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domingo, 11 de setembro de 2016

HÁ 43 ANOS, ALLENDE E A DEMOCRACIA CHILENA ERAM ASSASSINADOS


Os leitores que acompanham este blog sabem que busco relembrar datas históricas que marcaram a humanidade e, em especial, a América Latina. Hoje volto a fazer isso.

Nunca é de mais conhecermos o passado. É através dele que enxergamos o presente e vislumbrarmos o futuro. Só assim será possível identificarmos humanistas e terroristas.

Há exatos 43 anos, ocorria um golpe militar no Chile.

A mando do governo terrorista norte-americano, o assassino general Pinochet e seus, covardes e traidores, comandados derrubaram o governo de Salvador Allende Gossens, legitimamente eleito pelo povo e assassinaram o presidente chileno ao bombardearem o palácio presidencial.

A partir deste momento foi implantada uma ditadura militar sanguinária sendo uma das piores existentes naquele período na América do Sul.

Confira abaixo a transcrição do discurso de Allende à nação no dia do golpe (ouça Allende na íntegra).

Seguramente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Rádio Magallanes. Minhas palavras não têm amargura, mas decepção. Que sejam elas um castigo moral para quem traiu seu juramento: soldados do Chile, comandantes-em-chefe titulares, o almirante Merino, que se autodesignou comandante da Armada, e o senhor Mendoza, general rastejante que ainda ontem manifestara sua fidelidade e lealdade ao Governo, e que também se autodenominou diretor geral dos carabineros.

Diante destes fatos só me cabe dizer aos trabalhadores:

Não vou renunciar!

Colocado numa encruzilhada histórica, pagarei com minha vida a lealdade ao povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada definitivamente. [Eles] têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detém os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa e a fazem os povos.

Trabalhadores de minha Pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram em um homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou sua palavra em que respeitaria a Constituição e a lei, e assim o fez.

Neste momento definitivo, o último em que eu poderei dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reação criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição, que lhes ensinara o general Schneider e reafirmara o comandante Araya, vítimas do mesmo setor social que hoje estará esperando com as mãos livres, reconquistar o poder para seguir defendendo seus lucros e seus privilégios.

Dirijo-me a vocês, sobretudo à mulher simples de nossa terra, à camponesa que nos acreditou, à mãe que soube de nossa preocupação com as crianças.

Dirijo-me aos profissionais da Pátria, aos profissionais patriotas que continuaram trabalhando contra a sedição auspiciada pelas associações profissionais, associações classistas que também defenderam os lucros de uma sociedade capitalista.

Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e deram sua alegria e seu espírito de luta.

Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos, porque em nosso país o fascismo está há tempos presente; nos atentados terroristas, explodindo as pontes, cortando as vias férreas, destruindo os oleodutos e os gasodutos, frente ao silêncio daqueles que tinham a obrigação de agir. Estavam comprometidos. A historia os julgará.

Seguramente a Rádio Magallanes será calada e o metal tranqüilo de minha voz não chegará mais a vocês. Não importa. Vocês continuarão a ouvi-la. Sempre estarei junto a vocês. Pelo menos minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à Pátria. O povo deve defender-se, mas não se sacrificar. O povo não deve se deixar arrasar nem tranqüilizar, mas tampouco pode humilhar-se.

Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e seu destino.

Superarão outros homens este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se.

Saibam que, antes do que se pensa, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

Viva o Chile!

Viva o povo!

Viva os trabalhadores!

Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

HÁ 41 ANOS, ALLENDE E A DEMOCRACIA CHILENA ERAM ASSASSINADOS


Os leitores que acompanham este blog sabem que busco relembrar datas históricas que marcaram a humanidade e, em especial, a América Latina. Hoje volto a fazer isso.

Nunca é demais conhecermos o passado. É através dele que enxergamos o presente e vislumbrarmos o futuro. Só assim será possível identificarmos humanistas e terroristas.

