surgiram. Dois absurdos cabíveis de investigação. Por não se tratar de uma primeira vez, é impossível não reconhecer má-fé por parte desses institutos de pesquisas que tem consciência de que os números que apresentam interferem na decisão do eleitorado.

Agora, o paulistano tem apenas duas opções para escolher o próximo prefeito mas não pode se deixar enganar pela mídia mafiosa existente em nosso país.

Fim ao PIG! Regulamentação já!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A ESPETACULARIZAÇÃO E A IDEOLOGIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO

 

A ideologia que perpassa os principais pronunciamentos dos ministros do STF parece eco da voz de outros, da grande imprensa empresarial que nunca aceitou que Lula chegasse ao Planalto. Ouvem-se no plenário ecos vindos da Casa Grande, que gostaria de manter a Senzala sempre submissa e silenciosa.

É com muita tristeza que escrevo este artigo no final da tarde desta quarta-feira, após acompanhar as falas dos ministros do Superemo Tribunal Federal. Para não me aborrecer com e-mails rancorosos vou logo dizendo que não estou defendendo a corrupção de políticos do PT e da base aliada, objeto da Ação Penal 470 sob julgamento no STF. Se malfeitos foram comprovados, eles merecem as penas cominadas pelo Código Penal. O rigor da lei se aplica a todos.

Outra coisa, entretanto, é a espetacularização do julgamento transmitido pela TV. Ai é ineludível a feira das vaidades e o vezo ideológico que perpassa a maioria dos discursos.

Desde A Ideologia Alemã, de Marx/Engels (1846), até o Conhecimento e Interesse, de J. Habermas (1968 e 1973), sabemos que por detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente. Resumidamente, podemos dizer que a ideologia é o discurso do interesse. E todo conhecimento, mesmo o que pretende ser o mais objetivo possível, vem impregnado de interesses.

Pois, assim é a condição humana. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. E todo o ponto de vista é a vista de um ponto. Isso é inescapável. Cabe analisar política e eticamente o tipo de interesse, a quem beneficia e a que grupos serve e que projeto de Brasil tem em mente. Como entra o povo nisso tudo? Ele continua invisível e até desprezível?

A ideologia pertence ao mundo do escondido e do implícito. Mas há vários métodos que foram desenvolvidos, coisa que exercitei anos a fio com meus alunos de epistemologia em Petrópolis, para desmascarar a ideologia. O mais simples e direto é observar a adjetivação ou a qualificação que se aplica aos conceitos básicos do discurso, especialmente, das condenações.

Em alguns discursos, como os do ministro Celso de Mello, o ideológico é gritante, até no tom da voz utilizada. Cito apenas algumas qualificações ouvidas no plenário: o mensalão seria “um projeto ideológico-partidário de inspiração patrimonialista”, um “assalto criminoso à administração pública”, “uma quadrilha de ladrões de beira de estrada” e um “bando criminoso”. Tem-se a impressão de que as lideranças do PT e até ministros não faziam outra coisa que arquitetar roubos e aliciamento de deputados, em vez de se ocuparem com os problemas de um país tão complexo como o Brasil.

Qual o interesse, escondido por detrás de doutas argumentações jurídicas? Como já foi apontado por analistas renomados do calibre de Wanderley Guilherme dos Santos, revela-se aí certo preconceito contra políticos vindos do campo popular. Mais ainda: visa-se a aniquilar toda a possível credibilidade do PT, como partido que vem de fora da tradição elitista de nossa política; procura-se indiretamente atingir seu líder carismático maior, Lula, sobrevivente da grande tribulação do povo brasileiro e o primeiro presidente operário, com uma inteligência assombrosa e habilidade política inegável.

A ideologia que perpassa os principais pronunciamentos dos ministros do STF parece eco da voz de outros, da grande imprensa empresarial que nunca aceitou que Lula chegasse ao Planalto. Seu destino e condenação é a Planície. No Planalto poderia penetrar como faxineiro e limpador dos banheiros. Mas nunca como presidente.

Ouvem-se no plenário ecos vindos da Casa Grande, que gostaria de manter a Senzala sempre submissa e silenciosa. Dificilmente, se tolera que através do PT os lascados e invisíveis começaram a discutir política e a sonhar com a reinvenção de um Brasil diferente. Tolera-se um pobre ignorante e mantido politicamente na ignorância. Tem-se verdadeiro pavor de um pobre que pensa e que fala. Pois, Lula e outros líderes populares ou convertidos à causa popular como João Pedro Stedile, começaram a falar e a implementar políticas sociais que permitiram uma Argentina inteira ser inserida na sociedade dos cidadãos.

Essa causa não pode estar sob juízo. Ela representa o sonho maior dos que foram sempre destituídos. A Justiça precisa tomar a sério esse anseio a preço de se desmoralizar, consagrando um status quo que nos faz passar internacionalmente vergonha. Justiça é sempre a justa medida, o equilíbrio entre o mais e o menos, a virtude que perpassa todas as virtudes (“a luminossísima estrela matutina” de Aristóteles). Estimo que o STF não conseguiu manter a justa medida. Ele deve honrar essa justiça-mor que encerra todas as virtudes da polis, da sociedade organizada. Então, sim, se fará justiça neste país.

sábado, 29 de setembro de 2012

HÁ 20 ANOS: A FARSA DA FARSA

 
 O produto usado pelo PIG e jogado fora
 
Há exatos vinte anos o povo brasileiro vivia um dos mais graves períodos de influência do PIG nos caminhos da nação. Ele (em especial a Tv Globo) foi fundamental para eleger, em 1989, Collor (PRN) presidente da república com técnicas apuradas de manipulação midiática (vide o documentário Muito além do Cidadão Kane).

