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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

TODO APOIO AOS PROFESSORES

  Manifestação de professores em greve na Prefeitura do Rio, nesta sexta-feira
 Do COADE

O Coletivo Advogados para a Democracia manifesta solidariedade e apoio às manifestações realizadas pelos Educadores cariocas que estão em greve a mais de 50 dias.

É necessário que os profissionais da Educação tenham o mínimo de condições para poder exercer o seu ofício. Para tanto é preciso que o poder público entenda que é fundamental o diálogo para que se encontre um consenso.

É inaceitável que os governantes continuem ignorando a necessidade de ampliar os investimentos na educação bem como o cumprimento da lei do piso, dentre outras questões que garantem dignidade aos Professores.

Também repudiamos a covarde e violenta Polícia Militar que age sob o comando do governador como se estivesse em um Estado de exceção utilizando cassetetes, gás pimenta, bombas de efeito moral e bombas de gás contra cidadãos que simplesmente estão reivindicando os seus direitos.

A luta dos Educadores do Rio de Janeiro é a luta da sociedade brasileira que precisa ter na educação uma referência de reflexão, conhecimento e cidadania possibilitando modificações profundas e necessárias ao nosso país.


O COADE apoia incondicionalmente a legítima reivindicação dos profissionais da Educação.

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

SINDICATO IGNORA MAIORIA E DECLARA O FIM DA GREVE

Na última sexta-feira (10/05) mais de sete mil professores do Estado de São Paulo realizaram a quarta assembleia para tratar da greve que foi deflagrada em 19 de abril. Este blogueiro que esteve presente no movimento, em comandos de greve bem como em todas as assembleias anteriores realizadas no MASP, mais uma vez estava lá. E posso assegurar que não foi nada agradável o que presenciei.

Durante a semana que antecedeu a última assembleia, ficou nítido o pouco engajamento por parte da APEOESP em divulgar a mesma. Na internet e, em especial, nas redes sociais, foi gritante a diferença da convocação para o evento em comparação às anteriores. Começou a ser feita com atraso e, sem motivo aparente (a greve seguia com pelo menos a mesma adesão), não existia o mesmo apoio das últimas três assembleias.

Ao chegar à Avenida Paulista, reparei que a quantidade de vans/ônibus e professores era menor do que nas outras semanas. Como sempre, o conselho de representantes do sindicato se reuniu antes de chegar ao carro de som no MASP para fazer uma análise da paralisação e, por decisão da maioria que apoia a atual direção da entidade, entendeu que o fim da greve deveria ocorrer.

Na assembleia, foram várias manifestações a favor e contra a continuação da greve até que surge o momento dos professores presentes se manifestarem, independente, da decisão do conselho e o que se viu foi um ato vergonhoso. Como em um passe de mágica, a greve que há alguns dias crescia, depois da reunião com o desgoverno, segundo a presidente do sindicato (Maria Izabel Noronha), arrefeceu.  

Bebel afirmou que se reuniu na manhã daquele dia com o secretário da educação e na negociação conseguiu alguns avanços. Ela os apresentou afirmando que o governo estadual se comprometeu a realizar todos não tendo registrado o fato em nenhum documento. É no mínimo estranho que o sindicato aceite promessas ao vento de um desgoverno que não cumpre nem a lei. Uma verdadeira aberração.

As "conquistas" no acordo foram:

1 - Fim da prova anual aplicada aos professores da chamada “categoria F”;
2 - Fim da prova exigida dos professores da chamada “categoria O” que já pertencem à rede estadual;
3 - Direito de atendimento médico pelo IAMSPE aos professores da “categoria O”;
4 - Concurso público no segundo semestre para professores PEB II;
5 -Não privatização do Hospital do Servidor Público e do IAMSPE;
6 - Convocação da comissão paritária prevista no artigo 5º da lei complementar nº 1143/11 para discussão da possibilidade de novo reajuste e discussão da implantação paulatina da jornada do piso (no mínimo 1/3 da jornada para preparação de aulas e formação, entre outras atividades extraclasse);
 7 - Convênio em torno de projeto a ser elaborado pela APEOESP para prevenção e combate à violência nas escolas;
 8 - Discussão do pagamento dos dias parados e retirada das faltas da greve mediante reposição de aulas.

Dos milhares de professores que se manifestaram, sob a minha modesta opinião, de diversos professores (inclusive da situação), fotógrafos e até do PIG (confira), a maioria decidiu pela continuidade da paralisação. Como se estivesse diante de uma votação unânime ou quase isso pelo fim do movimento, a Sra. Maria Izabel Noronha sem qualquer pudor decretou o fim da assembleia e da greve quando diante dos seus olhos a decisão tinha sido outra. Uma absoluta e inaceitável demonstração de arbitrariedade e de irresponsabilidade para o cargo que ocupa. No mínimo, um aviltamento à classe.

Tal desrespeito gerou indignação na maioria que exigia a imediata reinstalação da assembleia para continuar a paralisação. Como foi ignorada, garrafas de água e ovos passaram a ser jogados em cima do caminhão de som fazendo com que todos que lá estavam se refugiassem para a acanhada parte interna do veículo. Após mais de uma hora de impasse e aos gritos de "Greve!" e “Que papelão, a Bebel vai sair de camburão!”, a direção do sindicato pediu escolta à polícia militar para conseguir sair do local.

Com isso, a PM agrediu muitos professores até que foi possível abrir espaço na avenida para que o caminhão com a diretoria do sindicato conseguisse deixar a frente do MASP.