Há exatos 41 anos, ocorria um golpe militar no Chile.

A mando do governo terrorista norte-americano, o assassino general Pinochet e seus, covardes e traidores, comandados derrubaram o governo de Salvador Allende Gossens, legitimamente eleito pelo povo e assassinaram o presidente chileno ao bombardearem o palácio presidencial.

A partir deste momento foi implantada uma ditadura militar sanguinária sendo uma das piores existentes naquele período na América do Sul.

Confira abaixo a transcrição do discurso de Allende à nação no dia do golpe (Ouça Allende na íntegra).

Seguramente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Rádio Magallanes. Minhas palavras não têm amargura, mas decepção. Que sejam elas um castigo moral para quem traiu seu juramento: soldados do Chile, comandantes-em-chefe titulares, o almirante Merino, que se autodesignou comandante da Armada, e o senhor Mendoza, general rastejante que ainda ontem manifestara sua fidelidade e lealdade ao Governo, e que também se autodenominou diretor geral dos carabineros.

Diante destes fatos só me cabe dizer aos trabalhadores:

Não vou renunciar!

Colocado numa encruzilhada histórica, pagarei com minha vida a lealdade ao povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada definitivamente. [Eles] têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detém os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa e a fazem os povos.

Trabalhadores de minha Pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram em um homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou sua palavra em que respeitaria a Constituição e a lei, e assim o fez.

Neste momento definitivo, o último em que eu poderei dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reação criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição, que lhes ensinara o general Schneider e reafirmara o comandante Araya, vítimas do mesmo setor social que hoje estará esperando com as mãos livres, reconquistar o poder para seguir defendendo seus lucros e seus privilégios.

Dirijo-me a vocês, sobretudo à mulher simples de nossa terra, à camponesa que nos acreditou, à mãe que soube de nossa preocupação com as crianças.

Dirijo-me aos profissionais da Pátria, aos profissionais patriotas que continuaram trabalhando contra a sedição auspiciada pelas associações profissionais, associações classistas que também defenderam os lucros de uma sociedade capitalista.

Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e deram sua alegria e seu espírito de luta.

Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos, porque em nosso país o fascismo está há tempos presente; nos atentados terroristas, explodindo as pontes, cortando as vias férreas, destruindo os oleodutos e os gasodutos, frente ao silêncio daqueles que tinham a obrigação de agir. Estavam comprometidos. A historia os julgará.

Seguramente a Rádio Magallanes será calada e o metal tranqüilo de minha voz não chegará mais a vocês. Não importa. Vocês continuarão a ouvi-la. Sempre estarei junto a vocês. Pelo menos minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à Pátria. O povo deve defender-se, mas não se sacrificar. O povo não deve se deixar arrasar nem tranqüilizar, mas tampouco pode humilhar-se.

Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e seu destino.

Superarão outros homens este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se.

Saibam que, antes do que se pensa, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

Viva o Chile!

Viva o povo!

Viva os trabalhadores!


Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição.


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domingo, 8 de dezembro de 2013

MÚSICA DO DIA

Há 33 anos John Lennon era assassinado com apenas 40 anos de idade. Um dos mais importantes músicos da história. Abaixo, uma música de sua grande e necessária obra como forma de homenagem e reflexão.

God (John Lennon)


God is a concept,
By which we measure
Our pain.
I'll say it again.
God is a concept,
By which we measure
Our pain.
I don't believe in magic
I don't believe in I-Ching
I don't believe in Bible
I don't believe in Tarot
I don't believe in Hitler
I don't believe in Jesus
I don't believe in Kennedy
I don't believe in Buddha
I don't believe in Mantra
I don't believe in Gita
I don't believe in Yoga
I don't believe in Kings
I don't believe in Elvis
I don't believe in Zimmerman
I don't believe in Beatles
I just believe in me
Yoko and me
And that's reality.
The dream is over,
What can I say?
The dream is over
Yesterday
I was the dreamweaver,
But now I'm reborn.
I was the walrus,
But now I'm John.
And so dear friends,
You just have to carry on
The dream is over.