Sob o slogan de "Caçador de Marajás", com uma campanha caríssima, tendo o apoio da velha mídia, sendo vendido como um produto novo e manipulando informações e até debate entre os candidatos, o Partido da Imprensa Golpista conseguiu eleger  o "Fernandinho..."  no segundo turno, com 35 milhões de votos contra 31 milhões do "perigo" (segundo o PIG), o hoje ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi o primeiro presidente eleito diretamente pelo povo depois da ditadura militar (1964-1985). Período onde nasceu a Tv Globo.


Por motivos de desencontro de interesses entre mafiosos, os amigos se tornaram inimigos e o seu mandato durou menos de dois anos. Independente do mérito da questão, o mesmo PIG passou a denegrir a imagem do parceiro de outrora com denúncias de corrupção e indução midiática à população para que ela pedisse a cabeça do presidente. E conseguiu! 


Com o apoio alienado de uma minoria dita "cara-pintada", em 29 de setembro de 1992, a Câmara dos Deputados aprovou a perda do cargo de Collor (que atualmente é senador) e que o levaria meses depois à renúncia e a perda dos direitos políticos por oito anos, sendo o primeiro mandatário a sofrer um impeachment no Brasil.


A participação global nos fatos foi tão importante que até a viúva (Lily) do proprietário das Organizações Globo fez a seguinte afirmação referindo-se ao governo Collor no lançamento do seu livro Roberto & Lily, em 2005.: “O Roberto colocou ele na Presidência e depois tirou. Durou pouco. Ele se enganou”. 


Vale lembrar que a Globo não agiu sozinha. Como sempre, o PIG (que é uma rede) agiu em cadeia e nesse período a revista Veja da editora 1º de Abril, também participou ativamente de toda a manipulação (da vitória na eleição ao impeachment). Até a eleição, enquanto demonizavam Lula, exaltavam Collor e posteriormente os criadores se voltaram contra a criatura.


E assim caminha a "República Democrática do PIG"....


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quarta-feira, 4 de julho de 2012

MANIPULAÇÃO GOLPISTA NO PARAGUAI

 

TV aponta manipulação em vídeo de encontro entre venezuelano e militares paraguaios

Dias atrás, Nicolás Maduro disse que acusações de ministra do novo governo do Paraguai não têm "relação com a realidade".

Do Opera Mundi

A rede multiestatal TeleSur publicou nesta terça-feira (03/07) a íntegra do vídeo usado pelo novo governo do Paraguai para acusar o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, de incentivar as Forças Armadas paraguaias a se rebelarem contra a cassação do presidente Fernando Lugo. Nas imagens, afirma a TeleSur, Maduro não aparece sozinho com os militares, como havia insinuado o material editado e transmitido por uma televisão paraguaia. Ele estava acompanhado de seus pares da Unasul (União de Nações Sul-americanas).



A ministra de Defesa do Paraguai, María Liz García, disse que recebeu ordens do novo presidente Federico Franco, que sucedeu Lugo em 22 de junho, de entregar à imprensa cópias da íntegra da gravação, que mostra os participantes do encontro entrando e saindo do local onde ocorreu a reunião. O vídeo editado, de um minuto e 50 segundos de duração, inclui fotos e nomes dos participantes. O governo do Paraguai disse que entregaria uma versão sem cortes a outros meios de comunicação do país.

Conforme informou a TeleSur, além dos chanceleres dos países do bloco regional estava também no encontro o secretário-geral, Alí Rodríguez. Na sexta-feira passada, García acusou Maduro de tentar incentivar um levante das forças armadas paraguaias, o que o tornou persona non grata do novo governo. O diplomata reiterou seu repúdio ao novo governo e afirmou que "não grato é o golpe dado contra o presidente Fernando Lugo”.

"Essas coisas que dizem essa pessoa de um governo ilegítimo como o que surgiu desse golpe de Estado te mostram o aspecto político e moral de quem acaba de dar um golpe e correm para acusar outros de dar golpes e contragolpes (…) Essa acusação não tem relação com a realidade", afirmou Maduro.

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domingo, 13 de maio de 2012

A MÃE MERCADO

  
Mais um dia de consumismo. O Deus Mercado indica que hoje é "Dia das Mães". Trata-se apenas de mais uma forma de manipulação e alienação para que a maior parte da população (também por influência do PIG. Nunca é demais lembrar!) saia por lojas e shoppings na desenfreada busca por um presente para aquela pessoa que nos deu a vida. 
Afinal, é inadmissível deixar passar um dia tão "importante" como esse sem a possibilidade de praticar o fetiche da compra imposta e aceita pelas mentes humanas como algo saudável, que traz felicidade. Ledo engano! É apenas a necessidade de que a roda do voraz mercado nunca pare.
Os braços do sistema utilizam datas como essa com patético apelo emocional fazendo uma ligação entre afeto, amor com perspectivas materiais. São milhões que vivem no senso comum sem consciência crítica sendo cooptados pela apodrecida lógica capitalista. O amor do filho passou a ser medido pelo valor do presente dado.
Essas pessoas não percebem que como pano de fundo há a intenção de tornar apenas esse dia como aquele em que devemos lembrar da mãe. Ao focar uma data, o lucro nas compras de presentes é maior do que deixar que todos acreditem que o ano inteiro a mãe deve ser lembrada e celebrada. Mas aí, o lucro se dilui.
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quarta-feira, 11 de abril de 2012

