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quinta-feira, 25 de abril de 2013

A GREVE CONTINUA


A APEOESP se reuniu com o secretário da Educação Herman Voordwald, na tarde desta quinta-feira e reiterou as reivindicações da greve. Como esperado, o secretário do desgoverno paulista afirmou mais uma vez que não tem nada a oferecer. 

Com isso, a greve dos professores continua e cresce a cada dia. 

Nessa sexta-feira (26/04) haverá nova Assembleia no MASP a partir das 14 horas. Há uma semana mais de 20 mil educadores estiveram no mesmo local e aprovaram a greve. Amanhã o número de profissionais da educação deve passar de 30 mil.

Todo apoio aos educadores que lutam por dignidade profissional.

O governo privatista de São Paulo não nos representa!

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

DIA 19 DE ABRIL OS PROFESSORES ENTRAM EM GREVE!

 
Depois de mais uma tentativa por parte dos profissionais da educação do estado de São Paulo em reivindicar junto ao governo melhores condições de trabalho no início de março e receber, novamente, um não como resposta restou a opção da realização da greve.

Diante de uma administração desumana e indigna que não possui qualquer comprometimento com a educação e consequentemente com os cidadãos paulistas não há como fingir que está tudo bem. 

Todo apoio aos professores e ao direito constitucional de greve!

Da APEOESP

Diante da intransigência do governo – que não atende as reivindicações da categoria – cerca de 5 mil professores presentes à assembleia estadual realizada na tarde de sexta-feira, 15, na Praça da Sé, em São Paulo, definiram que o magistério entrará em greve no dia 19 de abril e uma nova assembleia acontecerá na mesma data no vão livre do Masp (avenida Paulista) para decidir a continuidade do movimento, conforme deliberação da nossa V Conferência Estadual de Educação. Em seguida será realizada uma passeata até a Praça da República.

Conforme já informamos no APEOESP Urgente nº 13, a diretoria da APEOESP reuniu-se com o secretário da Educação no dia 12 de março. A entidade cobrou a constituição da comissão paritária para discussão do reajuste salarial, conforme determina a lei complementar 1143/11, reajuste salarial de 36,74% e a recomposição do reajuste previsto para 2012 (10,2%), do qual apenas uma parte foi efetivamente pago, uma vez que no índice concedido estava embutida a terceira parcela de incorporação da GAM, de 5%; além da implementação da jornada do piso; solução para a situação precária da chamada categoria “O”, no que diz respeito à forma de contratação, direitos e condições de trabalho; pelo fim da remoção ex-officio nas escolas de tempo integral e o pagamento da GPDI a todos os professores que optarem pela jornada integral. O governo não respondeu a nenhuma reivindicação.

Para completar, o Governo do Estado pretende privatizar o Hospital do Servidor Público Estadual. Nosso posicionamento contra a privatização é claro. Estão sendo enviadas para as regiões adesivos contra a privatização, bem como cartazes a serem afixados nas escolas e locais de grande visibilidade.

A luta por reajuste salarial, contra a precarização do trabalho, contra privatização do HSPE e outros setores do IAMSPE, por melhores condições de trabalho e outras reivindicações unificam os interesses de todo o funcionalismo estadual. Por isto, a APEOESP, por meio do Fórum do Funcionalismo da CUT/SP, está se articulando com outras entidades de servidores estaduais. Também já iniciou articulação com as demais entidades da educação para exigir do Governo que realize negociações. Conforme decisão da assembleia, a APEOESP proporá um ato unificado de todo o funcionalismo no dia 19 de abril. Os servidores da saúde já decidiram pela greve a partir de 1º de abril. Outras categorias poderão entrar em greve.

No período de 25 de março a 05 de abril realizaremos a III Caravana da Educação, que percorrerá diversas regiões do Estado. As subsedes serão contatadas a partir de segunda-feira para organizarem suas atividades. Uma carta aberta aos professores e à população será remetida às subsedes na próxima semana para ser amplamente distribuída. Também seguirá na próxima semana o cartaz que convoca a assembleia de 19 de abril.