Deus (John Lennon)


Deus é um conceito
Pelo qual medimos
Nossa dor
Falarei de novo
Deus é um conceito
Pelo qual medimos
Nossa dor
Eu não acredito em mágica
Eu não acredito em I-ching
Eu não acredito em Bíblia
Eu não acredito em tarô
Eu não acredito em Hitler
Eu não acredito em Jesus
Eu não acredito em Kennedy
Eu não acredito em Buda
Eu não acredito em Mantra
Eu não acredito em Gita
Eu não acredito em Ioga
Eu não acredito em reis
Eu não acredito em Elvis
Eu não acredito em Zimmerman
Eu não acredito em Beatles
Apenas acredito em mim
Yoko e eu
E essa é a realidade
O sonho acabou
O que posso dizer?
O sonho acabou
Ontem,
Eu era o tecedor de sonhos
Mas agora renasci.
Eu era a morsa,
Mas agora sou John.
Então queridos amigos,
Vocês precisam continuar
O sonho acabou.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

HÁ 40 ANOS, ALLENDE E A DEMOCRACIA CHILENA ERAM ASSASSINADOS

Os leitores que acompanham este blog sabem que busco relembrar datas históricas que marcaram a humanidade e, em especial, a América Latina. Hoje volto a fazer isso.

Nunca é demais conhecermos o passado. É através dele que enxergamos o presente e vislumbrarmos o futuro. Só assim será possível identificarmos humanistas e terroristas.

Há exatos 40 anos, ocorria um golpe militar no Chile.

A mando do governo terrorista norte-americano, o assassino general Pinochet e seus, covardes e traidores, comandados derrubaram o governo de Salvador Allende Gossens, legitimamente eleito pelo povo e assassinaram o presidente chileno ao bombardearem o palácio presidencial.

A partir deste momento foi implantada uma ditadura militar sanguinária sendo uma das piores existentes naquele período na América do Sul.

Confira abaixo a transcrição do discurso de Allende à nação no dia do golpe.(Ouça Allende na íntegra).

Seguramente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Rádio Magallanes. Minhas palavras não têm amargura, mas decepção. Que sejam elas um castigo moral para quem traiu seu juramento: soldados do Chile, comandantes-em-chefe titulares, o almirante Merino, que se autodesignou comandante da Armada, e o senhor Mendoza, general rastejante que ainda ontem manifestara sua fidelidade e lealdade ao Governo, e que também se autodenominou diretor geral dos carabineros.

Diante destes fatos só me cabe dizer aos trabalhadores:

Não vou renunciar!

Colocado numa encruzilhada histórica, pagarei com minha vida a lealdade ao povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada definitivamente. [Eles] têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detém os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa e a fazem os povos.

Trabalhadores de minha Pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram em um homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou sua palavra em que respeitaria a Constituição e a lei, e assim o fez.

Neste momento definitivo, o último em que eu poderei dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reação criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição, que lhes ensinara o general Schneider e reafirmara o comandante Araya, vítimas do mesmo setor social que hoje estará esperando com as mãos livres, reconquistar o poder para seguir defendendo seus lucros e seus privilégios.

Dirijo-me a vocês, sobretudo à mulher simples de nossa terra, à camponesa que nos acreditou, à mãe que soube de nossa preocupação com as crianças.

Dirijo-me aos profissionais da Pátria, aos profissionais patriotas que continuaram trabalhando contra a sedição auspiciada pelas associações profissionais, associações classistas que também defenderam os lucros de uma sociedade capitalista.

Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e deram sua alegria e seu espírito de luta.

Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos, porque em nosso país o fascismo está há tempos presente; nos atentados terroristas, explodindo as pontes, cortando as vias férreas, destruindo os oleodutos e os gasodutos, frente ao silêncio daqueles que tinham a obrigação de agir. Estavam comprometidos. A historia os julgará.

Seguramente a Rádio Magallanes será calada e o metal tranqüilo de minha voz não chegará mais a vocês. Não importa. Vocês continuarão a ouvi-la. Sempre estarei junto a vocês. Pelo menos minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à Pátria. O povo deve defender-se, mas não se sacrificar. O povo não deve se deixar arrasar nem tranqüilizar, mas tampouco pode humilhar-se.

Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e seu destino.

Superarão outros homens este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se.

Saibam que, antes do que se pensa, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

Viva o Chile!

Viva o povo!

Viva os trabalhadores!

Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição.

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quarta-feira, 3 de julho de 2013

EVO SEQUESTRADO E "DILMINHA PAZ E AMOR"


Presidente boliviano Evo Morales embarca em avião oficial para deixar Viena

O presidente da Bolívia, Evo Morales, esteve ontem em uma reunião em Moscou com outros países produtores de gás. Tema relevante para a economia boliviana. Após os debates, quando retornava ao seu país, Evo foi surpreendido.

O avião presidencial que o conduzia foi obrigado a parar em Viena (capital da Áustria) ao receber a informação de que vários países europeus como Itália, França, Espanha e Portugal haviam fechado os seus respectivos espaços aéreos para Evo.

Como se isso não bastasse, o boliviano passou pelo constrangimento de uma tentativa de revista na aeronave por parte de autoridades austríacas. 

Tudo isso porque desconfiavam que o ex-agente norte-americano Edward Snowden, que denunciou o criminoso esquema de espionagem do governo dos Estados Unidos estava na Rússia e que pediu asilo a 21 países (incluindo a Bolívia), poderia estar na aeronave. 

Após o fato, o Chefe de Estado Evo Morales afirmou não ser um criminoso e seguiu dizendo o que qualquer ser humano com alguns neurônios concorda: “eles agiram a mando dos EUA”. 

Trata-se de um ato gravíssimo que violou regras do direito internacional, feriu a soberania boliviana e colocou em risco a vida de todos os que estavam a bordo da aeronave. Esse fato precisa ser denunciado à ONU por não se tratar apenas de um crime praticado contra a Bolívia mas também por abrir um precedente perigosíssimo para as relações diplomáticas.

Para tanto é preciso que todos os países da América Latina se reúnam para realizarem tal denúncia e declararem repúdio ao ocorrido.

Até o momento, diversos Chefes de Estado latino-americanos se manifestaram publicamente contra o episódio. Dentre eles, Pepe Mujica, Rafael Correa, Cristina Kirchner e Nicolás Maduro.

Já o governo brasileiro, lamentavelmente, ainda não se manifestou a respeito seguindo a lógica protocolar imposta pelo status quo e aceita pela "Dilminha paz e amor".

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terça-feira, 16 de abril de 2013

PIG APÓIA GOLPE NA VENEZUELA

 maduro

O PIG (oligopólio midiático criminoso)  acompanhou a eleição venezuelana ocorrida no último domingo com a parcialidade de sempre. Apoiou o candidato que lhe interessava bem como ao governo norte-americano, o conservador Capriles e mais uma vez saíram derrotados.

Como demonstra a matéria abaixo realizada pelo Jornalismo B, após o resultado final em que  Nicolás Maduro foi eleito, tentam articular, mais uma vez, um golpe na Venezuela colocando em dúvida a escolha legítima dos venezuelanos nas urnas.

O jornalismo de esgoto praticado pelo Partido da Imprensa Golpista precisa ser divulgado mundo afora e os responsáveis por tal prática devem responder por isso na forma da lei.

Podem esbravejar, ameaçar e até articular o golpe mas tudo não passará de mera tentativa. Será mais uma derrota para a coleção!