BOATOS CONTRA CHAVEZ AGORA PARTEM DO PIG





Do Escrivinhador

Nessa quarta-feira, 11 de abril, faz dez anos que a direita venezuelana, com apoio dos EUA, tentou derrubar Hugo Chavez. Foi um golpe – é sempre bom lembrar – com ampla participação midiática, como mostrou o documentário “A Revolução Não Será Televisionada”.
E a guerra continua.

Serviços de inteligência do governo venezuelano notaram, nos últimos meses, uma mudança significativa nas ondas de boato a serviço da oposição: as especulações contra Chavez, agora, já não partem de Miami ou de Madrid, como era o mais comum ao longo dos últimos dez anos. Não. Agora, o foco tem sido o Brasil.

De que forma isso acontece? Normalmente, meios de comunicação brasileiros citam “fontes” importantes na Venezuela para embasar “reportagens” ou “comentários” – que depois acabam reproduzidos pela imprensa e pelas redes sociais oposicionistas venezuelanas. É um jogo de vai e volta muito bem montado.
Na semana passada, tivemos mais um exemplo. Às vésperas do feriado de Páscoa, meios de comunicação brasileiros deram a notícia “bombástica”: Chavez viria fazer tratamento contra o câncer no Brasil, mais especificamente no Hospital Sirio-Libanes.

Aqui, a “reportagem” do G1/Globo.

Reparemos em dois detalhes.

1) A fonte primária do G1 era o blogueiro venezuelano Nelson Bocaranda. Quem é ele? Se o leitor tiver curiosidade, pode acessar o twitter @nelsonbocaranda. Mas vale lembrar: reportagem do Wall Street Journal (jornal dos EUA) diz que Bocaranda deve ser leitura obrigatória pra quem vai “investir” na Venezuela.
Hum…
Ele recebe a chancela da imprensa dos EUA. Torna-se assim fonte “confiável” e “obrigatória”. Voltaremos a isso logo adiante…

2) No quarto parágrafo do texto do G1/Globo, aparece a informação de que a notícia sobre a vinda de Chavez ao Brasil havia sido “antecipada” por um personagem bem conhecido dos leitores brasileiros: ”a provável visita de Chávez já havia sido antecipada na véspera pelo jornalista Merval Pereira em seu blog no site do jornal “O Globo”, no qual ele inclusive cita comentários de Bocaranda.” 
Vamos retomar o fio da meada. Bocaranda é fonte “obrigatória”, chancelada pela imprensa dos EUA. Bocaranda diz que Chavez prepara-se para tratamento no Brasil. É uma forma de gerar incerteza e abastecer a oposição com boatos sobre a saúde do presidente. Quem “repercute” a informação de Bocaranda? Não a imprensa dos EUA (muito “manjada”). Mas o imortal Merval Pereira.

A notícia publicada em “jornais brasileiros” tem mais efeito (para uso na Venezuela) do que se saísse em jornais dos EUA.  O Brasil não é visto como “inimigo”, mas como um país “amigo” da Venezuela. A população local não conhece as nuances da imprensa brasileira, nem a história de alinhamento com os EUA de “O Globo”, “Veja” e outros…

Ora, mas Merval apenas fez o serviço que se espera de um jornalista, certo? Deu informação…
Não é assim, por um pequeno detalhe. Chavez não veio se tratar no Brasil. Os fatos desmentiram Bocaranda e Merval. Na Páscoa, como previsto, Chavez seguiu para mais uma sessão de radioterapia em Cuba. Merval e “O Globo” fizeram o que? Nada. Não registraram o erro na informação. O objetivo, parece, não era informar – mas gerar boato pra ser usado na campanha eleitoral da Venezuela.

Aparentemente, isso não tem dado resultado.
As últimas pesquisas mostram Chavez com cerca de 57% dos votos, contra cerca de 33% para o candidato da oposição, Radonsky Capriles.
Sobre o caso específico, vale ressaltar: Chavez teria mesmo conversado com Lula, que sugeriu a possibilidade de um tratamento em São Paulo. Chavez agradeceu e ficou de pensar. Partiu para Cuba. A oposição usou uma meia-verdade para disseminar a dúvida.

Vale dizer – tambem – que a falta de informação, por parte dos chavistas, ajuda a alimentar os boatos.
Sobre Capriles, alguns fatos curiosos:

- na juventude, ele teria sido próximo à TFP (organização católica de extrema-direita), mas na atual campanha tenta se mostrar como um “social-democrata” moderado, que se inspira em… Lula!;
- no golpe de 2002 contra Chavez, Capriles esteve no grupo que cercou a Embaixada cubana em Caracas, numa clara afronta à legalidade internacional;
- Capriles vem de uma família muito rica; na tentativa de se popularizar, dizem os chavistas, teria se submetido até a sessões de “bronzemanto artificial”, para parecer mais moreno.
E mais um dado curioso a registrar: os marqueteiros de Capriles são brasileiros. Trabalhavam no Rio, na assessoria de comunicação de Sergio Cabral. Mantem ótimo trânsito com “O Globo”.