Os professores paulistas entram em greve por:

- Reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste referente a 2012;
- Pelo cumprimento da lei do piso: no mínimo 33% da jornada de trabalho para atividades de formação e preparação de aulas;
- Dignidade na contratação, condições de trabalho e atendimento no IAMSPE para os professores da categoria O;
- Fim da remoção ex-officio e da designação de professores das Escolas de Tempo Integral;
- Regime de dedicação exclusiva para todos, por opção de cada professor(a);
- Melhores condições de trabalho e políticas de prevenção do adoecimento dos professores;
- Fim da lei das faltas médicas;
- Fim dos descontos de faltas e licenças médicas para efeito de aposentadoria especial;
- Fim das provinhas e avaliações excludentes;
- Por um plano de carreira que atenda às necessidades do magistério.
- Não à privatização do Hospital do Servidor Público Estadual e do IAMSPE.

A GREVE É NOSSA. A CULPA É SUA, SENHOR GOVERNADOR!

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

VÍDEO DO DIA

Na entrega do 10º Troféu Raça Negra de 2012 em São Paulo, ocorrida no dia 19 de novembro, a Mano Brown e ao Racionais MCs, o agradecimento não poderia ser melhor. Mano cita, entre outras coisas, a absurda violência que existe na cidade, critica o tucano Alckmin e seu "governo" e lembra que a cidade de São Paulo é a mais racista do país.

Parabéns Racionais! Parabéns Mano Brown!



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terça-feira, 31 de julho de 2012

ORGANIZAÇÕES LANÇAM PETIÇÃO PELO FIM DA POLÍCIA MILITAR

Após atingir mil assinaturas, a petição será encaminhada à Presidência da República, ao Congresso e ao STF.

Dos Advogados para a Democracia

A Rede Nacional de Familiares e Amigos de Vítimas da Violência do Estado lançou uma petição pública neste domingo (29) pela desmilitarização das polícias do Brasil. Após atingir mil assinaturas, a petição será encaminhada à Presidência da República, ao Congresso Nacional, ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).  Para assinar Clique aqui 

O pedido é uma reivindicação histórica dos movimentos, e a campanha é um desdobramento da audiência pública realizada na quinta-feira (26), em que entidades de direitos humanos, movimentos sociais e membros do Ministério Público Federal exigiram o fim da Polícia Militar e apoiaram o pedido do Procurador Federal da República, Matheus Baraldi, de afastamento do comando da corporação do Estado de São Paulo.
Recentemente, o Conselho de Direitos Humanos da ONU também recomendou explicitamente que o Brasil trate de “combater a atividade dos ‘esquadrões da morte’ e que trabalhe para suprimir a Polícia Militar, acusada de numerosas execuções extrajudiciais”.
Carta à Presidenta
O movimento Mães de Maio junto com a Rede Nacional de Familiares e Amigos de Vítimas da Violência do Estado protocolou na quarta-feira (25), em Brasília, uma carta à presidenta Dilma Rousseff, cobrando 15 medidas que, há seis anos, não saem do papel, dentre elas o acompanhamento federal jurídico e político do crescimento da violência no Estado.
Também pedem um parecer sobre a federalização dos crimes de maio de 2006, abolição dos registros de casos de "resistência seguida de morte" nos inquéritos policiais, tidos como inconstitucionais, e a criação de uma Comissão da Verdade para crimes policiais praticados na democracia.
Em nota, o movimento diz que aguarda a confirmação da Presidência da República sobre a data para a Rede Nacional discutir uma política nacional para os familiares de vítimas do Estado Democrático.
Aumento de homicídios
Pela quarta vez consecutiva, os homicídios aumentaram em São Paulo, contradizendo o governador Geraldo Alckmin que disse em entrevista na terça-feira (23) que os indicadores da criminalidade “iriam cair”.
De acordo com as estatísticas divulgadas na quarta-feira (24) pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o aumento foi de 22% em relação ao mesmo período de 2011. Com uma média de 14 mortes por dia, junho foi o período mais violento nos últimos 18 meses, com 134 mortes – aumento de 47% - contra 90 em junho do ano passado.
Segundo a Ouvidoria da Polícia Militar, só a Rota – Ronda Ostensiva Tobias Aguiar - matou 48 pessoas apenas no primeiro semestre na capital paulista. Em comparação com o mesmo período em 2010, os homicídios subiram mais de 100%.
Ao longo dos últimos 30 anos, mais de 1 milhão de pessoas foram assassinadas no país. No período “democrático” brasileiro houve um aumento de 127% no número de homicídios anuais, dos quais as vítimas, em sua maioria, são jovens pobres e negros, conforme demonstram as estatísticas do Mapa da Violência 2012.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O ESTADO ASSASSINO FEZ MAIS UMA VÍTIMA NO PINHEIRINHO