Atenção canalhas! O período de exploração e repressão terminou! 

A Venezuela é dos venezuelanos!


Jornal Nacional adota discurso da oposição venezuelana e deixa em segundo plano vitória de Maduro

Nesta segunda-feira o Jornal Nacional abriu mão de noticiar o fato político mais importante do domingo para fazer coro com a direita golpista venezuelana e com o Departamento de Estado dos EUA. A vitória de Nicolás Maduro na disputa pela presidência da Venezuela foi deixada em segundo plano para o principal telejornal da Rede Globo noticiar o desrespeito da oposição venezuelana e do governo estadunidense aos resultados eleitorais e dar espaço e legitimidade a esse discurso. A relevância da primeira vitória da Revolução Bolivariana na Venezuela sem Chávez não foi levada em conta pelos critérios da Rede Globo. A partir de quais critérios, já que os jornalísticos foram abandonados, foi feita a opção por destacar a posição dos derrotados?

A divisão temporal da matéria de Delis Ortiz, enviada a Caracas, demonstra o olhar escolhido, o olhar do grupo político antichavista coordenado por Henrique Capriles. O texto já começa deixando claro de que a matéria vai falar: “A praça onde a oposição costuma se reunir amanheceu tranquila”. Então a repórter fala sobre a pequena diferença percentual e segue reproduzindo o discurso derrotado pelo povo e pelas urnas: “a oposição denunciou fraude em várias seções eleitorais e exigiu uma nova apuração dos votos. Henrique Capriles disse que a Venezuela tinha um presidente ilegítimo”. Em seguida mostra instantes da referida fala de Capriles. O tempo total dessa primeira parte da matéria, toda ela falando sobre a oposição, é de 40 segundos.

Finalmente, depois de todo esse tempo de matéria, a repórter fala algo sobre o lado vitorioso: “enquanto a oposição reclamava a recontagem dos votos, o porta-voz do governo, o ministro das Comunicações Ernesto Villegas, convocava a militância chavista para o ato de proclamação de Nicolás Maduro como presidente eleito da Venezuela. E a concentração foi aqui, em frente ao Conselho Nacional Eleitoral”. Essa fala dura 19 segundos. Apenas um minuto e dez segundos depois de iniciada a matéria o nome de Maduro é citado pela primeira vez.

O momento seguinte da reportagem fala sobre as “reações internacionais”, o que para o Jornal Nacional quer dizer o Brasil, obviamente, e os Estados Unidos. Sendo que estes últimos, segundo a própria matéria, “disseram que a auditoria das eleições presidenciais venezuelanas seria importante e necessária”. O total desse trecho é de 25 segundos. Nada sobre o que falaram Evo Morales, Rafael Correa, Cristina Kirchner…

Depois de um minuto e 47 segundos, a repórter resolve enfim noticiar o fato: “E Maduro foi proclamado presidente eleito da Venezuela”. Segue uma frase do presidente. Esse trecho dura 13 segundos.
Por fim, “Apesar do anúncio do Conselho Eleitoral, manifestantes fizeram protestos contra o resultado, e houve confrontos com a polícia”. São dez segundos nesse trecho de encerramento.

Desconstruindo, então, a reportagem:
- 40 segundos para o que a oposição, derrotada, disse sobre o resultado;
- 19 segundos noticiando a convocação para a proclamação do presidente eleito;
- 25 segundos para o posicionamento de Estados Unidos e Brasil a respeito do processo eleitoral;
- 13 segundos para a proclamação e o que disse Maduro;
- 10 segundos para o protesto “contra o resultado”.