A campanha de Capriles, ao que tudo indica, vai testar as mesmas técnicas que já foram usadas por Serra na última campanha brasileira: parceria com a grande mídia antichavista (abastecida com “notícias, em parte, geradas pela mídia brasileira, como vimos no exemplo acima) e onda de boatos disseminada pelas redes sociais.

Por último, vale dizer que a turma de Capriles e da direita venezuelana parece bem articulada inclusive aqui nas redes sociais do Brasil. Fiz um teste. Publiquei um video – bastante crítico – sobre Capriles no blog. Em poucos minutos, recebi comentários (no blog e no twitter) de gente defendendo Capriles e me acusando de apoiar um “ditador” esquerdista. Parecia uma esquema profissional.
A batalha será duríssima na Venezuela. E é estratégica pra toda America Latina. Não custa lembrar que foi com a vitória de Chavez, em 98, que se iniciou a “virada” à esquerda que depois avançaria para Argentina, Brasil, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

A direita – com apoio dos EUA e do conservadorismo brasileiro – sabe o que está em jogo na eleição de outubro de 2012.

A esquerda também sabe. Vamos acompanhar a “guerra de Caracas” com muita atenção. Até porque algumas batalhas, pelo visto, passam pelas redações da imprensa brasileira.

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terça-feira, 6 de março de 2012

PROTEJA SUAS PEGADAS DO GOOGLE




Da Carta Capital

A nova política de privacidade do Google entra em vigor em todo o mundo em 1º de março, mas já desperta polêmica entre os internautas. No final de janeiro, a companhia anunciou que iria juntar os dados coletados dos usuários em todos os serviços que oferece, entre eles email, redes sociais e YouTube, para criar uma experiência “simples e intuitiva”.

A ação visa eliminar os obstáculos que a gigante da internet enfrenta para usar informações de um usuário do Gmail para o YouTube, por exemplo. Segundo a empresa, suas mais de 70 políticas diferentes, ou termos de uso assinados pelos internautas, vão ser compactadas em uma principal e 12 outras.

A mudança deve ajudar os anunciantes a encontrarem potenciais clientes e a personalizar as buscas dos usuários, seguindo, por exemplo, informações enviadas em emails.

A Microsoft lançou anúncios dizendo que seus serviços preservam os usuários e reguladores da União Europeia protestaram contra a política, além de pedirem mais tempo antes de sua aplicação para analisar se a privacidade dos usuários estaria devidamente protegida.

O Centro para Democracia Digital dos Estados Unidos também apresentou uma reclamação a Federal Trade Commission (FTC), na qual solicita que o Google seja processado para eliminar a nova politica de privacidade e multado. Caso isso ocorra, a FTC pode impor multas de mais de 16 mil dólares por dia para cada violação.

Mas ainda há tempo para aqueles que quiserem manter seus passos na internet em segredo –antes que o Google construa um perfil permanente que pode incluir informações pessoais como idade, sexo, localização e até mesmo sexualidade – antes da mudança.

Até 29 de fevereiro, é possível apagar o histórico de navegação, que vai limitar a extensão dos tópicos acompanhados pelo Google, que pode incluir os seus “segredos virtuais”.

Veja os três passos abaixo:

1 – Acesse a homepage do Google e faça o login em sua conta de email. Após isso, clique em cima do login na home para habilitar um menu (como na imagem). Entre na opção “Configurações de Conta”.

Imagem: Reprodução

2 – Encontre a sessão “Serviços” e o link “Veja, ative ou desative o Histórico da web” (imagem abaixo). Clique em “Acessar Histórico da Web”.

Imagem: Reprodução

3 – Na próxima página, clique na aba “Remover todo o histórico da Web”. (Imagem abaixo).

Imagem: Reprodução

Desabilitar o histórico não evita que o Google use os dados para fins internos, mas a empresa irá torna-los anônimo em 18 meses. Além disso, a busca personalizada é desativada.
Mesmo que o usuário não esteja logado em seu email, o Google pode traçar o seu perfil pelo IP do computador. Logo, a forma mais segura de limpar um histórico pessoal é logando-se a sua conta.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A REDE GLOBO MENTE



Há mais de 50 anos, Cuba vive sob o regime socialista, ou comunista, por que só agora o Jornal Nacional dedica uma semana para tratar do assunto? Em 45 anos de Rede Globo, poderíamos contar os raros minutos destinados à cobertura sobre a Ilha socialista, que, em 1961, sob uma campanha nacional envolvendo universitários voluntários, erradicou o analfabetismo de sua história, como também a desnutrição, o trabalho infantil, o trabalho escravo, dentre outras conquistas, que lhe dão lastro para ser bem avaliada na questão dos direitos humanos pela ONU (é só conferir aqui).