Ivo Teles dos Santos de 69 anos (foto acima), ex-morador de Pinheirinho em São José dos Campos, agredido covardemente por criminosos policiais militares que participaram da absurda e desumana ordem ilegal de reintegração de posse daquele bairro no início do ano, faleceu na última semana em decorrência das agressões sofridas. Relatei o ocorrido com Ivo em texto publicado no dia 7 de fevereiro (Relembre).

Este blogueiro se solidariza com a família de Ivo e, em especial, com a  Sra. Osorina que tive o prazer e a honra de conhecer.

Punição aos assassinos de farda e de gravata!

O lamentável fato foi noticiado pelo Jornal Brasil Atual e reproduzo a matéria abaixo:

Manifestantes de vários movimentos sociais protestaram nesta terça-feira, 17, em frente ao Tribunal de Justiça, no centro da capital paulista, para denunciar que a justiça não é neutra, tem lado. Até hoje, 16 anos após as mortes de 19 sem terra em Eldorado dos Carajás, no Pará, ninguém foi preso pelos assassinatos.

Na semana passada, a repressão policial à desocupação do Pinheirinho fez mais uma vítima. Ivo Teles dos Santos, de 69 anos, que havia sido brutalmente espancado por policiais militares no momento da reintegração de posse do terreno, em 22 de janeiro, faleceu em função das seqüelas da violência a que foi submetido. A afirmação é do coordenador geral da ocupação, Valdir Martins, o Marrom. Reportagem Lúcia Rodrigues.






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segunda-feira, 9 de abril de 2012

DEPUTADOS DEBATEM VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO PINHEIRINHO


Da Rede Brasil Atual

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, por solicitação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), realiza audiência pública nesta quarta-feira, 11, para discutir as violações aos direitos humanos cometidas contra os moradores do Pinheirinho pela Tropa de Choque da PM na invasão do terreno, em São José dos Campos. 

Até agora, Prefeitura, Estado e União não apresentaram nenhuma alternativa habitacional para as famílias desalojadas. O advogado dos moradores, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, participa da reunião em Brasília. Entrevista à repórter Lúcia Rodrigues.  
       
        
                 

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terça-feira, 13 de março de 2012

PROFESSORES PARAM TRÊS DIAS




Da Rede Brasil Atual

Professores da rede pública devem parar as atividades em escolas de todo o país de quarta a sexta-feira desta semana para chamar a atenção quanto ao cumprimento da lei do piso nacional do magistério, ainda desrespeitada por municípios e estados, apesar do último reajuste, anunciado em fevereiro pelo Ministério da Educação. O valor do piso passou de R$ 1.187,97 para R$ 1.451 para jornadas de 40 horas semanais, após reajuste de 22%. Também são reivindicados o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no Plano Nacional da Educação – em trâmite no Congresso –, o fim das terceirizações na área da educação e plano de carreira dos docentes.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou suas 44 entidades para mobilizar a categoria nas regiões. Amanhã (13), os sindicatos filiados à confederação organizam também um “tuitaço” para aumentar a pressão antes da paralisação. De acordo com o presidente da entidade, Roberto Franklin de Leão, a greve é uma resposta da categoria aos estados que ainda descumprem a Lei 11.738, sancionada em 2008 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nossa greve é justa, vamos dar uma resposta aos governadores e prefeitos que não pagam o piso salarial do magistério, achatam a carreira dos trabalhadores, e se negam a ampliar a jornada de atividades extraclasse”, explicou.