Além disso:
- apenas depois de um minuto e dez segundos de matéria o nome do vencedor é citado pela primeira vez;
- apenas depois de um minuto e 47 segundos de matéria a proclamação de Maduro como presidente eleito foi noticiada.
A notícia passada pelo Jornal Nacional não foi, portanto, sobre a eleição na Venezuela, seu resultado, e as motivações e implicações deste. A matéria foi sobre o que disse a oposição – nacional e internacional – ao não reconhecer o resultado das urnas. A inversão da notícia é clara, o abandono do grande fato é flagrante, e a tomada do discurso da oposição como olhar principal é flagrante.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ATO ECUMÊNICO EM MEMÓRIA DOS MORTOS E DESAPARECIDOS

  
Do Luis Nassif Online

Ato Ecumênico

A Comissão da Verdade Vladimir Herzog, da Câmara Municipal de São Paulo promove nesta sexta-feira, 2 de novembro, às 10h30, na quadra 047 do Cemitério de Vila Formosa um ato ecumênico em memória das vítimas de violência de agentes do Estado e pela apuração e punição desses crimes. O ato tem copatrocínio do Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça, do Conselho Latino Americano de Igrejas – CLAI, do Conic – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil e da KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço. Inicialmente o ato seria apenas em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos do regime militar, mas foi ampliado para reverenciar também a memória dos jovens mortos pela PM na periferia das cidades paulistas.

Com liturgia especialmente preparada pelo teólogo Luiz Carlos Ramos, o ato contará com a participação da Companhia de Teatro do Parnaso, do Coro Luther King, regido pela maestrina italiana Sira Milani, das cantoras Déia Kerr Affini, Lisete Spindola, Neuza César e de Xico Esvael e banda.

A Quadra 047 do Cemitério de Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo, era a vala comum onde eram sepultados indigentes e onde já se localizaram registros de pelo menos seis mortos e desaparecidos vítimas do aparelho de repressão da ditadura militar. Familiares de alguns desses mortos e desaparecidos participarão do ato, durante o qual serão distribuídos “santinhos” fúnebres com a história de dez deles e outros dez em memória de jovens mortos pela PM na periferia.

A cerimônia será oficiada por um grupo de sacerdotes de diversas religiões, todos usando as vestimentas rituais e paramentos específicos de suas crenças para atos fúnebres.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

BOATOS CONTRA CHAVEZ AGORA PARTEM DO PIG





Do Escrivinhador

Nessa quarta-feira, 11 de abril, faz dez anos que a direita venezuelana, com apoio dos EUA, tentou derrubar Hugo Chavez. Foi um golpe – é sempre bom lembrar – com ampla participação midiática, como mostrou o documentário “A Revolução Não Será Televisionada”.
E a guerra continua.

Serviços de inteligência do governo venezuelano notaram, nos últimos meses, uma mudança significativa nas ondas de boato a serviço da oposição: as especulações contra Chavez, agora, já não partem de Miami ou de Madrid, como era o mais comum ao longo dos últimos dez anos. Não. Agora, o foco tem sido o Brasil.

De que forma isso acontece? Normalmente, meios de comunicação brasileiros citam “fontes” importantes na Venezuela para embasar “reportagens” ou “comentários” – que depois acabam reproduzidos pela imprensa e pelas redes sociais oposicionistas venezuelanas. É um jogo de vai e volta muito bem montado.
Na semana passada, tivemos mais um exemplo. Às vésperas do feriado de Páscoa, meios de comunicação brasileiros deram a notícia “bombástica”: Chavez viria fazer tratamento contra o câncer no Brasil, mais especificamente no Hospital Sirio-Libanes.

Aqui, a “reportagem” do G1/Globo.

Reparemos em dois detalhes.