Notícias dignas para divulgar são muitas: a Ilha socialista já produz vacina (entre tantas outras) terapêutica para tratamento do câncer de pulmão; a cada ano vem melhorando sua posição no ranking dos países no que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento Humano; foi pioneira em várias áreas, inclusive, a primeira mulher aviadora foi cubana; a 33ª versão do Festival de Cinema Latino-Americano de Havana, que acontece anualmente em Cuba, premiou o ator Rodrigo Santoro, no domingo, dia 11, como melhor ator por sua atuação em Heleno, do diretor José Henrique Fonseca sobre a vida de Heleno de Freitas, famoso jogador brasileiro.

Também é estranho que o Jornal Nacional insista em não reconhecer as eleições cubanas, realizadas e constitucionalmente garantidas, de cinco em cinco anos. Nestas eleições, são escolhidos os deputados da Assembleia Nacional Popular, cuja representatividade é indiscutível, uma vez que o processo eleitoral começa pela escolha de um representante por bairro, municipalidade, província, numa verdadeira democracia participativa. Qual cidade brasileira pode se orgulhar de ter representado em sua Câmara de Vereadores, cada bairro que compõem o município?

E mais: que as eleições são financiadas por recursos públicos e que um deputado ganha o salário de sua categoria e não o salário que ele acha que deve ganhar.

Recentemente, a apresentadora Ana Maria Braga recebeu em seu programa o representante do consulado norte-americano para ensinar uma receita de peru. Fica aqui a sugestão para a Ana Maria Braga, que também foi vítima de um câncer e tem a noção do que isto significa: que convide o cônsul ou embaixador de Cuba no Brasil, para falar dos avanços científicos no campo da oncologia em seu país e quanta gente poderia ser ajudada, pelo premiado sistema de saúde em Cuba...

Um país que há mais de 50 anos erradicou a praga do analfabetismo e por constituição define que cada cubano tem o dever e o direito de não ser um analfabeto científico, e que recentemente realizou um congresso de seu partido comunista para discutir com toda a população as mudanças necessárias, nunca deveria ser cunhado de ditatorial!

Se tempo no poder é sinômimo de ditatura, e não de reconhecimento e fidelidade, por que a Rede Globo ostenta com orgulho seus 45 anos de concessão pública nas mãos da família de Roberto Marinho?


Clique aqui para ler “Contra fatos, não há argumentos: 28 dados sobre Cuba”

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

STF É ACIONADO PARA ACABAR COM CONCESSÃO DE RÁDIO E TV A POLÍTICOS

Da Carta Maior

Um dia após Marinor Brito (PA) perder o mandato no Senado para o “ficha suja” Jader Barbalho (PMDB-PA), detentor das outorgas de vários veículos de comunicação, o partido dela, PSOL, acionou o mesmo Supremo Tribunal Federal (STF) exatamente para questionar concessões de rádio e TV a políticos com mandato.

A ação elenca 41 deputados e sete senadores que possuem concessões em seus nomes. Para o PSOL, esse é até um número subestimado, pois não raro os políticos têm parentes, empresas e laranjas por trás de concessões.

Segundo o PSOL, a prática, além de inconstitucional, fragiliza a democracia brasileira e perpetua o chamado coronelismo eletrônico. “Quem deve fiscalizar as concessões de rádio e TV no país não pode controlá-las”, disse o presidente do partido, Ivan Valente.

De acordo com ele, o objetivo da ação é impedir novas concessões para políticos com mandato, coibir a renovação das já concedidas e proibir a diplomação e posse daqueles que, por quaisquer motivos, venham driblar esse preceito constitucional.

A alegação de inconstitucionalidade se baseia no descumprimento de onze preceitos constitucionais, entre eles a liberdade de expressão, o direito à informação, o princípio da isonomia, a soberania política e a democracia.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já disse que é contra a concessão de outorgas a políticos, pelas mesmas razões apontadas pelo PSOL, e que o governo poderia incluir esse veto na proposta de marco regulatório da radiodifusão, que está em estudo. Mas ele acha também dificilmente a proposta passaria no Congresso, que não legislaria contra si.

O partido diz que a ação não foi motivada pela decisão do Supremo que reconduziu Jader ao Senado – embora o paraense possa ser afetado, caso a corte aceite a ação. Já vinha sendo articulada há vários meses, a partir de levantamento apresentado pelo Coletivo Intervozes, uma organização da sociedade civil que pesquisa a comunicação no Brasil.

“Nos procuramos vários partidos ligados à causada da comunicação, mas só o PSOL se dispôs a ingressar com a ação em parceria conosco”, disse o coordenador da organização, Gesio Passos.

Coronelismo eletrônico

Ivan Valente lembra que a distribuição de canais de rádio e TV vem sendo usada como moeda de troca na política brasileira desde a ditadura militar. “O ex-presidente José Sarney distribuiu quase cem canais para garantir a ampliação do seu mandato. E os ex-presidentes FHC e Lula perpetuaram o modelo”, denuncia ele.

A família Sarney, inclusive, é usada como exemplo clássico de coronelismo eletrônico. O ex-presidente José Sarney não possui nenhum veículo em seu nome, mas a filha dele e governadora do estado, Roseana Sarney, e o filho e deputado, Sarney Filho (PV-MA), possuem vários, de diferentes modalidades.

O lider do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), acredita que quem controla meio de comunicação orienta o caminho da nação. “Esse fato absolutamente agressivo à Constituição brasileira, já naturalizado, não pode continuar sem nenhuma reação da sociedade, porque adultera o processo eleitoral e limita a nossa já frágil democracia”.