Segundo ele, não há argumentos para descumprir a lei. Em 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou o pagamento do piso salarial legítimo, após Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada um por grupo de governadores. Eles alegavam restrições orçamentárias dos municípios para o pagamento previsto aos docentes. “Neste ano de eleições municipais, vamos fazer mural denunciando os inimigos da educação”, afirmou Leão. A CNTE pede aos professores que denunciem prefeitos que se recusam a pagar a quantia, enviando fotos do governante e informem o partido.

No caso do Rio Grande do Sul, a Justiça determinou no início de março que o governador Tarso Genro (PT) cumprisse a lei. Os professores gaúchos ganham atualmente R$ 791 por 40 horas semanais, quase metade do valor estabelecido pelo MEC neste ano para a mesma carga horária. O governo argumenta que terá de recorrer da decisão por conta do impacto nos cofres – segundo as contas de Genro, cerca de R$ 3 bilhões anuais. Uma proposta, rejeitada pelos sindicalistas, prevê o reajuste do salário mais básico para R$ 1.260 em 2014, quando o valor do piso estaria, graças ao reajuste anual, ainda maior do que a quantia atual.

Os professores também são contrários à articulação de governadores na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados para a mudança no critério de reajuste do piso do magistério. Atualmente, o índice tem como base a variação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de dois anos anteriores. No projeto contrário, o reajuste seria baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

“Não vamos aceitar só a inflação como política de reajuste. Exigimos valorização de verdade. Queremos carreira atraente, salário decente, que incentive os estudantes a escolherem a carreira de professor, que tanto nos orgulhamos”, disse o sindicalista. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), anunciou no início do mês que criará uma comissão para discutir o piso e tentar um acordo para o impasse.

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sábado, 28 de janeiro de 2012

NOTA DE REPÚDIO À INVASÃO NO PINHEIRINHO

Do Blog dos Advogados Progressistas

No último domingo (22/01) a comunidade residente no Pinheirinho em São José dos Campos (SP) foi covardemente invadida pela Tropa de Choque, Polícia Civil e Militar do Estado de São Paulo para o cumprimento de uma ordem judicial de reintegração de posse. O bairro que existe há 8 anos onde residia seis mil famílias amanheceu tendo a sua dignidade violentada.

Os métodos utilizados são desumanos e, como se isso não bastasse, não houve nenhum preparo para alojar famílias inteiras (muitas crianças, idosos, mulheres gestantes...) retiradas do local que foram simplesmente despejadas na rua e em alojamentos com condições precárias passaram a dividir espaços improvisados tendo seus direitos mais básicos desrespeitados.

A PM e a Prefeitura de São José dos Campos se manifestaram informando que a operação de desocupação ocorreu tranquilamente e o atendimento às famílias foi e está sendo feito adequadamente.

Aliás, preocupada com sua imagem, depois de fazer tanta lambança e violar praticamente todos os direitos fundamentais dispostos na Constituição Federal, o Comando da Polícia Militar de São Paulo emitiu uma nota oficial informando que “agiu dentro da legalidade e com respeito incondicional aos direitos humanos e às pessoas.” Não caro leitor, Não é uma piada!

As redes sociais, blogs e sites alternativos, desde o dia 22, têm sido incansáveis ao publicarem imagens, notícias e testemunhos acerca do tratamento “adequado” dispensado à população do Pinheirinho. Até o PIG indignou-se com o que ocorreu lá, talvez não pelo sofrimento impingido à população, mas certamente porque foi impedido de entrar no local, ou seja, a situação é tão grave que até a velha monarquia midiática tupiniquim foi censurada.

Há relatos de pessoas afirmando que durante a desocupação policiais tratavam a população a chutes e pontapés, não poupando nem os idosos e crianças e quem tentasse registrar as cenas da barbárie tinham seus celulares e câmeras confiscados.