1) A fonte primária do G1 era o blogueiro venezuelano Nelson Bocaranda. Quem é ele? Se o leitor tiver curiosidade, pode acessar o twitter @nelsonbocaranda. Mas vale lembrar: reportagem do Wall Street Journal (jornal dos EUA) diz que Bocaranda deve ser leitura obrigatória pra quem vai “investir” na Venezuela.
Hum…
Ele recebe a chancela da imprensa dos EUA. Torna-se assim fonte “confiável” e “obrigatória”. Voltaremos a isso logo adiante…

2) No quarto parágrafo do texto do G1/Globo, aparece a informação de que a notícia sobre a vinda de Chavez ao Brasil havia sido “antecipada” por um personagem bem conhecido dos leitores brasileiros: ”a provável visita de Chávez já havia sido antecipada na véspera pelo jornalista Merval Pereira em seu blog no site do jornal “O Globo”, no qual ele inclusive cita comentários de Bocaranda.” 
Vamos retomar o fio da meada. Bocaranda é fonte “obrigatória”, chancelada pela imprensa dos EUA. Bocaranda diz que Chavez prepara-se para tratamento no Brasil. É uma forma de gerar incerteza e abastecer a oposição com boatos sobre a saúde do presidente. Quem “repercute” a informação de Bocaranda? Não a imprensa dos EUA (muito “manjada”). Mas o imortal Merval Pereira.

A notícia publicada em “jornais brasileiros” tem mais efeito (para uso na Venezuela) do que se saísse em jornais dos EUA.  O Brasil não é visto como “inimigo”, mas como um país “amigo” da Venezuela. A população local não conhece as nuances da imprensa brasileira, nem a história de alinhamento com os EUA de “O Globo”, “Veja” e outros…

Ora, mas Merval apenas fez o serviço que se espera de um jornalista, certo? Deu informação…
Não é assim, por um pequeno detalhe. Chavez não veio se tratar no Brasil. Os fatos desmentiram Bocaranda e Merval. Na Páscoa, como previsto, Chavez seguiu para mais uma sessão de radioterapia em Cuba. Merval e “O Globo” fizeram o que? Nada. Não registraram o erro na informação. O objetivo, parece, não era informar – mas gerar boato pra ser usado na campanha eleitoral da Venezuela.

Aparentemente, isso não tem dado resultado.
As últimas pesquisas mostram Chavez com cerca de 57% dos votos, contra cerca de 33% para o candidato da oposição, Radonsky Capriles.
Sobre o caso específico, vale ressaltar: Chavez teria mesmo conversado com Lula, que sugeriu a possibilidade de um tratamento em São Paulo. Chavez agradeceu e ficou de pensar. Partiu para Cuba. A oposição usou uma meia-verdade para disseminar a dúvida.

Vale dizer – tambem – que a falta de informação, por parte dos chavistas, ajuda a alimentar os boatos.
Sobre Capriles, alguns fatos curiosos:

- na juventude, ele teria sido próximo à TFP (organização católica de extrema-direita), mas na atual campanha tenta se mostrar como um “social-democrata” moderado, que se inspira em… Lula!;
- no golpe de 2002 contra Chavez, Capriles esteve no grupo que cercou a Embaixada cubana em Caracas, numa clara afronta à legalidade internacional;
- Capriles vem de uma família muito rica; na tentativa de se popularizar, dizem os chavistas, teria se submetido até a sessões de “bronzemanto artificial”, para parecer mais moreno.
E mais um dado curioso a registrar: os marqueteiros de Capriles são brasileiros. Trabalhavam no Rio, na assessoria de comunicação de Sergio Cabral. Mantem ótimo trânsito com “O Globo”.

A campanha de Capriles, ao que tudo indica, vai testar as mesmas técnicas que já foram usadas por Serra na última campanha brasileira: parceria com a grande mídia antichavista (abastecida com “notícias, em parte, geradas pela mídia brasileira, como vimos no exemplo acima) e onda de boatos disseminada pelas redes sociais.