Para piorar foi possível ouvir testemunhos de professores do interiror afirmando que os ônibus locados pela APEOESP para todas as assembleias anteriores, na última sexta-feira sumiram. E como se tudo isso não bastasse, professores indignados com a decisão arbitrária se dirigiram à sede do sindicato do qual fazem parte para ouvir explicações sobre o acontecimento. Chegando lá, se depararam com o prédio fechado e cercado de policiais militares exatamente como nos tempos da ditadura.

Diante de tanta violência e falta de respeito, muitos(as) profissionais da educação levantaram a hipótese de desfiliação do sindicato, o que me parece um erro. É preciso fomentar o debate sobre questões absurdas, como essa, denunciar e tirar da presidência do órgão de maior representatividade dos professores da América Latina, a Sra. Maria Izabel Noronha.

Ressalto que não tenho filiação partidária e não recebo ajuda financeira de quem quer que seja. Minha atuação é livre por acreditar que a educação do país precisa ser mudada deixando de focar apenas a competitividade do mercado e passando a entender como prioridade a formação cidadã.

Como advogado, sociólogo, professor e acima de tudo cidadão, entendo ser urgente a mudança de comando na APEOESP.

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

A GREVE CONTINUA


A APEOESP se reuniu com o secretário da Educação Herman Voordwald, na tarde desta quinta-feira e reiterou as reivindicações da greve. Como esperado, o secretário do desgoverno paulista afirmou mais uma vez que não tem nada a oferecer. 

Com isso, a greve dos professores continua e cresce a cada dia. 

Nessa sexta-feira (26/04) haverá nova Assembleia no MASP a partir das 14 horas. Há uma semana mais de 20 mil educadores estiveram no mesmo local e aprovaram a greve. Amanhã o número de profissionais da educação deve passar de 30 mil.

Todo apoio aos educadores que lutam por dignidade profissional.

O governo privatista de São Paulo não nos representa!

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

COADE NA LUTA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO E NA PARALISAÇÃO DOS PROFESSORES

 
Do COADE

O COADE foi convidado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) no dia 12/04 a participar da campanha "Para Expressar a Liberdade" que realizará plenária nessa sexta-feira (19/04), conforme o texto abaixo.

Nos solidarizamos com a luta e participaremos dela estando na plenária de amanhã, bem como em todos os eventos e projetos que visam a necessária democratização da comunicação social no país.

Acreditamos que não existe a possibilidade de vivermos em uma sociedade que se considera democrática tendo a comunicação dominada por um oligopólio (PIG).

Além disso, no mesmo dia, nos juntaremos aos professores do Estado de São Paulo que realizarão uma paralisação no MASP a partir das 14 horas.

Todo apoio aos educadores que lutam por dignidade profissional.

O governo privatista de São Paulo não nos representa!



Projeto de Lei de Iniciativa popular para comunicação será analisado em plenária em São Paulo 

O documento já está circulando entre as entidades que participam da campanha. O evento acontecerá no dia 19 no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.

A campanha “Para Expressar a Liberdade” realizará sua plenária nacional no próximo dia 19 de abril, em São Paulo, para apresentar e aprovar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das Comunicações e organizar a pauta nacional de divulgação do documento. O evento acontecerá no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, das 9h30 às 18h.

A proposta inicial do projeto foi escrita pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha e já está em fase de análise pelas entidades ligadas ao movimento. Após a sua aprovação, a plenária debaterá as estratégias de divulgação junto à população e de obtenção das assinaturas para que o mesmo seja encaminhado ao Congresso Nacional.

“Vamos criar espaços para dialogar com a sociedade sobre a necessidade da democratização da comunicação e recolher 1,3 milhões de assinaturas para o que o direito à comunicação seja uma realidade no Brasil”, explica Rosane Bertotti, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entidade que organiza a campanha.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular, definido como ação prioritária da campanha para a renovação do Código Brasileiro de Telecomunicações, datado de 1962, dispõe sobre os serviços de comunicação social eletrônica, televisão e rádio, e propõe regras para a execução dos artigos nunca regulamentados do capítulo V da Constituição Federal Brasileira, que trata da Comunicação Social (art. 220 a 224).

O foco principal do projeto é no enfretamento ao monopólio e oligopólio e nos mecanismos de promoção da igualdade e diversidade. O documento base foi construído a partir dos resultados da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e das posições históricas dos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação no país.

“A proposta busca dialogar com o cenário da convergência ao mesmo tempo e que dá conta do déficit democrático na regulação do setor de radiodifusão no Brasil”, disse João Brant, radialista integrante do Intervozes e do FNDC.

Divulgação 

Estão previstas as datas de 26 de abril, aniversário da TV Globo, e primeiro de maio, dia do trabalhador, para a realização das primeiras atividades de promoção nacional do tema da democratização da comunicação e do início de coleta de assinaturas do projeto de lei. Estão envolvidos na campanha diversos setores da sociedade, de movimentos sociais, partidos, sindicatos e outros. O objetivo é envolver e conscientizar a sociedade brasileira sobre a busca por uma liberdade de expressão como direto de todos e explicar a necessidade da renovação do marco que regulamenta a Comunicação no país.

O evento 

Plenária da Campanha Para Expressar a Liberdade
Dia 19 de abril, das 9h30 às 18h
Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo
Rua Genebra, 25

Atenciosamente,

Coordenação da Campanha Para Expressar a Liberdade

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