O site da Agência Nacional das Favelas divulgou o seguinte depoimento de uma moradora:
"Continuam a matar, espancar, agredir e humilhar mulheres, crianças, pessoas idosas aqui na ocupação Pinheirinho. Estamos aqui desde as 10 horas da manha e já vimos todo o tipo de absurdos. Pessoas nas ruas feridas, correndo, estão jogando bombas em nos de cima dos helicópteros, de onde eles também jogam gás de pimenta. Ha companheiros mortos, ainda não sabemos o numero exato mas temos já confirmadas pelo menos 3 mortes. O numero de feridos e impossível de confirmar. A toda hora disparam contra nos. O ar é irrespirável de tanto gás lacrimogêneo e gás de pimenta. As crianças não param de chorar.

Mas o povo está ferido mas ainda forte. Na luta estamos por todos os nossos direito e por uma sociedade onde não tenhamos que morrer para ter uma moradia."


O diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque disse em entrevista: “Esse despejo viola uma série de normas internacionais”, para ele, “A operação foi efetuada de modo totalmente inadequado: nas primeiras horas da manhã de domingo e sem nenhum aviso apropriado. A expulsão foi levada a cabo apesar de as autoridades estarem em meio a uma negociação que visava encontrar uma saída pacífica”.

Não há como não criticar a atuação do Poder Público em todas as suas esferas no tocante a solução de conflitos sociais. Não se pode tratar casos como esse como uma simples questão legal/judicial, antes disso, trata-se de uma questão social/jurídica que jamais poderia ter sido resolvida com aplicação de leis de direito privado em detrimento da dignidade da pessoa humana.
Mais uma vez ficou comprovado que o poder econômico através da especulação imobiliária prevaleceu diante do inalienável direito à moradia.

Os Advogados Progressistas repudiam a criminosa atuação do Estado Brasileiro neste episódio.

ENTENDA O CASO

Desde fevereiro de 2004 a área conhecida como Pinheirinho, na zona Sul de São José dos Campos, vem sendo ocupada por famílias que não tinham onde morar. A área de mais de 1 milhão de metros quadrados inicialmente foi ocupada por cerca de 150 famílias, na ocasião houve confronto entre as famílias e a guarda civil metropolitana, mas a ocupação prevaleceu e ao longo desses oito anos tornou-se um verdadeiro bairro com mais de 1.600 família (cerca de 7 mil pessoas).

Paralelamente, na Justiça Estadual (18ª Vara de Falência de São Paulo) tramitava o processo disputando a área, estando envolvida a Empresa Selecta Comércio e Indústria S/A, uma holding administrada, até a quebra em 2004, pelo megaespeculador Naji Nahas.

O Juiz responsável pelo processo concedeu, em 2006, uma liminar de reintegração de posse, antes de ser cumprida foi cassada pelo Tribunal de Justiça por vício de incompetência da Vara de Falência.

A massa falida da Selecta ingressou, então, com ação de Reintegração de Posse na Comarca de São José dos Campos (6ª Vara Cível) pedindo liminar que foi negada. Recorreu e o Tribunal de Justiça reformou a decisão concedendo liminar para reintegrar a posse à massa falida. Posteriormente o mesmo TJ/SP suspendeu a liminar, houve recurso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) que constatando irregularidades no processo o anulou.

Em julho de 2011 a juíza Márcia Loureiro, da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, com base na primeira liminar concedida, expediu nova ordem para desocupação em favor da massa falida, argumentando que o processo deve “tornar ao seu curso normal com o cumprimento da liminar deferida pelo juízo da causa à época”.

Diante dessa celeuma, o Ministério das Cidades reiterou, através de ofício, à 6ª Vara Cível seu interesse na solução do problema. Há que se ressaltar que desde 2005 a União vem manifestando interesse em tal resolução. Em nota, logo após o início da barbárie, a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães disse que: "Desde 2005, o Ministério das Cidades vem reiterando seu interesse em colaborar na solução pacífica do conflito, por meio de uma ação conjunta, ofertando ao município a priorização nas linhas de provisão habitacional / urbanização de assentamentos precários disponíveis no nível federal, para atendimento a famílias de baixa renda. Essa manifestação foi formalizada inclusive para a Vara Cível de São José e para o Tribunal de Justiça de São Paulo".

Em meio às negociações e acordos já iniciados entre os governos federal, estadual e municipal a juíza da 6ª Vara Cível ordenou a reintegração imediata, atropelando qualquer tentativa de resolver a questão de forma justa e humana. Assim, com a possibilidade da iminente desocupação e tendo em vista o interesse jurídico da União, a Associação Democrática por Moradia e Direitos Sociais ajuizou uma ação cautelar inominada com pedido de liminar na Justiça Federal.