Para ele, são ilegalidades como esta que permitem que políticos com a ficha suja, como Jader Barbalho, se perpetuem na política desde a ditadura, exercendo influencia na população por meio de seus canais de rádio e TV.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PIG E O SEU JORNALISMO DE ESGOTO





Há alguns dias, a editora 1º de Abril através da "revista" Veja e de seu "blogueiro limpinho" Reinaldo Azevedo dirigiram críticas à Associação Juízes para a Democracia (AJD) devido à nota publicada pela Associação sobre a ocupação do prédio da reitoria da USP realizada pelos alunos e a absurda e reacionária atitude das autoridades.

Diante disso, a "revista" passou a praticar o jornalismo de esgoto com o qual está acostumada desqualificando o trabalho da Associação. Criticar é atividade fundamental para a prática do jornalismo mas tratar de forma pejorativa aqueles que pensam de forma diferente é inaceitável.

No artigo abaixo, Marcelo Semer (membro da Associação), que tive o prazer de conhecer no I Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas do Estado de São Paulo realizado em abril deste ano na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo participando junto com este sujo blogueiro da mesa sobre "Proteção Jurídica na Blogosfera", responde ao PIG.

Confira:


VEJA quer calar a democracia


Por Marcelo Semer (Terra)

Tolice suprema, coleção formidável de bobagens, condoreirismo cafona.

Com esses e outros adjetivos ainda piores, o jornalista Reinaldo Azevedo iniciou, em seu blog, uma onda de ataques da revista VEJA à Associação Juízes para a Democracia (AJD).
Posts que buscavam detonar a associação por uma nota crítica à ação da Polícia Militar na USP, sobrou até para os educadores que seguem Paulo Freire: “idiotas brasileiros e cretinos semelhantes mundo afora”.

O nível do artigo já se responde por conta própria.

Todavia, na edição impressa que veio às bancas no sábado último, o editor-executivo da revista subscreveu um texto que, sem qualquer constrangimento ou escrúpulo político, comparou a associação a um tribunal nazista.

O descompromisso com a razão nem é o que mais ressalta no artigo –a foto gigantesca de pupilos de Hitler, fora de tom ou propósito, só se explica como um ato falho. No artigo, Carlos Graieb utiliza expressões que se encaixariam perfeitamente no ideário nazista: propõe dissolver a associação “política” ou impedir que seus membros usem a toga.

Reinaldo Azevedo, com ainda menos pruridos no mundo virtual, explicitou, numa ação que evoca o macarthismo, os nomes de todos os diretores, representantes e membros de conselhos da entidade, alertando leitores para que jamais aceitem ser julgados por estes juízes.

Que competência ou legitimidade para a posição soi-disant de corregedor ele tem não se sabe. Mas seus seguidores foram instados a identificar os juízes associados pelo próprio colunista, que deu status de artigo a mensagem de um advogado falando do desembargador ‘liberal’ apreciador de samba.

VEJA está aturdida e indignada com a afirmação de que existe direito além da lei. Os nazistas também ficavam, porque as barbáries escritas no período mais negro da história da humanidade eram legais. Jamais deixaram de ser barbáries por causa disso.

A prevalência dos princípios constitucionais é o que propunha, sem grandes novidades, a nota da Associação Juízes para a Democracia. Se juízes não podem fazê-lo em um estado democrático de direito, na tutela da Constituição que prometeram defender, algo definitivamente está errado.

Mesmo para quem conhece a linha editorial de VEJA, cuja partidarização na política é sobejamente criticada, espanta que o interesse em calar quem pensa de outra forma, parta justamente de um órgão de imprensa.

Que a falta de pluralismo de suas páginas já fosse, por assim dizer, um oblíquo atentado à liberdade de expressão, o explícito intuito de extirpar opiniões contrárias não deixa de ser aterrorizador. Sob esse
prisma, lembrar o nazismo não é mais do que medir o outro com a própria régua.

A Associação Juízes para a Democracia tem vinte anos de serviços prestados ao debate institucional na magistratura e fora dela – e eu me orgulho de fazer parte dessa história quase por inteiro.

A AJD tem entre seus objetivos o respeito incondicional ao estado democrático de direito e jamais deixou de denunciar quando este se fez ameaçado. Bate-se sem cessar pela independência judicial e é militante na consideração do juiz como um garantidor de direitos.

A promoção permanente dos direitos humanos, compartilhada com inúmeras outras entidades da sociedade civil, sempre incomodou aos que se candidatam a porta-voz dos poderosos. Mas recusamos o propósito de quem quer fazer da democracia apenas uma promessa vazia.

A associação nunca se opôs a criticar o elitismo no próprio Judiciário, nem temeu se mostrar favorável à criação de um órgão para exercer o controle externo. Tudo por entender que desempenhamos, sobretudo, um serviço essencial ao público – o que levou a AJD a participar da Reforma do Judiciário propondo, entre outros temas, o fim das sessões secretas e das férias coletivas.

Anticorporativista, a associação jamais defendeu valores em benefícios próprios, o que pode ser incompreensível em certos ambientes. Recentemente, bateu-se pela legalidade da instauração de processos administrativos contra juízes pelo Conselho Nacional de Justiça, na contramão de interesses de classe.

Em vinte anos, seus membros têm sido convidados a participar de vários debates no Poder Judiciário, no Congresso Nacional e também na mídia.