Por último, vale dizer que a turma de Capriles e da direita venezuelana parece bem articulada inclusive aqui nas redes sociais do Brasil. Fiz um teste. Publiquei um video – bastante crítico – sobre Capriles no blog. Em poucos minutos, recebi comentários (no blog e no twitter) de gente defendendo Capriles e me acusando de apoiar um “ditador” esquerdista. Parecia uma esquema profissional.
A batalha será duríssima na Venezuela. E é estratégica pra toda America Latina. Não custa lembrar que foi com a vitória de Chavez, em 98, que se iniciou a “virada” à esquerda que depois avançaria para Argentina, Brasil, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

A direita – com apoio dos EUA e do conservadorismo brasileiro – sabe o que está em jogo na eleição de outubro de 2012.

A esquerda também sabe. Vamos acompanhar a “guerra de Caracas” com muita atenção. Até porque algumas batalhas, pelo visto, passam pelas redações da imprensa brasileira.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

WIKILEAKS APONTA WAACK COMO INFORMANTE


Do Brasil que Vai

O encerramento ainda que provisório das atividades do site Wikileaks, que compôs até agora o novo cenário de insurgência da cidadania mundial contra a manipulação secular de governos e da grande mídia internacional, foi recebido com festas no Brasil.

Ao mesmo tempo em que espocaram rojões na Casa Branca tilintaram taças no gabinete dos irmãos Marinhos, agastados com documentos sigilosos trazidos a público pelo site há pouco menos de 2 meses atrás, os quais permitiram saber que um dos seus mais influentes âncoras de telejornais, Wiliam Waack, era informante regular do governo americano.

O jornalista, que conduz um dos mais direitistas telejornais da TV brasileira, o Jornal da Globo, é moderador também de um programa de debates sobre política internacional que prima pela parcialidade, trazendo regularmente como convidados uma maioria de ex-embaixadores octogenários que possuem em comum o mais evidente ranço contra a política externa que vem sendo implementada com sucesso pelo Itamaraty faz quase 10 anos.

Política exitosa porque consulta os interesses de projeção continental do Brasil na América latina e no mundo, num contexto em que o descolamento da crise mundial logrado pelos países emergentes e a integração entre eles, passou a constituir o novo eixo de estabilidade da política e da economia internacional.

Em virtude de que as novas orientações de política externa não mais se coadunam nem com os interesses americanos, que se preocupam com o cosmopolitismo nacional, nem com os do estado de Israel, influente no “stablishment” norte- americano e que se ressente do apoio à causa da autonomia dos povos árabes, o Departamento de Estado americano buscou fincar estacas nos meios de comunicação especializados em política internacional do Brasil.

No que se suspeita ser um caso de infiltração da CIA nas instituições do país, o jornalista Waack foi indicado por instâncias daquele governo estrangeiro para sustentar posições na mídia brasileira afinadas com as grandes linhas da política externa americana. Por essa razão é que se sentiu à vontade de protagonizar insólitos episódios na programação que conduz, nos quais não faltaram sequer palavrões dirigidos a autoridades do governo brasileiro.

Por essa razão é que Waack mantém-se como âncora, mesmo quando a emissora viu-se forçada a promover uma dança das cadeiras a fim de intentar um novo alinhamento político com vistas a relacionar-se com o governo federal para poder interferir em temas de seu interesse e que deverão ser objeto de decisão no próximo período, como a abertura do mercado de TV a cabo para as empresas de telefonia, a universalização da banda larga e a regulamentação da mídia.

Os documentos divulgados pelo Wikileaks de encontros regulares de Waack com o embaixador do EUA no Brasil e com autoridades do Departamento de Estado e da embaixada de Israel mostram que sua atuação atende a outro comando que não aquele instalado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Aceitam os Marinhos a autonomia de Waack sobre seus programas porque são atendidos eles mesmos em interesses menos defensáveis junto a grandes estúdios americanos e bancos estadunidenses.

O site Wikileaks cantou a bola. Agora é preciso que o governo brasileiro aja e defenda os interesses do país contra ações de espionagem e de manipulação de programas jornalísticos que em razão de abordagens unilaterais procuram desmoralizar políticas legitimamente validadas pelo voto do eleitor brasileiro.

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