A liminar foi deferida pela juíza federal de plantão, Roberta Monza Chiari, que reconheceu o interesse jurídico da União no caso e determinou a suspensão temporária da reintegração. Posteriormente o juiz substituto da 3ª Vara Federal de São Jose dos Campos, Carlos Alberto Antônio Júnior, cassou a liminar sob o argumento de que a matéria envolve a justiça estadual sendo questionável a competência da justiça federal já que a união não é parte legítima no processo e justifica a cassação da liminar: “É de se explicar que, uma vez acionado o plantão judicial, o juiz plantonista analisa o caso em regime de urgência e, logo que aberto o Fórum pela manhã, há regular distribuição do feito a uma das varas. No caso, este feito foi distribuído a este Juízo Federal”.

A Associação recorreu para o TRF da 3ª Região que restaurou a liminar da juíza e ordenou a suspensão da reintegração. Tínhamos então duas decisões antagônicas: a da Justiça Estadual ordenando a desocupação e a da Justiça Federal ordenando a suspensão da desocupação.

Instalado o conflito de competência, houve recurso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Enquanto o recurso subia e era analisado pelo Presidente do Tribunal, o governador em conjunto com o prefeito de São José dos Campos ordenou que suas tropas (Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana) invadissem e expulsasse as mais de 1.600 famílias do local e derrubassem suas casas reintegrando as terras para a massa falida Selecta (que, diga-se de passagem, é devedora de milhões aos cofres públicos).

O presidente do STJ, Ari Pargendler  (aquele que faz lobby para cunhada virar ministra) cassou a liminar do TRF e validou a da justiça estadual pela desocupação. A Associação Democrática por Moradia e Direitos Sociais impetrou um Mandado de Segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo a suspensão imediata da desocupação. O STF não analisou o mérito do MS, negando seguimento por considerá-lo  "inviável" pois a decisão do STJ "é passível de impugnação pela via processual adequada".

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AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE PINHEIRINHO





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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

SEMANA COMEÇA COM ATOS DE SOLIDARIEDADE AO PINHEIRINHO


A ação violenta de reintegração de posse realizada pela Polícia Militar, neste domingo, contra cerca de 2 mil famílias da Ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, teve repercussão nacional e internacional.

Do Solidariedade Pinheirinho

Nesta segunda-feira, dia 23, manifestações de solidariedade aos moradores e contra a desocupação aconteceram desde a madrugada e várias cidades têm atos programados.

Em São José dos Campos, a partir das 4h30 da manhã, representantes de entidades sindicais, estudantis e do movimento social se dirigiram às fábricas da cidade para realizar panfletagem e assembleias com os trabalhadores. Houve atividade em fábricas como a General Motors, Ti Brasil e Johnson & Johnson.
O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) também na manhã de hoje realizou uma passeata em Sumaré/SP, na avenida Anhanguera, em frente à montadora Honda.

A partir das 10 horas, sindicatos e movimentos sociais realizaram uma manifestação na Praça Afonso Pena, no centro de São José dos Campos. Os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do centro. Houve ainda protesto em frente ao Palácio do Governo do Estado de São Paulo.

Confira relação dos atos contra a desocupação do Pinheirinho, neste dia 23:

• Belo Horizonte - 16h na Praça da Liberdade
• Porto Alegre - 12h na Esquina Democratica
• Belém - 09h na ALEPA
• Brasília – 10h30 no gramado do Congresso Nacional
• Teresina - 14h, Praça do Fripisa
• Rio de Janeiro - 16h Largo da Carioca, Centro•
- Franca (SP) - - 17h no Terminal de Ônibus
- Curitiba - 17h na Boca Maldita
• Londrina - 18h no Calçadão
• Juiz de Fora - 17h no calçadão
• Guarulhos/SP - 17h Praça da Matriz
• Fortaleza - 17h na Rua 13 de maio
• Macaé - 17h na Praça Veríssimo Melo

Ainda no dia de ontem cerca de 500 pessoas se reuniram na região da Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto contra a ação da PM.