O exercício contínuo da liberdade de expressão, que fascistas de todo o gênero sempre pretenderam mutilar, não vai ceder ao intuito de quem pretende impor sua visão e seus conceitos como únicos.

VEJA não está em condições de ensinar estado de direito, se desprestigia a liberdade de expressão.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FRASE DO DIA



Trecho retirado do livro biográfico de Roberto Marinho:

"Aí o Tancredo bateu na perna do Ulysses e disse: ‘Olha, Ulysses, eu brigo com o papa, eu brigo com a Igreja Católica, eu brigo com o PMDB, com todo mundo, eu só não brigo com o Doutor Roberto".

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

AÇÕES JUDICIAIS CONTRA BLOGUEIROS SÃO TEMA DE DEBATE NA CÂMARA



As decisões e disputas judiciais que afetam a liberdade de expressão, especialmente dos comunicadores que atuam nas novas mídias, foram debatidas hoje (9) na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília. A atividade foi proposta pela presidente da Comissão, deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS).

Do Portal Vermelho

Como expositores, participaram Túlio Vianna, professor de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, Renata Mielli, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, e o Deputado Emiliano José, membro da Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Expressão e Democratização da Comunicação.

Túlio Vianna procurou dar uma abordagem jurídica para a discussão e informou que muitos processos acontecem recentemente, com o objetivo de calar a voz de blogueiros que, para ele, sofrem verdadeiras perseguições. “Isso é uma forma de censura, pois empresas de comunicação contam com um corpo jurídico para responder casos de processos, diferente de blogueiros que são na maioria autônomos.”

Falha de São Paulo

Vianna citou o exemplo do processo judicial que o jornal Folha de S. Paulo move contra os blogueiros Mário e Lino Ito Bocchini, que mantinham um blog com nome Falha de S. Paulo. “O jornal acionou a lei de patentes e considero que a lei de propriedade intelectual não tem nada a ver com fazer sátira. É um absurdo”, opinou o professor, que defende que a internet deve ser um espaço para a livre manifestação da opinião.

A secretária-geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Renata Mielli, avalia que a atuação de novos atores na internet, por meio de blogs, microblogs e redes sociais, ameaça o poder da velha mídia. "A maneira que a velha mídia encontrou para combater esses novos agentes é desqualificá-los", defendeu. O grande número de ações na justiça contra blogueiros também faz parte desse esforço, segundo ela. "Se tenta calar o contraditório com a opressão econômica e judicial", denunciou.

A coerção financeira é uma tendência a ser seguida por grandes corporações contra blogueiros, na opinião de Renata, que informou que nos Estados Unidos essas ações judiciais já movimentam milhões de dólares. “Processos civis e judiciais estão pipocando no Brasil inteiro. O Paulo Henrique Amorim já tem 37 processos movidos contra ele, 19 apenas por parte do Daniel Dantas. Outros blogueiros, como o Luis Carlos Azenha, o Luis Nassif, o Esmael Moraes também estão sendo processados”, enumerou Mielli.

Marco regulatório

O debate na Comissão extrapolou o tema da judicialização e tanto os debatedores, quanto os deputados e participantes que se manifestaram, apontaram a necessidade da instituição de um marco regulatório para a comunicação brasileira como um todo, como forma de estipular limites legais para o setor.

O deputado Emiliano José (PT-BA) atacou duramente a velha mídia, que para ele se comporta como um partido político. “Ela trabalha assim e que se danem os fatos”. Para Emiliano, as novas mídias não estão querendo fechar grandes empresas, apenas querendo ter seu espaço e liberdade para se expressar. “As velhas mídias agem de forma indignada quando existe alguma ação judicial contra ela, como o caso da disputa entre o Estadão e a família Sarney, mas ataca e age da mesma forma, como no caso da ação judicial da Folha contra blogueiros”.

O deputado afirmou que a sociedade tem que ser protegida dos erros do mau jornalismo e a melhor forma é instituindo um marco regulatório para a comunicação brasileira. Essa necessidade foi reafirmada pela deputada Erika Kokay (PT-DF), que lembrou a importância da Conferência Nacional de Comunicação, realizada em 2009. Para ela, tem que se fechar o processo, o que significa instituir o marco regulatório.

Movimentos Sociais

Erika afirmou que “nossa contemporaneidade insiste em uma ditadura que teima em não acabar, onde algumas famílias dominam a grande maioria da comunicação brasileira”. A deputada petista fez uma análise do que isso representa na sociedade brasileira. “Isso na prática faz parte de uma luta de classes pós-moderna e os movimentos têm que entender a importância dessa luta para buscar o envolvimento de toda a sociedade civil.”

A deputada Manuela D`Ávila, que foi a proponente da audiência, não pôde participar por estar em uma missão oficial da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, fora do país, em um seminário na Tailândia.

De Brasília,
Kerison Lopes

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JUSTIÇA ISENTA DJ'S DE PAGAR DIREITOS AO ECAD

 BYE BYE ECAD!

Da Folha.com

Uma decisão judicial considerou que o trabalho de DJs é artístico e, por isso, as casas nortunas não podem ser obrigadas a pagar direitos autorais das músicas executadas por esses profissionais.