A reintegração de posse do Pinheirinho foi um dos assuntos mais comentados no dia de ontem nas redes sociais. No Twitter, a chamada "#Pinheirinho" apareceu no Trending Topics, o ranking com os assuntos mais comentados do momento, do Brasil e também de São Paulo. Nesta segunda, o assunto voltou ao tópico nacional.

"Chamamos a solidariedade de toda a população e de todas as entidades sindicais, populares, estudantis e da sociedade civil. É preciso repudiar veementemente o festival de violência praticado pelos governos do PSDB e exigir o fim da reintegração de posse", afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e membro da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

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SÃO PAULO SOFRE COM O FASCISMO TUCANO





Após a violência cometida pela polícia militar, pelo judiciário e pelo governo tucano de São Paulo no ato de desocupação de centenas de famílias na ação de reintegração de posse de Pinheirinho, em São José dos Campos, ocorrida ontem, os cidadãos retirados de seus lares sob ameaças, tiros, bombas e cacetetes foram alojados de forma precária em tendas armadas pela prefeitura no Centro Poliesportivo do Campo dos Alemães.





A chuva e a terra fazem com que os desabrigados tenham que dormir na lama. Faltam cadeiras, colchões, cobertores, água e comida.

É por essas e outras que enquanto esse sujo blogueiro viver jamais votará uma única vez no tucanato e sua gangue. Se isso ocorrer, prezado(a) leitor(a), nunca mais volte a ler este blog porque este que vos escreve enlouqueceu!





GOVERNO COVARDE, CRIMINOSO E FASCISTA!

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domingo, 22 de janeiro de 2012

VÍDEOS REPUGNANTES: O ESTADO SEGUE TORTURANDO NO PINHEIRINHO (SJC). ISSO O PIG NÃO MOSTRA

















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NÃO É COINCIDÊNCIA!

 Do Movimento Popular Cidadania Ativa

A invasão da PM ao bairro do Pinheirinho - cidade de São José dos Campos, não é uma mera coincidência.

Apenas num intervalo de 1 mês houve um incêndio criminoso na favela do Moinho(centro de São Paulo), repressão DESASTROSA aos usuários de drogas na Cracolândia e hoje uma "SUPER" invasão da PM ao bairro do Pinheirinho em SJC.

A área, que pertence à empresa Selecta, do grupo Naji Nahas, foi ocupada em 2004. Pelo menos 1.600 famílias, totalizando mais de 5.500 pessoas, vivem no local.

A invasão de hoje teve um aparato de 1800 policiais que foram recrutados de 33 municípios do estado de São Paulo, esta máquina de guerra foi usada contra um povo que está ali lutando por seu direito a moradia.

A ação policial  não está repeitando uma decisão judicial fornecida pelo Tribunal Regional Federal.

O resultado até então dessa ação CRIMINOSA do governo estadual, SÃO 7 MORTOS, todos moradores que resistiram contra a polícia.

Trata-se de uma luta clara entre cidadãos de bem contra a especulação imobiliária, este problema tem ocorrido em todo o Brasil, não é um problema exclusivo de São Paulo.

Aos que estão solidários ao povo do Pinheirinho, divulguem o máximo que puderem, e claro aos que tiverem condições  vão até o local, eles precisam e muito de nossa força.

Maiores informações : @Pinheirinhosjc


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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

CARTA DOS MORADORES DO PINHEIRINHO AOS TORTURADORES DO ESTADO




Manifesto dos moradores do Pinheirinho aos Soldados


Cumpram seu dever: estejam do lado do povo!
Não reprimam nossas famílias!

O soldado é o homem do povo fardado.

Sua tarefa mais honrosa é defender seu próprio povo.

Entre o povo estamos nós, estão vocês, sua família, amigos e entes queridos.

Vocês nos conhecem. Sabem do nosso dia a dia, porque estamos juntos nos bairros.

Por que nos reprimir? Que crime nós cometemos?

Vocês sabem que temos uma vida sofrida. Escolhemos o caminho da luta para ter um teto para morar, um lugar para criar nossa família e construir uma vida digna. Isso não é crime.

Os que mandam reprimir nossas famílias são os milionários que só pensam nos seus bolsos e não se importam com nossa vida. Querem ganhar milhões com grandes empreendimentos nesse terreno.

A área do Pinheirinho foi grilada dos alemães. A empresa Selecta, proprietária do terreno, é uma empresa fantasma, nunca teve nenhum funcionário. O dono é Naji Nahas, condenado por lavagem de dinheiro e corrupção.

Esses senhores deixaram o terreno abandonado por mais de 30 anos e não pagaram IPTU.

Hoje, floresce a vida: tem casas, comércios e igrejas. Nossas crianças brincam nas ruas, comem pipoca e algodão doce. Com uma ação violenta, querem destruir tudo.

Aqui está a nossa nova vida! Nós não temos outra alternativa, senão defendê-la.

Soldados, estejam do nosso lado! Não sejam os capatazes e os algozes do seu povo! Vocês estão apontando para o lado errado! Os verdadeiros criminosos estão do outro lado das barricadas!

Honrem seus uniformes e cumpram com seu dever! Não reprimam seu povo! Estejam do nosso lado! Esse é seu verdadeiro posto de combate!
________________________________________
“Quando o poder é tirânico, a revolta é um dever”. São Tomás de Aquino

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

IMAGEM DO DIA

 Policiais militares sem identificação. Agentes do Estado repressor livres para cometer crimes. PM não é sinônimo de segurança mas de medo!

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

NOTA DE REPÚDIO

 


Do Blog dos Advogados Progressistas

Na manhã de hoje a Universidade de São Paulo reviveu momentos do Estado de exceção pelo qual este país teve a infelicidade de conviver em um passado recente. A tropa de choque da polícia militar invadiu a reitoria ocupada por estudantes para cumprir uma decisão judicial de reintegração de posse. Ocorre que a ação não parou por aí, a força militar do nosso Estado repressor aprisionou outros estudantes que estavam no CRUSP (Conjunto Residencial dos Estudantes) não deixando que nenhum dos seus moradores saísse de lá para facilitar a sua ação e isolou o campus como se estivesse em plena guerra levando mais de 400 policiais, dois helicópteros, dezenas de viaturas, cavalaria e cães para ao final levar mais de 70 Estudantes presos.

Tudo começou quando policiais militares resolveram revistar universitários e apreender alguns que portavam três cigarros de maconha (vale lembrar que o porte de drogas proibidas para uso próprio não condena ninguém à prisão). Ou seja, ocorreu um ato absolutamente desnecessário que faz com que o aparato policial deixe de proteger a Universidade de criminosos que matam, sequestram, roubam, estupram e passem a criminalizar Estudantes.

Diante disso, surgiu a reação por parte dos agredidos através da ocupação do prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e, posteriormente, da reitoria. Reação legítima contra o Estado que não os respeita e apenas reproduz ações policialescas e de repressão desnecessárias. Além disso, é importante lembrar-se da atuação do reitor, Grandino Rodas, que nunca demonstrou interesse em manter qualquer diálogo com os alunos. Fato esperado pelo histórico desse senhor desde o período do governo militar.

O fato é que a USP necessita de segurança cívica e não militar. É inadmissível que o policiamento tenha por função estar no espaço de uma universidade pública para vigiar Estudantes e os que nela trabalham com o cínico argumento de que é para a "sua segurança". Trata-se apenas de mais uma garantia de que a liberdade dos universitários será vigiada evitando qualquer forma de organização legítima contra a truculência, o sucateamento e a precarização e mercantilização da educação.

Os Advogados Progressistas repudiam o fato ocorrido e como ele foi veiculado pela velha monarquia midiática tupiniquim. A grande mídia, mais uma vez, prestou um desserviço à sociedade mascarando os fatos e fazendo a mesma leitura propositalmente preconceituosa e odiosa de simples Estudantes.

Toda solidariedade a Universidade Pública violada e aos universitários!

Advogados Progressistas

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VÍDEOS: O ESTADO SEGUE TORTURANDO. ISSO O PIG NÃO MOSTRA




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