A sentença, do dia 26 de outubro, é fruto de uma ação movida pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) em 2009, que cobrava direitos autorais de uma casa noturna na qual atuavam DJs em São Paulo. O nome do clube não aparece na ação. Cabe recurso.

A juíza Cláudia Longobardi Campana, da 16ª Vara Cível Central de São Paulo, diz que "o trabalho do DJ não é de mera reprodução de obra musical" e, sim, artístico, já que DJs "tocam músicas com caráter de inovação".

Ela afirma, na decisão, que o trabalho de DJ se encaixa na isenção prevista no inciso oito do artigo 46 da lei 9.610, que regulamenta os direitos autorais. "A criação do DJ se baseia, por mais das vezes, na reprodução de pequenos trechos de obras musicais e criação de outras, com ritmo e sonoridade própria. (...) Desta forma, o ônus de comprovar a violação da lei se inverte, eis que o artista tem direito de tocar e cantar suas próprias obras sem pagamento ao Ecad".

O advogado da casa noturna, Douglas Felix Fragoso, afirmou que a sentença é um marco para a categoria.
"É uma decisão inédita, não há uma sentença em instâncias superiores nesse sentido. O trabalho de DJ é considerado um trabalho [como outro] qualquer. Nossa tese é que a música tocada por DJs não é mera reprodução, é um trabalho novo, artístico, produzido a partir de samplers. Com esses trechos de música, o tempo, o timbre, são alterados, e uma música nova é composta", afirma Fragoso.

O Ecad informou, por meio de nota, que vai recorrer da ação. "O trabalho do DJ é artístico e muitas vezes ele é autor das músicas que toca. Outros DJs se utilizam de músicas de outros criadores para fazer a sonorização. O Ecad irá recorrer da decisão. É necessário reforçar que a instituição não tem por prática mover ações contra DJs".

REPERCUSSÃO
Assim que a decisão foi a público, na tarde desta quinta-feira, o produtor Zegon, que integrou o grupo Planet Hemp e a dupla N.A.S.A., comemorou, via Twitter: "Que ótimo isso, o Ecad tá me exigindo o meu playlist do Rock in Rio, to com zero vontade e motivação pra fazer [sic]".

A decisão também foi celebrada pelos DJs que a Folha entrevistou. Alguns, no entanto, preferiram não falar sobre o assunto ou pediram para ter seus nomes ocultados por medo de represália do Ecad.
"Esse assunto é muito chato. O povo de Ecad é muito chato... Se eles pegarem no pé da gente, vão encher o saco. Tem uns que eu conheço que pegam no pé de banda só de birra mesmo e cobrando o que não devia", disse um deles.

Leia a repercussão da decisão judicial.

Quando o Ecad ameaçou todos os profissionais da categoria, eu achei um absurdo. Cada um executa as músicas a sua maneira, e acabamos por divulgar o artista para um público novo ou resgatamos outras que ficaram perdidas, mesmo que usando um trecho num loop ou sample num DJ set. Achei coerente a decisão da juíza, e acho que o Ecad é uma doença. Mais um orgão que está a serviço de vampirizar os artistas do que realmente ajudá-los. Alguns novos produtores me escrevem felizes quando eu incluo suas composições em meus sets.
Alexandre Bezzi, DJ

Há muito tempo, eles [fiscais do Ecad] foram na boate e pediram cinco músicas que eu estava tocando. Coloquei coisas que eles nem conheciam. Era uma prática comum deles. Supostamente, eles cobram os direitos do clube. Eles podem até achar o cara, mas como irão repassar o que foi recolhido para ele? Deveria ter acordo de um orgão decente, não o Ecad, com clubes e bares, pagando uma taxa para executar músicas. Difícil cobrar de um DJ, pois ele toca muita coisa e coisas pouco conhecidas em alguns casos, principalmente quem toca house e música eletrônica
Fabio Spavieri, DJ

Essa decisão mostra que [o Ecad] não tem critério nenhum. Por que eles não pesquisam realmente o que acontece num clube com DJs, por exemplo? Eles acham que é só um jukebox que reproduz música dos outros, e não o DJ profissional, que leva a coisa a sério, está criando música, criando arte misturando sons, samplers, efeitos... 95% do que se toca num clube noturno não é música nacional. Então, por que deveria ser pago para o Ecad? O que isso iria realmente contribuir para o desenvolvimento da música nacional? É simplesmente busca por grana. Eles querem colocar no mesmo saco um mega festival, um barzinho com um sujeito sentado com um violão cantando MPB e um DJ só para coletar grana, que não retorna como forma de incentivo musical ou cultural.
Marcos Efe, DJ e promoter de festas

A cobrança por parte do Ecad coloca as casas noturnas no mesmo patamar que os rádios. Esse problema me faz lembrar da recente discussão da regulamentação da 'profissão' de DJ, ou então das constantes brigas com a ordem dos músicos que tenta exigir a tal 'carteirinha' dos que tocam profissionalmente. Ao meu ver, são só mais meios que inventam para arrecadar dinheiro. Se o repasse fosse verdadeiro ou significante, pelo menos, seria válido pensar algo para isso. Há alguns anos, ainda quando músico de banda mesmo, passei por uma situação assim. Um festival que foi cancelado pois não teria arrecadação para pagar o Ecad. O engraçado é que a maior parte das bandas eram novas e sem músicas registradas/publicadas.
Felipe Savone, DJ e promoter de festas


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